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Futebol Contraste ao 'caos' do Brasil, Luis de la Fuente consagra projeto espanhol Colaboração para o UOL, em São Paulo 14/07/2026 18h51 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O técnico Luis de la Fuente superou as desconfianças e consolidou sua consagração ao levar a Espanha à final da Copa do Mundo de 2026, após uma vitória categórica sobre a badalada seleção da França , hoje, em Dallas (EUA). O resultado coroa o sucesso de um projeto de longo prazo estruturado com um treinador que ascendeu das categorias de base da própria federação espanhola. O cenário contrasta diretamente com o vivido pela seleção brasileira. Depois da Copa de 2022, o time pentacampeão mundial enfrentou um ciclo turbulento com quatro treinadores diferentes e, após apostar de última hora no comando do italiano Carlo Ancelotti, amargou um desfecho catastrófico no Mundial, caindo nas oitavas de final contra a Noruega. O caminho de Luis de la Fuente A trajetória de De la Fuente na seleção principal começou em dezembro de 2022, quando foi escolhido para substituir Luis Enrique após a eliminação espanhola nas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar, contra o Marrocos. A indicação partiu do diretor esportivo José Francisco Molina, que respaldou a contratação no sólido histórico do técnico na base do país. Desde que assumiu, o comandante acumulou feitos expressivos, conquistando de forma categórica a UEFA Nations League em 2023 e a Eurocopa em 2024, na Alemanha. Alicia Klein Com derrota para Espanha, França iguala feito do Brasil Mauro Cezar Não faltou aviso: Espanha elimina a França Yara Fantoni Espanha classificada: os gigantes se reinventam Wálter Maierovitch Le Pen imita políticos brasileiros, sem ousadia Álex Baena, da Espanha, comemora título da Euro 2024 Imagem: Getty Images Nascido em Haro, em 1961, Luis de la Fuente iniciou sua caminhada no futebol como lateral-esquerdo, defendendo camisas importantes como Athletic Bilbao, Sevilla e Alavés. Pelo clube de Bilbao, viveu anos gloriosos ao conquistar duas Ligas, uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha. Três anos após pendurar as chuteiras, deu os primeiros passos na nova carreira em 1997, assumindo o comando técnico do Portugalete. A chegada à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) ocorreu após um período de 18 meses sem emprego. Recomendado por Iñaki Sáez à entidade para o Sub-19, De la Fuente recebeu uma oportunidade modesta: um contrato inicial de apenas três meses em 2013. Esse curto intervalo foi o suficiente para que ele apresentasse sua filosofia de trabalho e ganhasse em definitivo a confiança da diretoria do país. Ainda assim, o caminho não foi isento de problemas. O treinador enfrentou turbulências ao não conseguir classificar a equipe para o Europeu Sub-19 entre 2016 e 2018. A volta por cima veio com estilo ao conduzir a Espanha ao título continental Sub-21 em 2019, formando a espinha dorsal do elenco que faturaria a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio — ocasião em que acabou derrotado pelo Brasil na decisão. Essa sólida vivência na base permitiu que ele lapidasse as principais estrelas do atual elenco da "Fúria", como Rodri, Fabián Ruiz, Mikel Merino e Unai Simón. Rodri foi dirigido por De La Fuente na base da Espanha Imagem: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images Fora das quatro linhas, o comandante preza por uma rotina discreta e bastante reservada ao lado de sua esposa. Pai de três filhos, ele é um católico fervoroso e fã declarado de cantores românticos como Julio Iglesias e Luis Miguel. Continua após a publicidade Ele é muito acessível, muito afável, caloroso, pé no chão... resumiu seu biógrafo, Eduardo Verdú, em entrevista à Fifa, sintetizando a essência do comandante que agora está a um passo da maior glória do futebol mundial. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Com derrota para a Espanha, França iguala feito do Brasil Dono da Anhembi Morumbi e da São Judas compra FMU por R$ 410 milhões Senado aprova piso para frete de caminhoneiros após ameaças de greve Senado aprova pauta-bomba de aposentadoria para agentes de saúde Deschamps admite França pior, mas alfineta juiz: 'Estava à altura da semi?'