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Dia de Flamengo na Libertadores: mesmo sob o barulho do Presidente Perón, o Rubro-Negro manteve vivo o sonho de Lima e carimbou a vaga para a final pela quinta vez na história. A soma do placar com o jogo de ida confirmou a classificação para a decisão em Lima, no dia 29 de novembro, contra Palmeiras ou LDU, mantendo acesa a magia desta campanha. [ ], [ ] Mas a noite não foi apenas de confirmação: o duelo mudou de tom quando Gonzalo Plata foi expulso aos 12 minutos do segundo tempo, um lance que abriu uma onda de debates sobre a arbitragem. De imediato, Filipe Luís voltou ao banco com mudanças táticas que deixaram o Flamengo mais sólido, alinhando uma linha de cinco para enfrentar os cruzamentos e segurar a pressão adversária. [ ], [ ] Definindo o espírito do time, Bruno Henrique resumiu o jogo com a imagem da raça: “Flamengo é raça, amor e paixão”, destacando a defesa que segurou o ímpeto do Racing e a entrega coletiva que manteve o objetivo vivo. A imagem forte da classificação ficou marcada pela solidez defensiva e pela crença de que o grupo pode enfrentar qualquer situação. [ ] Entre os destaques individuais, Agustín Rossi aparece como protagonista: defesas decisivas, inclusive nos acréscimos, viraram o cartão de visita do goleiro argentino na Libertadores, consolidando-o como referência da campanha rubro-negra. O desempenho dele volta a soar como um argumento para a reportagem que o aponta como o grande nome da Libertadores até aqui. [ ], [ ] Em entrevista após o jogo, Filipe Luís foi direto ao assunto: futebol não é guerra, é ciência de leitura de campo. Em tom de quem já vem preparando o time para a final, o treinador citou Johan Cruyff como referência e confessou o plano de assistir aos dérbis decisivos com a família, mantendo o foco no próximo desafio. A mensagem de planejamento e serenidade já aparece como marca do comando rubro-negro. [ ], [ ] Para coroar a noite, a torcida viu o Flamengo confirmar a vaga e atiçar o sonho do tetra: a final será em Lima, e o adversário sairá do vencedor entre Palmeiras e LDU. Foi, também, uma noite de provocações fora do campo: o clube já avisou que pretende manter o clima competitivo, sem abrir mão da provocação saudável entre corridas de jogos, mantendo o espírito da Libertadores. [ ], [ ] Por fim, o dia amanhece com uma nota amarga: um torcedor do Racing fez gestos racistas na direção da torcida rubro-negra no Cilindro, lembrando que ainda há muito a combater fora das quatro linhas. A cena gerou repúdio e reforçou a ideia de que o maior emblema do Flamengo é a força de sua torcida, que seguiu cantando com mais garra ainda. [ ]