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Esporte Futebol Copa do Mundo Brasil precisa reencontrar seu jeito de jogar futebol? Colunistas debatem Do UOL, em São Paulo 18/07/2026 10h02 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A seleção brasileira não tem uma identidade de jogo clara e vive uma discussão entre resgatar um 'jeito brasileiro' ou priorizar apenas o resultado, avaliaram colunistas no Posse de Bola , do Canal UOL. No debate, José Trajano disse que o Brasil 'perdeu faz tempo' um estilo reconhecível e escolheu a 'garra da Argentina' como referência. Já Mauro Cezar Pereira e PVC defenderam que, mais do que copiar modelos, o país precisa construir convicção e um plano de jogo para a Copa do Mundo 2026. O jeito brasileiro de jogar a gente já perdeu faz tempo. Dessas três aí eu fico com a garra da Argentina. Que jeito é esse brasileiro de jogar? Da época da Copa de 70, da Copa de 58, da Copa de 82? Eu não sei. Que jeito brasileiro é esse? A gente não tem jeito brasileiro há tanto tempo. José Trajano Joildo Santos Pix virou motivo de tarifa porque funcionou bem Paulo Camargo Os jovens perderam a ambição de serem líderes? Alicia Klein Disputa do 3º lugar: o jogo que deveria ser um e-mail Julián Fuks Elogio da desistência: o fantástico caso de Messi Danilo Lavieri disse que 'adoraria' ver esse resgate, mas contou que não está confiante e citou uma decisão na base do Palmeiras como sinal de uma tentativa de recuperar espontaneidade no jogo. O João Paulo Sampaio, diretor da base do Palmeiras, proibiu vídeos, análises e pranchetas para jogadores de 16 anos para baixo. Eu achei interessante esse caminho, esse passo nesse caminho, porque você fala: 'Não, eu preciso resgatar alguma coisa aqui?', e o João Paulo está tentando ir nesse caminho. Eu adoraria ver o Brasil jogando como o Brasil de novo, mas não estou muito confiante de que isso vai acontecer. Danilo Lavieri PVC votou na ideia de um 'jeito brasileiro' como identidade, mesmo que não seja uma repetição do passado. Para ele, o ponto central é o Brasil voltar a ser reconhecível dentro de campo, como aconteceu com outras seleções ao longo do tempo. Não precisa ser o mesmo jeito de jogar, mas no Brasil precisa ter uma identidade. PVC Mauro Cezar Pereira reforçou que não enxerga um 'jeito brasileiro' há anos e criticou a falta de projeto na CBF. Ele citou Carlo Ancelotti como exemplo de treinador que aplica suas próprias ideias, sem que exista uma diretriz de longo prazo para a seleção. O fato é que o Brasil não tem nenhuma identidade de jogo, não tem nenhum projeto nesse sentido. Contrata o técnico, coloca o técnico e entrega ele: 'Faz aí, do seu jeito'. Não existe nenhum processo de construção de uma identidade e eu duvido que isso aconteça. Mauro Cezar Pereira Continua após a publicidade Relacionadas 'Brasileiro só faz as pazes com a seleção se ganhar a Copa', diz Trajano Arnaldo: 'O que é mais importante agora: identidade ou encerrar o jejum?' 'Brasil precisa ter convicção', diz PVC sobre jeito de jogar da seleção Arnaldo Ribeiro levou a discussão para a pressão por títulos e lembrou que, em outros ciclos, o discurso do 'ganhar de qualquer jeito' também apareceu. Na visão dele, a cobrança cresce com o jejum e com o risco de a Argentina ampliar a vantagem simbólica em Copas. Depende muito do que for mais importante a partir de agora: se é reencontrar ou encontrar uma identidade de jogo, ou quebrar o jejum de títulos. Porque às vezes essas coisas são excludentes. Essa discussão agora é amplificada para a próxima Copa porque não serão mais 24 anos sem ganhar como em 94, serão 28. Arnaldo Ribeiro Trajano discordou da ideia de que uma seleção possa 'perder com orgulho' uma final e disse que, para o torcedor brasileiro, o peso do resultado costuma engolir qualquer narrativa de estilo. Ele também minimizou metas como Copa América e liderança nas Eliminatórias. A derrota é sempre uma tragédia. Tudo que nós estamos valorizando, a maneira de jogar, a garra, não sei o quê, vai por água abaixo na hora de uma final de Copa do Mundo com a derrota. Brasileiro só vai se conformar, fazer as pazes com a seleção e com o futebol brasileiro, se ganhar uma Copa do Mundo. José Trajano Mauro ponderou que o impacto da derrota pode variar conforme o roteiro do jogo e citou que eliminações traumáticas deixam marcas mais profundas do que uma final equilibrada. Ainda assim, ele voltou ao ponto inicial: sem identidade e sem direção, a discussão tende a se repetir. A não ser que seja uma goleada, um 7 a 1, uma coisa humilhante, eu imagino que quem perder, perdendo 2 a 1, 1 a 0, um jogo equilibrado, não ficará tão machucado. O Brasil não tem nada, gente. Hoje não tem nada. Vai seguir nessa discussão eternamente. Mauro Cezar Pereira Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora EUA dizem ter atacado alvos militares no Irã; petroleiros explodem em Ormuz TJ-SP forma maioria para negar novo pedido de habeas corpus para Deolane Moraes nega pedido de visita de Milei a Bolsonaro Atentado a tiros em conveniência deixa três mortos e dois feridos no Paraná Deschamps evita pergunta e reacende rixa com campeão mundial pela França