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Futebol Brasil encara 3ª 'geração de ouro' seguida e tenta espantar trauma europeu Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 02/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Haaland gesticula na partida entre Noruega e Costa do Marfim pela Copa do Mundo 2026 Imagem: MB Media/Getty Images De um lado, a seleção brasileira, pentacampeã do mundo; do outro, a melhor geração de um país emergente no futebol europeu. O duelo com a Noruega, às 17h (de Brasília) de domingo, tem cara de filme repetido. O objetivo é que o roteiro termine de outra forma. Em 2018, contra a Bélgica, e em 2022, diante da Croácia, o Brasil deparou-se com gerações especiais de ambos os países. Foi eliminado de forma dramática, deu adeus às duas Copas nas quartas de final e deixou a sensação de que poderia ter vencido. Contra a Noruega, nas oitavas da Copa do Mundo de 2026, a seleção de Carlo Ancelotti encontra um contexto parecido. O time comandado por Erling Braut Haaland e Martin Ødegaard é considerado o melhor da história do país nórdico. Nem em 1998, quando venceu o Brasil de Ronaldo na fase de grupos, os vikings eram tão festejados pelo planeta bola. PVC Existe um abismo entre Brasil e França Casagrande Futebol dá alegrias, mas também tristezas imensas Josias de Souza Michelle aprisiona Flávio no interior de agenda negativa Tony Marlon Trabalho de psicóloga é trunfo do Brasil na Copa O desafio para Carlo Ancelotti é impedir que a história se repita. Evitar uma terceira eliminação consecutiva diante de uma seleção europeia que vive seu auge, mas que, historicamente, nunca figurou entre as grandes potências do futebol mundial. Classificação e jogos Copa do Mundo O trauma é ainda maior se ampliarmos a viagem no tempo. Desde que venceu a Copa do Mundo de 2002, a seleção brasileira nunca mais derrotou um rival europeu em um mata-mata de Mundial. Em 2006, caiu para a França; em 2010, para a Holanda; em 2014, para a Alemanha; e, nas duas últimas edições, para Bélgica e Croácia. Renato Augusto e Kevin De Bruyne em ação durante a partida entre Brasil e Bélgica, pelas quartas da Copa do Mundo de 2018 Imagem: Lars Baron/Getty Rivais semelhantes, seleção diferente A Bélgica de 2018, a Croácia de 2022 e a Noruega de 2026 têm características que merecem atenção da comissão técnica brasileira. As três são seleções de médio porte histórico na Europa, que entram em confrontos contra o Brasil sem a pressão descomunal de quem tem obrigação de vencer. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Foi nesse cenário que Bélgica e Croácia jogaram leves e potencializaram o talento de seus principais craques. A Noruega chega com esse mesmo perfil. Não carrega o peso da camisa brasileira, mas reúne talvez o maior atacante de sua história em Haaland e um dos melhores meio-campistas da Europa em Ødegaard. Continua após a publicidade A Bélgica de 2018 tinha sua "Geração de Ouro" formada por Kevin De Bruyne, Eden Hazard, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois. Com uma estratégia surpreendente — que incluiu Lukaku atuando aberto pelo lado do campo —, o técnico Roberto Martínez desmontou o plano de Tite. Quando o Brasil conseguiu reagir, já perdia por 2 a 0. Neymar e Modric em Brasil x Croácia, pelas quartas de final da Copa do Qatar Imagem: Annegret Hilse/Reuters A Croácia de 2022 vivia o auge de sua segunda geração dourada. Vice-campeã mundial quatro anos antes, apostava em um meio-campo formado por Luka Modric, Mateo Kovacic e Marcelo Brozovic. O trio controlou a partida e, mesmo em desvantagem na prorrogação, encontrou forças para empatar e avançar nos pênaltis. No duelo de domingo, o desafio será conter Haaland e Ødegaard. O camisa 9, um dos melhores centroavantes do mundo, combina força física, velocidade e potência no jogo aéreo, tornando-se um pesadelo para qualquer defesa. Já o camisa 10 dita o ritmo da equipe com inteligência, visão de jogo e precisão nos passes. A seleção brasileira chega ao confronto em um contexto diferente das duas últimas Copas. Em 2018 e 2022, o time de Tite alcançou o segundo mata-mata sem enfrentar grandes dificuldades nas oitavas de final. México e Coreia do Sul ofereceram pouca resistência. Quando apareceu um adversário de nível semelhante ao seu, porém, o Brasil não encontrou respostas. Carlo Ancelotti orienta os jogadores do Brasil contra o Japão, pela 2ª fase da Copa do Mundo Imagem: Phil Noble/Reuters A equipe de Ancelotti, por outro lado, já enfrentou momentos de tensão neste Mundial. Saiu atrás do Japão, precisou mudar o plano de jogo no intervalo e só conseguiu a virada aos 50 minutos do segundo tempo, com um gol de Gabriel Martinelli. Continua após a publicidade O caminho do Brasil nesta Copa pouco se parece com o de 2018 ou 2022. Mas o adversário de domingo desperta lembranças inevitáveis das eliminações recentes. A geração muda, os protagonistas mudam, mas o desafio permanece. Depois de cair para as gerações de ouro de Bélgica e Croácia, o Brasil tenta impedir que a Noruega escreva mais um capítulo da sequência de eliminações europeias. Para Ancelotti, mais do que avançar às quartas de final, domingo é a chance de mostrar que este filme pode, enfim, ter um final diferente. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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