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Com parceria entre Palmeiras e Jacuipense rende atletas, dinheiro e até doação de gramado sintético Quando foi negociado com o Bragantino, em agosto do ano passado, Vanderlan rendeu mais de R$ 28 milhões divididos entre Palmeiras e Jacuipense, detentores dos direitos do lateral-esquerdo na época. Uma negociação, contudo, que está longe de ser a única envolvendo os clubes. Adversários na quinta fase da Copa do Brasil, às 19h30 (de Brasília) desta quinta-feira, Palmeiras e Jacuipense construíram, por meio da amizade de dois dirigentes, uma parceria informal capaz de render atletas, dinheiro e até a doação de um gramado sintético. + Siga o ge Palmeiras no WhatsApp 1 de 3
Jogadores fazem peneira no Jacuipense em campo construído com gramado doado pelo Palmeiras — Foto: Jacuipense Jogadores fazem peneira no Jacuipense em campo construído com gramado doado pelo Palmeiras — Foto: Jacuipense Mais notícias do Palmeiras : + Escalação: Abel tem dúvida para a estreia na Copa do Brasil + Paulinho desfalca o Palmeiras na estreia da Copa do Brasil O Alviverde reformou o campo sintético da Academia de Futebol em agosto do ano passado, e o gramado retirado para troca da estrutura deixou São Paulo em direção a Salvador, na Bahia. Hoje, compõe o único campo em que base e profissional do Jacuipense trabalham. – Conseguiram nos doar o antigo, que está em perfeitas condições, e somos muito gratos, porque estávamos em um momento delicado financeiramente e está sendo muito útil – conta o gerente de futebol do clube baiano, Danilo Rios, ao ge . É onde o clube recebeu, inclusive, uma peneira de mil jovens jogadores no fim de semana passado, com 264 aprovados para a próxima fase. 2 de 3
"Clube que mais revela talentos da Bahia", diz placa em campo do Jacuipense, montado com gramado doado pelo Palmeiras — Foto: Jacuipense "Clube que mais revela talentos da Bahia", diz placa em campo do Jacuipense, montado com gramado doado pelo Palmeiras — Foto: Jacuipense E as negociações? Além de Vanderlan, nomes como Matheus Bahia, hoje no Internacional, Newton, do Botafogo, e Wesley, negociado do Inter ao Al-Rayyan, do Catar, por cerca de 8 milhões de dólares, constam na lista de mais de 20 jogadores que surgiram no Jacuipense e saíram do clube baiano ao Palmeiras para pelo menos participarem de um período de testes. Todos esses negócios feitos foram o que sustentaram o clube até aqui. — conta o gerente de futebol do Jacuipense, Danilo Rios, ao ge. 3 de 3
João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras, e Danilo Rios, gerente de futebol do Jacuipense — Foto: Arquivo Pessoal João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras, e Danilo Rios, gerente de futebol do Jacuipense — Foto: Arquivo Pessoal – A gente sabe que na prática um jogador que é vendido pelo Palmeiras sai por mais (dinheiro), então às vezes lucramos até mais. Ficamos com um percentual dos atletas que varia de acordo com a idade, e nosso trabalho como clube é colocá-los em clubes como o Palmeiras para ter uma preparação melhor – explica. Entre as principais negociações, estão a venda de Vanderlan, em cerca de 4,5 milhões de euros por 60% dos direitos, sendo 40% do Palmeiras , que manteve mais 40%, e 20% do Jacuipense; e a de Wesley ao Al-Rayyan, do Catar, por 8 milhões de dólares, cerca de R$ 43,6 milhões na cotação da época. O Palmeiras ficou com cerca de R$ 15,26 milhões. Outros clubes como Athletico, Botafogo, Corinthians, Sport, Bahia e Vitória, por exemplo, também recebem atletas vindos do Jacuipense, mas a diretoria calcula ter com o Palmeiras o maior número de parcerias. Neste ano, levou mais dois atletas ao Alviverde após chamarem atenção na Copa Fictor. Conheça o centro de treinamento da base do Palmeiras Tudo começou pela amizade entre João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras , e o empresário Wilson Kraychette, que trabalhava no ramo de música agenciando artistas como Leo Santana e o grupo Parangolé, e que há pelo menos 10 anos ajuda a estruturar o Jacuipense com articulações e contatos. – Hoje temos se não me engano três jogadores, é um trabalho muito bem-feito que eles fazem de formação e ficamos contentes quando deu esse confronto – conta João Paulo Sampaio. – Ele sempre diz: "Você não entende nada de bola, só de música, indica um jogador e tem que olhar 20 vezes para ver se presta". Sempre foi muito criterioso e soube separar, mandava jogador fazer teste, se fosse bom ficava, se não mandava embora – completa Kraychette. – Wesley e Matheus Bahia foram os dois primeiros que a gente mandou para o Palmeiras e foram aprovados. É muito caro manter um clube. Tem que fazer valer a venda de jogador, uma classificação, passar de fase, porque mexe com o sonho de muitos. Luxemburgo foi "a grande contratação da base", diz coordenador do Palmeiras Investindo na formação de profissionais, o Jacuipense tornou-se o primeiro clube do interior campeão baiano sub-17, em 2019, conquistou o vice do sub-20 em 2022 e hoje tem 19 dos 30 jogadores do elenco profissional formados no clube. Até mesmo o técnico, Rodrigo, surgiu no clube passando por todas as categorias do sub-12 ao sub-20 antes de assumir o profissional, que enfrenta o Palmeiras nesta quinta. + Veja mais notícias do Palmeiras 🎧 Ouça o podcast ge Palmeiras 🎧 + Assista a tudo do Palmeiras na Globo, sportv e ge 50 vídeos