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Futebol Pedrinho, ex-Corinthians, relata rotina na Ucrânia: 'Sirenes e abrigos' Colaboração para o UOL 17/09/2026 19h23 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Pedrinho, do Shakhtar, tem passagens por Corinthians e Atlético-MG Imagem: Reprodução/Instagram O meia Pedrinho, ex-Corinthians e Atlético-MG, relatou como é sua rotina na Ucrânia em meio à guerra com a Rússia. Em entrevista à GOAL, o jogador exaltou o Shakhtar Donetsk e destacou a importância da comunidade de brasileiros que atua no país para enfrentar as dificuldades impostas pelo conflito. O maior desafio é manter-se mentalmente forte. Quando se vem para cá, já se sabe a situação em que se vai meter, mas, no início, isso ainda nos afeta mentalmente. É por isso que tentamos apoiar os jogadores mais jovens. Dizemos que isso vai passar e rezamos para que acabe o mais depressa possível. Pedrinho, sobre jogar na Ucrânia em tempos de guerra O meia revelado pelo Corinthians deu detalhes sobre a rotina no país. Segundo ele, muitos jogadores vivem longe da família e precisam se refugiar em abrigos quando as sirenes alertam para ataques aéreos. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Não é fácil. Muitos jogadores estão longe das suas famílias e acabam por passar por situações difíceis, com as sirenes [de ataque aéreo] e tendo de se refugiar em abrigos, apenas para acordarem no dia seguinte e voltarem a viver as suas vidas da forma mais normal possível. As viagens a que o clube tem de se submeter devido ao seu deslocamento, que já dura há muitos anos, também são incrivelmente desgastantes para os jogadores. Pedrinho, sobre a rotina na Ucrânia Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play Em função do conflito armado, o Shakhtar está impossibilitado de atuar na Donbass Arena, em Donetsk, e também não pode mais mandar suas partidas em Kiev. O clube tem se dividido entre Lviv, nos jogos do Campeonato Ucraniano, e Stamford Bridge, estádio do Chelsea cedido pelo clube londrino aos ucranianos para as partidas da Liga dos Campeões. Pedrinho lamentou a situação e afirmou que a rotina de viagens é exaustiva: Mudou muito, especialmente no que diz respeito à logística. Eu vivia em Kiev com toda a minha família e jogávamos sempre os nossos jogos em casa lá. Tínhamos o nosso próprio estádio em Kiev, um estádio de primeira classe onde também disputávamos os nossos jogos de Champions. Isso já não é possível. Agora jogamos sempre fora de casa e não temos um estádio fixo. Isso tem um impacto enorme, porque muitas vezes chegamos aos jogos mais cansados depois de passarmos tantas horas a viajar. No início, no que diz respeito ao alojamento, nunca tivemos realmente um local fixo para ficar. Passávamos um mês em Kiev, depois um mês em Lviv. Hoje em dia, o clube tenta manter-nos em Lviv, o que é melhor para nós. Pedrinho, meia do Shakhtar Donetsk Lesionado, Pedrinho relacionou seu problema muscular ao desgaste provocado pelo excesso de viagens. Uma coisa é estar em casa e depois viajar para um jogo. Outra coisa bem diferente é passar 10 ou 12 horas em um carro só para disputar um jogo e depois ter de voltar e jogar no campeonato ucraniano alguns dias mais tarde. Esse risco existe sempre e, mais cedo ou mais tarde, podemos acabar por sofrer uma lesão devido a todas essas longas viagens. Mas isso não altera o fato de que, sempre que entramos em campo, tentamos dar o nosso melhor. Pedrinho, meia do Shakhtar Donetsk Continua após a publicidade Relacionadas Klopp chama 44 jogadores e faz duas convocações para estreia na Alemanha Não é o primeiro: relembre pênaltis importantes perdidos por Memphis 'Nunca vou dizer que estou no auge', diz Raphinha após início avassalador Comunidade brasileira é alento Pedrinho também exaltou a estrutura do Shakhtar e destacou a grande presença de brasileiros no clube. Segundo o meia, a comunidade formada pelos compatriotas ajuda os jogadores a enfrentar a rotina em meio à guerra e torna a adaptação dos recém-chegados mais fácil. Atualmente, o Shakhtar Donetsk tem 15 jogadores brasileiros no elenco. Além de Pedrinho, nomes como Vinicius Tobias, Marlon Gomes, Eguinaldo e Kaua Elias atuam no clube ucraniano. Se não fosse pela guerra, costumo brincar que o Shakhtar seria o melhor clube do mundo para se iniciar a carreira. Aqui, se tiver 18 ou 19 anos, tem uma excelente oportunidade de jogar regularmente e disputar competições importantes. Acho que isso atrai muitos jovens jogadores que querem mostrar o seu potencial ao mundo. A guerra, obviamente, torna as coisas mais difíceis, mas acho que o que continua atraindo os jogadores é o número de brasileiros que estão aqui. Se houvesse apenas um ou dois brasileiros, acho que seria muito difícil as pessoas quererem vir para cá, especialmente depois de a guerra ter começado. Mas, como há tantos brasileiros, isso torna a mudança muito mais fácil. Pedrinho, meia do Shakhtar Donetsk O que mais ele disse? Adaptação ao Shakhtar: "Quando se vê que há tantos brasileiros no clube, isso faz com que se fique ainda mais interessado em vir para cá. Quando cheguei, pesquisei sobre o Shakhtar e vi quantos jogadores brasileiros estavam aqui, por isso sabia que isso tornaria a minha adaptação muito mais fácil e rápida. Esse é um fator muito importante. Uma das coisas que mais me deixou feliz quando cheguei foi a facilidade com que me relacionei com as pessoas. Sabemos que mudar para o futebol europeu pode ser difícil. É preciso se adaptar, comunicar num ambiente diferente, lidar com o frio e o fuso horário. Por isso, ter muitos brasileiros por perto torna tudo muito mais fácil." Continua após a publicidade Acolhimento dos ucranianos: "Me deu um excelente ponto de partida, especialmente na primeira vez que vim para a Ucrânia, porque já tinha aqui amigos que conhecia das seleções juvenis e de clubes anteriores. Isso me ajudou muito na adaptação e evolução. São pessoas maravilhosas e fazem-nos sentir à vontade. No vestiário, por exemplo, eles deixam ouvir a nossa música. Também nos dão todo o apoio sempre que passamos por situações difíceis. Se não fosse assim, acho que a adaptação seria muito mais difícil. Mas, como são tão acolhedores, isso torna o dia a dia muito mais fácil. Nos nossos dias de folga, reunimo-nos todos. Isso ajuda muito a criar laços de união na equipe, tanto dentro como fora de campo." Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cúpula do Master cita advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Trump cumpre ameaça e restringe acesso de jornalistas à Casa Branca Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo