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Análise dos Times

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Técnico dos EUA, Pochettino diz que não se sente americano: "Sou 200% argentino" Maurício Pochettino, para uns, é o zagueiro do argentino Newell's Old Boys que foi vice-campeão da Copa Libertadores de 1992, perdendo a final para o São Paulo, de Raí e Telê Santana; para outros, é o treinador de destaque na Europa, que comandou o francês PSG de Messi, Mbappé e Neymar, ou, mais recentemente, do inglês Tottenham, vice da Liga dos Campeões da Europa. 🗓️ Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos Confira a tabela da Copa do Mundo Simulador da Copa: projete os resultados do Mundial 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 1 de 5 Maurício Pochettino acerta lançamento antes de partida de baisebol. — Foto: Mariners Maurício Pochettino acerta lançamento antes de partida de baisebol. — Foto: Mariners Hoje, aos 54 anos, o xerife da zaga argentina na Copa de 2002 é o técnico da seleção de futebol dos Estados Unidos que está nas oitavas de final da Copa do Mundo e enfrenta a Bélgica, nesta segunda-feira, em Seattle. E sem esquecer o que o formou no sul da América, Pochettino se adapta para conquistar os norte-americanos. - Sou 200% argentino... Sou 200% argentino, desculpe. Não vou mentir, não vou mentir – disse Pochettino após a vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia. - Quando você se sente parte de algo maior, das coisas que estamos construindo aqui... eu gosto de fazer parte desse projeto incrível – completou o treinador. Técnico dos EUA lança a primeira bola em jogo de beisebol QUEM É POCHETTINO Como o Maurício Roberto que cresceu em uma área rural na província de Santa Fe, cercado por vacas em uma fazenda de centenas de hectares, a 320 quilômetros a oeste de Buenos Aires conquistou os torcedores e jogadores dos Estados Unidos. Filho de um pecuarista da pequena cidade de Murphy, com população de 3 mil habitantes, ele conhecia os Estados Unidos apenas como a terra estrangeira cujo dólar ajudava a definir o preço de mercado do gado, define um longo perfil feito pelo site The Athletic, que pertence ao tradicional jornal norte-americano The New York Times. 2 de 5 Técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, celebra vitória sobre a Bósnia — Foto: REUTERS/Pedro Nunes Técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, celebra vitória sobre a Bósnia — Foto: REUTERS/Pedro Nunes Segundo a publicação, feita na véspera do jogo decisivo na Copa, Pochettino lidava com porcos e outras tarefas na fazenda da família, “onde sábados e domingos não existem” e via seu pai trabalhar duro até o anoitecer, absorvendo a ética do trabalho árduo. E aquele menino humilde se tornou uma estrela do futebol, esporte o levou a Espanha, França, Inglaterra e à Copa do Mundo. Mas a Argentina nunca o deixou. Desde que foi contratado para ser o técnico da seleção dona da casa, em um Mundial, nos EUA, há 21 meses, Pochettino também se conectou ao jeito americano. - Parece que ele está realmente sintonizado - disse o astro americano Christian Pulisic. 3 de 5 Newell’s Old Boys que se consagrou campeão argentino em 1991, um ano antes da final da Libertadores com o São Paulo. Pochettino está de cabelo comprido ao lado do goleiro Berizzo — Foto: Newell’s Old Boys/X Newell’s Old Boys que se consagrou campeão argentino em 1991, um ano antes da final da Libertadores com o São Paulo. Pochettino está de cabelo comprido ao lado do goleiro Berizzo — Foto: Newell’s Old Boys/X Do futebol americano universitário à música country, do lançamento inicial de uma partida beisebol à conquista épica da seleção norte-americana de hóquei, o argentino abraçou alguns dos aspectos mais marcantes da cultura nos EUA. E foi abraçado de volta. Vindo de um país conhecido pelos belos assados e comida de qualidade, até à culinária do país ele se adaptou. - As pessoas dizem que os americanos não têm comida saudável. Sim, vocês têm comida saudável. Você vai ao Whole Foods e... tem orgânico disso, daquilo, você tem de tudo aqui – comentou com jornalistas, já na Copa do Mundo. - É difícil descrever a cultura de vocês. Mas quando você está aqui, fica difícil se imaginar morando em outro lugar. Sentiremos falta [da América] se um dia não ficarmos aqui – completou. 4 de 5 Neymar cumprimenta Pochettino, no primeiro encontro entre os dois no PSG — Foto: C. Gavelle/PSG Neymar cumprimenta Pochettino, no primeiro encontro entre os dois no PSG — Foto: C. Gavelle/PSG Houve alguns aspectos da cultura norte-americana, e especificamente da cultura esportiva dos EUA, que claramente surpreenderam Pochettino. Em entrevistas coletivas de imprensa, o treinador chegou a comparar o futebol nos EUA com o futebol na América Latina. - Hoje, vocês acham que isso foi um esporte, dois times jogando e dando um espetáculo? Não. Você joga por algo mais. Os torcedores têm um ano para perceber o quão importantes são os torcedores no futebol - disse após uma batalha da seleção norte-americana contra a Guatemala, em que havia menos torcedores norte-americanos do que do rival. - (Gostaria que estivessem) no estádio, ficassem com o time, apoiassem, não apenas pelo Instagram, redes sociais ou pela TV. É para estar aqui e transmitir a energia – comentou após ver mais torcedores do México do que dos EUA em outro jogo. 5 de 5 Pochettino nos tempos de jogador, na Copa do Mundo de 2002 — Foto: Getty Images Pochettino nos tempos de jogador, na Copa do Mundo de 2002 — Foto: Getty Images Ele, porém, se surpreendeu com a quantidade de torcedores quando foi assistir a uma partida de futebol americano universitário entre Texas e Ohio State. - Foi uma surpresa enorme. Tenho 53 anos, é difícil ter esse tipo de surpresa. Mas viver a atmosfera que vivemos lá, três horas antes, ver a paixão das pessoas, todas as coisas que estavam 9sendo preparadas0, os torcedores no estádio, 100 mil pessoas, fiquei com muita inveja. Fiquei com tanta inveja que disse: ‘Quero treinar esses times. Quero ser o próximo – disse à época. Segundo The Athletics, em novembro, Scott Goodwin, um dos empresários que ajudou a federação americana a contratar Pochettino, recomendou que ele assistisse a “Milagre” (Miracle), o filme de 2004 que dramatiza a vitória surpreendente da seleção masculina de hóquei dos EUA de 1980 sobre os soviéticos nas Olimpíadas. Pochettino teria assistido e chorado. - Representa muito bem a cultura dos EUA. E acho que nos identificamos com tantas coisas assim. Estou apaixonado por esse filme... É incrível como um grupo de 20 jogadores realmente acreditou em uma ideia... e em um processo para vencer a melhor equipe – comentou. POV do GloboPop: A vibração do Pochettino aumentando a cada gol 😍💥 Poucos dias depois, ele começou a citar as filosofias do técnico daquela equipe, Herb Brooks. - Não precisamos dos melhores jogadores, precisamos dos jogadores certos para tornar um time forte. E é isso que queremos oferecer a esta seleção nacional – disse Pochettino. A abertura do argentino à cultura americana também pareceu ajudá-lo a se conectar com os jogadores. - Ele chegou querendo muito entender a partir da perspectiva dos jogadores o que significa e como é a sensação de ser americano. Ele está sempre fazendo perguntas. Pode estar assistindo a um jogo de basquete ou algo assim, fica intrigado e quer aprender mais - disse o atacante Folarin Balogun. Quando “Take Me Home, Country Roads”, de John Denver, tocou pela primeira vez nos alto-falantes do estádio após a vitória por 2 a 0 sobre a Austrália, em 19 de junho, Pochettino não sabia a letra. Nas duas semanas seguintes, ele aprendeu algumas partes. De modo geral, ele se apaixonou pela música country. Pulisic relembrou o momento em que chegou ao escritório de Pochettino para uma reunião e ouviu uma música country tocando. - É simplesmente engraçado - disse o camisa 10. E assim o treinador 200% argentino ganhou 100% o comando do time dos Estados Unidos. Mauricio Pochettino conversa com o presidente Donald Trump antes de jogo dos EUA; veja