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Os primeiros três minutos do Majestoso, no Pacaembu vazio porque a diretoria do São Paulo, mandante do jogo de ida das semifinais do Brasileirão, é incapaz de promover as Soberanas junto ao torcedor tricolor, foi de doer. Logo no 20° segundo um recuo de bola bizarro para a goleira Carlinha a obrigou a dar um carrinho para lateral e evitar o escanteio. Aos 2 minutos, outro erro, agora de saída de bola, proporcionou a primeira chance de gol das Brabas, quando Gi Fernandes foi fominha e, em vez de escolher duas companheiras bem colocadas para fazer o gol, chutou para fora bisonhamente. No terceiro minuto, porém, Gi Fernandes se redimiu ao cruzar na cabeça de Jaqueline, livre, e o Corinthians saiu na frente: 1 a 0. A lei do ex dizia presente no gramado artificial do Pacaembu. As Soberanas estavam à beira de um ataque de nervos, erravam passes em cima de passes, para deleite das Brabas. Só aos 33 minutos o São Paulo ameaçou de fato a meta alvinegra, com Maressa de fora da área para boa defesa de Nicole. Ansiedade e falta de precisão faziam do Majestoso um clássico tecnicamente inferior ao desejável. Enquanto isso, em Barueri, o Palmeiras abria o placar contra o Cruzeiro, na outra semifinal. Ou as Soberanas reagiam no segundo tempo ou o sonho do título ainda inédito no Morumbi iria para o espaço com o jogo de volta com mando corintiano e a Fiel presente. As Brabas buscam a sétima taça, o hexacampeonato seguido. No segundo minuto do segundo tempo foi a vez de erro na saída de bola corintiana quase valer o empate, mas Nicole evitou o gol de Aline, que chutou em cima dela de maneira imperdoável. As Soberanas voltaram famintas. E, em Barueri, as Cabulosas empatavam com a Palestrinas: 1 a 1, aos 3 minutos. E viravam, aos 9: 2 a 1. E ampliavam para 3 a 1, aos 15. Andressinha fez de falta para as paulistas e Letícia Ferreira, Vanessinha e Gaby Soares viraram para as mineiras. As visitantes venciam os dois jogos e encaminhavam final sensacional entre as duas equipes das melhores campanhas do Brasileirão-25. Mas as Soberanas, com Isa, aos 25 e 26 minutos, de fora e de dentro da área, quase empataram. Nicole recebeu cartão amarelo por cera porque sentiu que a vitória escapava entre os dedos. Como entre os homens, quem não faz, toma! E, em contra-ataque, Jaqueline desceu pela direita, cruzou para Vic Albuquerque volear e a bola sobrar para sem-pulo da venezuelana Day Rodriguez estufar a rede: 2 a 0. Corinthians e Cruzeiro estão à beira da decisão, dois times que se enfrentaram no mata-mata da Copa do Brasil, empataram 1 a 1, em Minas, e as paulistas venceram nos pênaltis.