Conteúdo Original
Mundial de Roterdã: Rebeca Andrade faz 14.400 no salto Era preciso uma prova perfeita para sonhar com o pódio nesta quarta-feira. Depois de avançar à final na última vaga, equipe feminina do Brasil tinha de escalar o ranking do Mundial de ginástica artística de Roterdã. Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg ficaram perto da perfeição, tiveram pequenas falhas, mas nenhuma queda. Vice-campeã mundial em 2023 e bronze nas Olimpíadas de Paris 2024, a equipe verde-amarela cresceu na decisão e somou 159,730 pontos para se manter no top-5, entre as maiores potências da modalidade. Mundial de Roterdã: Confira a apresentação de Flavia Saraiva no solo A China desbancou a hegemonia dos Estados Unidos, que não perdia um título mundial desde 2010, por coincidência também em Roterdã. O Japão ficou com o bronze, voltando ao pódio de um Mundial depois de 60 anos. As três equipes garantiram a classificação antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles 2028. Além das medalhistas, a equipe do Brasil foi a única a melhorar o somatório em relação à classificatória. As brasileiras vão buscar a vaga olímpica no Mundial de 2027, em Chengdu, onde mais nove postos vão estar em jogo. Apesar de sair do pódio, o time verde-amarelo mostrou que continua entre as potências da ginástica feminina, vencendo a tradicional Rússia, a atual vice-campeã olímpica Itália e o Canadá. - Nosso foco principal era classificar para o Mundial de 2027 (chegando à final de Roterdã). A gente sabe que a caminhada é dura. O primeiro passo a gente já deu. Agora é treinar mais. Não tem segredo. A gente já sabe como que é - disse Flavinha. + Veja a programação do Mundial de ginástica e saiba onde assistir às finais + 50 anos após histórica nota 10, Nadia Comaneci se rende a Rebeca Andrade: "Execução perfeita" 1 de 3
Brasil fica em 5º na disputa por equipes do Mundial de Roterdã — Foto: MeloGym/CBG Brasil fica em 5º na disputa por equipes do Mundial de Roterdã — Foto: MeloGym/CBG Na sexta-feira, às 14h30 (de Brasília), Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira voltam à arena de Roterdã para a final do individual geral. No sábado, a partir das 9h, Rebeca Andrade é favorita a uma medalha no salto. No domingo, também a partir das 9h, Flavinha fecha a participação brasileira na final da trave. Os canais sportv transmitem ao vivo as finais do Mundial de ginástica artística a partir desta terça-feira. + Rebeca Andrade volta ao Mundial como especialista de salto e trave; entenda ausência no solo + Sorriso vale ponto? Entenda como o carisma é carta na manga de Flávia Saraiva no Mundial 2 de 3
Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG Rebeca Andrade no Mundial de ginástica artística — Foto: MeloGym/CBG A final: rotação a rotação Solo Thais abriu no solo com segurança. Teve apenas pequenos erros de execução. Nada que tirasse o sorriso de satisfação no rosto da brasileira: 12,933, dois décimos a mais que na classificatória. Lorrane também passou muito bem pelo solo, não fosse uma chegada com pouca altura na última acrobacia. A medalhista olímpica evitou a queda e conseguiu 12,900, dois décimos a menos que na segunda-feira. Flavinha também estava cravando a série até a última acrobacia, quando deu dois passos grandes, um deles para fora do tablado. Com 12,800 pontos, ela ficou pouco menos de um décimo abaixo da classificatória. Mundial de Roterdã: Confira a apresentação de Thaís Fidelis no solo Somando 38,633 pontos, o Brasil ficou praticamente um décimo abaixo da classificatória no solo, acabando a rotação na oitava posição. As americanas foram muito bem no salto e abriram a disputa na liderança, seguidas pelas italianas (bem nas barras) e pelas francesas (bem na trave). Salto Com um desconforto muscular desde o treino da sexta-feira, Flavinha optou por não forçar seu salto mais forte e fez um Yurchenko com dupla pirueta bem executado para 13,000 pontos (4,2 de dificuldade), mesma nota da classificatória. A caçula Sophia, que havia caído na segunda-feira, desta vez acertou o Yurchenko com dupla pirueta (DTY) para tirar 14,033. Rebeca também fez um DTY praticamente cravado, uma execução de campeã olímpica para tirar 14,400, mesma nota da classificatória. Mundial de Roterdã: Sofia faz 65.666 no salto Passando muito bem pelo salto, o Brasil somou 41,433 pontos no aparelho, pouco mais de 1,1 a mais que na classificatória. Assim, a equipe verde-amarela foi para a sexta posição, passando Itália e Rússia, que sofreram quedas na trave. Estados Unidos mantiveram a liderança, passando bem pelas barras. As americanas foram seguidas pelas chinesas (bem nas barras) e pelas japonesas (bem no solo). Barras Thais abriu a série de barras com uma série limpa e conseguiu 12,466, pouco mais de dois décimos melhor que na classificatória. Especialista no aparelho, Lorrane praticamente cravou a série e conseguiu 13,533, menos de dois décimos abaixo do que fez na segunda-feira. Flavinha, assim como na classificatória, teve dificuldades na saída das barras, evitou a queda mas ficou com 13,133, quase dois décimos menos que na classificatória. Mundial de Roterdã: Lorrane Oliveira faz linda apresentação nas assimétricas O Brasil somou 39,132 pontos nas barras, menos de um décimo abaixo da classificatória. A equipe verde-amarela manteve a sexta posição. Na briga pelo topo, as chinesas confirmaram o favoritismo na trave e assumiram a liderança, contando com uma queda das americanas. As japonesas foram muito bem no salto, abrindo boa vantagem para a França na disputa pelo bronze. Trave Thais abriu a trave com uma boa série, mas perdeu algumas ligações de movimentos e teve dificuldade na saída do aparelho. Ficou com 13,033, quase meio ponto a menos que na classificatória. Finalista da trave, Flavinha teve dois desequilíbrios, mas fez mais uma boa série para conseguir 14,066 pontos, pouco mais de três décimos abaixo que na segunda-feira. Rebeca fechou a final para o Brasil com alguns desequilíbrios, mas sem quedas, o que fez sua nota crescer quatro décimos para 13,433 pontos. 3 de 3
Flavia Saraiva na final do solo no Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026 — Foto: MeloGym/CBG Flavia Saraiva na final do solo no Campeonato Mundial de Ginástica Artística 2026 — Foto: MeloGym/CBG O Brasil somou 40,532 pontos na trave, meio ponto a menos que na classificatória. Ainda assim, a equipe verde-amarela subiu uma posição no ranking contando com quedas das canadenses na trave. Na briga pelo ouro, os Estados Unidos passaram muito bem pelo solo, mas não foi o suficiente para tirar a vantagem que a China abriu na trave, acabando com uma longa hegemonia em Mundiais. O Japão teve uma queda nas barras, mas não teve a terceira posição ameaçada pela França, que também caiu no aparelho.