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Futebol Seleção com refugiados, Austrália desafia conservadorismo da Fifa e dos EUA Do UOL, em São Paulo 19/06/2026 21h14 Deixe seu comentário Irankunda, comemora gol na vitória da Austrália por 2 a 0 contra a Turquia pela primeira partida da Copa Imagem: REUTERS/Lee Smith Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A seleção da Austrália desembarcou na Copa do Mundo com a equipe mais diversa e politizada do torneio. O elenco, que reúne 15 etnias e quatro ex-refugiados de guerras africanas, já confrontou a Fifa com um vídeo-manifesto, criticou abertamente a perda de direitos civis nos Estados Unidos, uma das sedes do torneio, e tem em um de seus líderes o hábito de usar (fora da seleção) a braçadeira nas cores do arco-íris em defesa da comunidade LGBTQIA+. O que você precisa saber A origem diversa da equipe é o pano de fundo para o engajamento do elenco. Dos 26 convocados para a Copa, seis têm herança africana, sendo quatro ex-refugiados, incluindo o atacante recém-chegado Nestory Irankunda e o atacante veterano Awer Mabil. Na Copa anterior, no Qatar, o elenco protagonizou o maior protesto do torneio. Em outubro de 2022, 16 atletas da equipe gravaram um vídeo-manifesto cobrando a Fifa e o Qatar sobre o tratamento no país contra a comunidade LGBTQIA+ e pedindo reparação aos milhares de operários imigrantes que trabalharam na construção dos estádios daquela Copa. "Entre 400 e 500" operários morreram nos preparativos gerais do país para o torneio, segundo o secretário-geral do Comitê Supremo para Entrega e Legado do Catar, Hassan al-Thawadi. Josias de Souza Ação dos EUA por Eduardo Bolsonaro pode ajudar Lula Daniela Lima Jaques Wagner deve deixar liderança do PT no Senado Wálter Maierovitch Bolsonaro está preso, por isso não pode ter arma Milly Lacombe Haiti tem a história mais bonita e potente da Copa O maior símbolo do ativismo australiano é o meio-campista Jackson Irvine. A braçadeira nas cores do arco-íris se tornou sua marca registrada atuando pelo St. Pauli, da Alemanha, um dos clubes mais politizados do mundo, o que alçou o atleta à condição de porta-voz global dos direitos humanos no futebol. Jackson Irvine usa faixa com as cores do arco-íris ao celebrar com torcedores Imagem: Instagram/Divulgação Irvine desafiou a cultura de vestiário pouco antes da eclosão das denúncias no Qatar. Em 9 de novembro de 2022, o australiano publicou um texto oficial no portal da FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores, exigindo o fim da linguagem homofóbica enraizada no esporte e criticando abertamente a omissão da Fifa em defender torcedores LGBTQIA+. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Tenho familiares e amigos que fazem parte da comunidade LGBTQIA+ -- um grupo de pessoas que, por muito tempo, tem sido massivamente marginalizado e discriminado. Eu quero falar por eles. Jackson Irvine, meio-campista da Austrália EUA na mira Awer Mabil, nasceu em um campo de refugiados no Quênia após a família fugir da guerra do Sudão do Sul Imagem: Instagram/Divulgação Continua após a publicidade As cobranças do elenco também não poupam os EUA, um dos três países-sede da Copa de 2026. Em outubro de 2022, Irvine criticou publicamente a perda de direitos civis de mulheres nos Estados Unidos, que àquela altura já se preparavam para sediar a atual edição do torneio. Não é apenas um problema no Oriente Médio... Na América, estamos vendo cada vez mais os direitos dessas comunidades e os direitos das mulheres serem retirados em todo o país. Jackson Irvine, meio-campista da Austrália O discurso ativista encontra força nas palavras de sobreviventes de guerras civis. Awer Mabil, veterano nascido em um campo de refugiados no Quênia após a família fugir da guerra do Sudão do Sul, reafirmou na última quarta-feira (17) que o papel da equipe na Copa de 2026 é abraçar minorias perseguidas. Esta é uma semana na qual eu gostaria de dizer a qualquer pessoa que esteja deslocada [refugiada] pelo mundo: nós estamos com vocês. Awer Mabil, atacante da Austrália Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Transmissão ao vivo de Brasil x Haiti pela Copa do Mundo: veja onde assistir O executivo que vai tocar reestruturação e dividir Raízen em duas empresas Marrocos vence Escócia com gol mais rápido da Copa e põe pressão no Brasil Ancelotti confirma seleção com duas mudanças contra Haiti; veja escalação 'Filme de Terror': Médico é preso suspeito de ameaçar servidores no PR