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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Ancelotti arma time à italiana e depois o destrói com 'trocas populares' Rodrigo Mattos Colunista do UOL 05/07/2026 19h05 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O técnico Carlo Ancelotti decidiu armar o Brasil à italiana, sem ter a posse de bola e apelando a contra-ataques. Poderia até ter dado certo se seus jogadores tivessem acertado o pé. Sem sair o gol, ele apelou às mudanças populares que os torcedores tanto pediram, Neymar e Endric, e isso transformou a seleção em um time bem desorganizado, além de erros individuais do segundo. A escalação de Ancelotti - com Martinelli- tinha a intenção de jogar em transição, isto é, no contra-ataque. Dar a bola para a Noruega e aproveitar os espaços que seriam gerados a partir daí. Sim, é algo totalmente contrário à tradição brasileira. Mas Carlo Ancelotti já deixou claro que sua prioridade é ganhar, e ele é italiano. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Havia um problema no setor defensivo esquerdo brasileiro, onde até saiu um gol impedido norueguês. Quando se assentou no jogo, o Brasil passou a ter as melhores chances. Matheus Cunha foi derrubado na área, e Bruno Guimarães desperdiçou o pênalti. O goleiro Nyland iniciava sua carreira consagradora no jogo. Uma roubada de Vini Jr. levou à nova conclusão de gol após tabela com Martinelli. O goleiro norueguês pegou de novo. A Noruega tinha a bola e o Brasil tinha as chances. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Ao final, o time nórdico tinha entre 50% e 60% da bola, e o Brasil na casa de 30%. Foi a decisão de Ancelotti de armar um time sem meio-campo, só com três que sabem jogar no setor e Martinelli. Para o segundo tempo, o andamento da partida era parecido. Mas a seleção passou quase 15min sem conseguir criar nada. Aí entrou Endrick supostamente para resolver essa questão e fazer o gol. Pois Vinícius Jr achou uma jogada sensacional pela esquerda e botou o centroavante do Lyon na cara do gol. Ele errou o domínio e chutou em cima de Nyland. Continua após a publicidade Depois disso, Ancelotti decidiu apostar tudo com Neymar e Danilo Santos nos lugares de Martinelli e Rayan. O time brasileiro aí perdeu qualquer senso de organização: virou um monstrengo. Com Endrick aberto para marcar. Em jogada na ponta direita, Schjelderup passou com facilidade por Endrick que simplesmente largou sua marcação, e cruzou para Haaland para fazer o gol de cabeça. Justificava-se as precauções sobre o jogador e sua desobediência tática. Com o Brasil perdido, o centroavante norueguês fez o segundo gol em um buraco na entrada da área brasileira. Neymar foi bem apagado com a bola rolando. O excesso de mudanças e a falta de intensidade dos substitutos deixaram o Brasil completamente entregue. A eliminação foi só uma questão de tempo. Se Ancelotti ganhou o jogo das 16avos, errou muito nas oitavas ao adotar as escolhas populares. Nos últimos minutos, Neymar, enfim, superou o goleiro Nyland em um pênalti em cotovelada na área. Já não havia tempo para nada. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo Meia inglês vai passar por cirurgia e deve perder resto da Copa, diz NYT Jornais detonam seleção no dia após eliminação: 'Brasil é um mito distante' Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem Ligação de Trump e advogados: o esforço coordenado dos EUA no caso Balogun