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Só para assinantes Assine UOL Reportagem De Rondonópolis até Mônaco: Vanderson diz que quase desistiu de ser jogador Yara Fantoni Colunista do UOL 01/05/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Em busca de uma vaga na lista da seleção brasileira para a Copa do Mundo, Vanderson tem uma história que ele mesmo considera parecida com o enredo de um filme. Nascido e criado em Rondonópolis, no Mato Grosso, o lateral-direito admite ser "difícil explicar" como ele conseguiu chegar ao Monaco e à seleção. Ainda mais com sua trajetória, que teve pouca experiência no futebol de base, como contou em entrevista ao Fala Aí - Especial de Copa, programa do Canal UOL que vai ao ar na próxima segunda-feira (4). Todo garoto no Brasil sonha em ser jogador de futebol, e comigo não foi diferente. Não digo que tive pouca oportunidade, mas o Mato Grosso é um lugar um pouco distante, diferente do centro São Paulo-Rio de Janeiro, que tem mais clubes e mais visibilidade. Vindo do Mato Grosso é um pouco mais complicado, as oportunidades são menores. Vanderson, lateral do Monaco, ao Fala Aí - Edição de Copa José Fucs A rejeição de Messias 'lavou a alma' da oposição João Paulo Charleaux Guerra de Trump no Irã se torna ilegal na lei dos EUA Tony Marlon A semana do 'centrão não se compra, se aluga' Juca Kfouri Em noite de show de bola, Corinthians mantém 100% Revelado pelo Grêmio, Vanderson chegou ao clube gaúcho somente aos 17 anos e com praticamente nenhuma experiência na base de outros times. Sua adolescência foi marcada por diversos testes e peneiras nos quais foi rejeitado. Vanderson, do Monaco, em entrevista ao 'Fala Aí - Edição de Copa', programa do Canal UOL Imagem: Reprodução/Canal UOL "Comecei jogando no terrão, no sítio dos meus avós, até hoje tem o campo lá. Comecei com uns oito anos de idade. Depois disso, meus pais viram que eu tinha um potencial e me colocaram em escolinha, fui crescendo até os 15 anos, mas as oportunidades foram ficando menores. Viajei até Santos para fazer teste, Londrina também, algumas peneiras no Mato Grosso mesmo, mas nunca deu certo. Quando cheguei aos 17 anos, abriu uma peneira no União de Rondonópolis, o único time da cidade, para jogar o Campeonato Mato-Grossense sub-17. Foram mais de 100 garotos, e eu fiquei de fora", disse o jogador. Perto de atingir a maioridade, Vanderson pensou que o futebol talvez não fosse dar certo e chegou a se afastar do esporte. Contudo, uma ajuda inesperada o concedeu a última oportunidade. Eu pensei muitas coisas, primeiramente em desistir. Eu cresci jogando futebol, tendo minhas oportunidades, trabalhei para tentar conseguir. Pensei em desistir e comecei a estudar, peguei firme, queria entrar em alguma faculdade. Nunca tive as melhores condições, mas nunca faltou nada, não era necessário trabalhar para sustentar em casa, então eu fui estudar. Parei de jogar por 3 meses, só que algumas pessoas já me conheciam na cidade, sempre demonstrei talento. Um amigo da minha família me levou para uma escolinha de lá e eu tive a oportunidade de fazer uma avaliação no Rio Branco de Americana. Em três dias de teste, eu fui aprovado, joguei o Campeonato Paulista sub-17 e me destaquei. Continua após a publicidade Relacionadas Alexsandro lembra cobrança de Casemiro na seleção: 'Fui no psicólogo' Kaio Jorge se inspira em Ronaldo e fala italiano com Ancelotti na seleção Caio Henrique revela o que Ancelotti cobra para os jogadores irem à seleção Antes jogando como meio-campista, o jovem se transformou em lateral-direito e, em pouco tempo no clube do interior de São Paulo, chamou a atenção do Grêmio, onde conseguiu se firmar com uma idade considerada "velha" para entrar no mundo do futebol. O Erivelton, que era o coordenador na época, fez minha captação e eu fui para o Grêmio. Fiquei seis meses com contrato de formação e a gente jogou uma Copa Santiago, lá no Rio Grande do Sul, na qual eu me destaquei. Depois disso, assinei meu primeiro contrato profissional e só fui evoluindo. Joguei a Copa São Paulo em 2019, fui para o time de transição, teve a pandemia e depois eu já fui para o grupo principal. Estreia com Renato Gaúcho no comando Vanderson foi revelado no Grêmio antes de chegar ao Monaco e à seleção brasileira Imagem: Lucas Uebel/Grêmio As primeiras oportunidades no profissional do Grêmio também vieram de maneira inesperada para Vanderson. Quando foi chamado para completar um treino do grupo de cima, o lateral desempenhou bem e despertou o interesse do então técnico Renato Gaúcho. "O profissional estava precisando de lateral-direito para o treino, aí eles me ligaram para ir. Fui muito bem no treino e quando acabou, ele [Renato Gaúcho] conversou com o Marcelo Oliveira, que era o coordenador, e disse que eu ia para o jogo. Eu nem esperava, só fui para completar o treino. Foi um jogo contra o Cuiabá, na Copa do Brasil, mas eu não entrei, só senti o gostinho de estar com os profissionais", disse Vanderson. Continua após a publicidade Depois eu voltei para a base, fiz uns três jogos e me chamaram novamente para o profissional, dessa vez para o jogo contra o Atlético-GO. Fiz minha estreia e ainda contribuí com uma assistência. A ascensão rápida no Imortal o garantiu a titularidade no profissional e, depois de apenas uma temporada, ele foi vendido para o Monaco. No meu terceiro jogo, contra o Bahia, na Arena do Grêmio, já fiz meu primeiro gol. Foi tudo muito rápido, eu saí de casa em 2018 e no começo de 2021 já fiz meu primeiro gol pelo profissional. Em 2018 eu nem era jogador, tinha desistido do meu sonho, e três anos depois fiz meu gol na Arena do Grêmio. Vanderson comemora gol que marcou pelo Grêmio contra o Bahia Imagem: Fernando Alves/Fernando Alves/AGIF No Monaco, a adaptação também foi boa. Vanderson assumiu a posição e recebeu suas primeiras chances na seleção brasileira em 2023. Desde que Carlo Ancelotti está no comando da Amarelinha para a Copa do Mundo, o lateral foi chamado em apenas uma oportunidade. Depois, conviveu com lesões que o afastaram da seleção, mas ainda sonha com uma vaga no Mundial. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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