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Esporte Futebol Corinthians: Bidu lidera ranking de desgaste físico no início de 2026 Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 26/02/2026 16h03 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Matheus Bidu é o lateral-esquerdo titular do Corinthian Imagem: Fabio Giannelli/AGIF A gestão física tem sido decisiva neste início de temporada do Corinthians. Os números, porém, indicam que alguns atletas de linha já acumulam uma carga elevada de jogos e minutos em campo, o que acende um sinal de alerta para a sequência do calendário. O lateral Matheus Bidu lidera o ranking de exigência física. Gustavo Henrique e Breno Bidon completam o grupo de jogadores mais sobrecarregados do elenco alvinegro neste momento da temporada. Entre 11 de janeiro e 25 de fevereiro, o Timão disputou 14 partidas. O Corinthians também foi um dos últimos clubes a entrar em férias em 2025, ao lado do Vasco. Finalistas da Copa do Brasil, vencida pelo clube paulista, ambos atuaram até o dia 21 de dezembro, o que reduziu o período de recuperação antes do início de 2026. Milly Lacombe Uma hipótese para a queda de rendimento de Tite Danilo Lavieri Nada justifica o que Abel faz na beira do campo Gustavo Miller Você venderia a sua alma virtual? José Paulo Kupfer Tarifaço tropical parece ser bomba no pé do governo Matheus Bidu lidera em minutos, jogos e sequência Matheus Bidu é, hoje, o jogador de linha mais exigido fisicamente no Corinthians. O lateral-esquerdo soma 1.002 minutos em campo, distribuídos em 12 partidas, sendo 11 como titular. O atleta emendou uma sequência de 11 jogos consecutivos iniciando entre os titulares. Na maioria dessas partidas, atuou durante os 90 minutos, com pouca margem para descanso. Além disso, Bidu ocupa uma das posições mais desgastantes do futebol. A função exige participação constante no apoio ofensivo, recomposição defensiva e cobertura pelos lados do campo. A combinação entre alta minutagem e baixa rotação faz do lateral o principal candidato ao desgaste físico neste início de temporada. Na última rodada, contra o Cruzeiro, o jogador foi preservado. Embora tenha viajado para Belo Horizonte, permaneceu no banco de reservas. Em seu lugar, o argentino Angileri fez sua reestreia pelo Timão após uma longa negociação para renovação contratual. A tendência é que agora a função tenha um revezamento maior entre os atletas. Gustavo Henrique sustenta a defesa com carga elevada Gustavo Henrique aparece como o segundo atleta de linha com mais tempo em campo em 2026. O zagueiro acumula 990 minutos em 11 partidas, todas como titular. Continua após a publicidade O defensor esteve presente nos jogos considerados mais relevantes da temporada. Ao todo, foram sete partidas consecutivas iniciando entre os titulares, sempre com alta carga de minutos. Apesar de atuar em uma posição com menor volume de corrida, a sequência de jogos completos, o contato físico constante e a ausência de rodízio colocam Gustavo Henrique entre os jogadores mais desgastados do elenco neste momento. Breno Bidon é o mais exigido no meio-campo Breno Bidon é o meio-campista mais sobrecarregado do Corinthians neste início de ano. O jovem soma 842 minutos em 11 jogos, sendo oito como titular, com uma sequência de seis partidas consecutivas. A função exercida por Bidon exige grande volume de deslocamento, intensidade na marcação e participação ofensiva constante. Apesar da pouca idade, o jogador tem sido pouco preservado, o que acende um alerta preventivo para a comissão técnica. O cuidado se torna ainda mais necessário porque o atleta já sofreu uma lesão em 2026. No início de fevereiro, Bidon teve um estiramento no músculo posterior da coxa direita, ficando afastado por duas semanas. Continua após a publicidade Yuri Alberto fecha o grupo de maior carga física Yuri Alberto, do Corinthians, é carregado para o vestiário durante jogo contra São Bernardo Imagem: Fabio Giannelli/AGIF Entre os atacantes, Yuri Alberto é o jogador mais exigido. O atacante disputou 10 partidas, iniciou nove como titular e acumulou 812 minutos, sendo substituído, na maioria das vezes, apenas na reta final dos jogos. A alta intensidade da função contribuiu para a lesão de grau 2 no bíceps femoral da coxa esquerda sofrida nos minutos finais do confronto contra o São Bernardo, pelo Paulistão, há duas semanas. Naquela partida, Yuri havia sido preservado do time titular, mas entrou no segundo tempo e acabou se contundindo nos instantes finais do jogo. Carrillo e Garro têm carga controlada Em contrapartida, outros nomes importantes do elenco apresentam números mais moderados. Continua após a publicidade André Carrillo soma 654 minutos em nove partidas, enquanto Rodrigo Garro acumula 612 minutos, também em nove jogos. Ambos são frequentemente substituídos e contam com uma gestão física mais criteriosa por parte da comissão técnica. Carrillo, por exemplo, voltou a atuar durante 90 minutos após sete meses no empate com o Cruzeiro. Em 2025, o peruano passou por uma cirurgia ligamentar no tornozelo esquerdo e, por conta da idade e do histórico clínico, segue um cronograma específico de controle de carga. Situação semelhante vive Rodrigo Garro. Desde o fim de 2024, o argentino convive com problemas físicos, especialmente no joelho direito. No ano passado, o esforço para retornar das lesões acabou desencadeando também problemas musculares na panturrilha direita, o que levou o clube a adotar uma gestão mais conservadora em relação à sua minutagem. 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