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Semifinais da Taça das Favelas movimentam o Campo do São Bernardo, em Campinas O Costa e Silva está na final da Taça das Favelas Campinas 2026 — e a campanha carrega mais do que resultados dentro de campo. É a história de um time que ficou inativo por um longo período, voltou praticamente do zero e hoje vive o capítulo mais importante desde a "refundação". A decisão será no dia 4 de junho, uma quinta-feira, no Estádio Brinco de Ouro, contra o Parque Anchieta, com transmissão ao vivo na EPTV Campinas e no ge.globo. Quando tudo parecia ter acabado O time, conhecido por muitos anos como COFA, foi fundado em 1999 e construiu tradição na várzea campineira. Mas, em 2020, após a morte do ex-presidente Carlão, o projeto chegou ao fim. Por um tempo, o bairro ficou sem seu principal time — até que surgiu a insistência de quem não aceitava esse fim. Foi o lateral e capitão João quem decidiu recomeçar. Um elenco em dois dias e um sonho maior A oportunidade apareceu em 2024, quando ele levou a ideia de reativar o time a amigos do bairro, entre eles Nino e Renata. Mas havia um obstáculo imediato: a Liga Campineira começaria em apenas dois dias. Renata topou, mas jogou o desafio nas mãos do capitão. — Se você conseguir 20 meninos sub-14, a gente entra no campeonato — relembra. 1 de 2
João foi o responsável por reativar o Costa e Silva — Foto: Arquivo Pessoal João foi o responsável por reativar o Costa e Silva — Foto: Arquivo Pessoal João não hesitou. Saiu atrás de jogadores, reuniu o elenco às pressas, organizou uniforme e colocou o Costa e Silva em campo quase sem preparação. — Tinham três equipes atrás de mim, mas eu queria representar meu bairro. Era isso que fazia sentido — conta. Da correria ao primeiro resultado O começo foi na base da vontade, mas logo vieram os primeiros sinais de que o projeto poderia dar certo. Ainda no primeiro ano, o time surpreendeu e chegou à semifinal da Liga Campineira. A partir dali, o que era improviso virou projeto. Novas categorias foram criadas, mais competições entraram no calendário, e os resultados começaram a aparecer: título da Copa Jambeiro, além de três conquistas na Liga Campineira (sub-16, sub-18 e sub-20). — Se não fosse a vontade do João e o amor pelo COFA, nada disso estaria acontecendo — explica Renata Ferreira. Um time que virou família — dentro e fora de campo A reconstrução do Costa e Silva não ficou só dentro do vestiário. A história também cresceu do lado de fora, envolvendo família e comunidade. A mãe de João, Gislaine, assumiu como diretora de esportes. Ao lado dela, Renata Ferreira (vice-presidente) e Nathalia Ferreira (marketing e administrativo) formam uma diretoria com forte presença feminina, junto ao presidente Nino. Mais do que cargos, o grupo ajudou a dar estrutura para o que começou de forma improvisada. 2 de 2
João é o capitão do Costa e Silva — Foto: Claiton Maier/Taça das Favelas João é o capitão do Costa e Silva — Foto: Claiton Maier/Taça das Favelas Campanha perfeita e capitão decisivo Na Taça das Favelas Campinas, o Costa e Silva chega à final com 100% de aproveitamento — um reflexo da evolução rápida da equipe. A classificação veio com vitória por 2 a 0 sobre o Dic XI, na semifinal. E naquelas coisas do destino, o gol que abriu o caminho para a decisão saiu dos pés do capitão. João, o mesmo que correu atrás de jogadores em dois dias, foi quem colocou a equipe mais perto do título. Agora é pelo título — e pela história A final contra o Parque Anchieta representa mais do que um jogo: é o momento que resume toda a reconstrução. + CLIQUE AQUI e veja a página especial da Taça das Favelas O clima é de confiança e também de ambição. — Não adianta chegar até a final e não sair campeão. A gente está feliz, claro, mas quer completar essa história — afirma João. — A expectativa está alta. Já conhecemos o Anchieta, sabemos que é um time forte. Mas a gente quer muito esse título — completa.