🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Remo

Principal

Motivo: A matéria detalha a passagem de Marcos Braz pelo Remo, focando em suas ações, decisões e o resultado alcançado pelo clube sob sua gestão. Há um esforço para apresentar os fatos de forma equilibrada, mas o contexto é claramente focado no impacto de sua atuação para o Remo.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: O Flamengo é mencionado como o clube anterior de Marcos Braz e uma referência em discussões sobre sua experiência com outros técnicos portugueses. A menção é factual e não carrega viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Jorge Jesus Patrick Vitória Remo Guto Ferreira António Oliveira Atlético-GO Daniel Paulista João Pedro Goiás Marlon João Lucas Pikachu Diego Hernández Thalisson Vítor Pereira Carlinhos Patrick de Paula Nico Ferreira Kayky Almeida Alef Manga Juan Carlos Osório Marcos Braz Zé Ricardo Cadu Furtado Rafael Monti Leonel Picco Sérgio Papellin Panagiotis Tonhão Léo Andrade Zé Wellison

Conteúdo Original

Braz comemora acesso com Remo e fala sobre dificuldade de trabalhar em rivais do Flamengo Foi de forma surpreendente, assim como se deu a chegada dele, que Marcos Braz deixou o Remo , em informação anunciada pelo próprio clube na tarde do último domingo, dia 25. O executivo encerrou o ciclo de trabalho que durou praticamente oito meses, que teve o acesso para à Série A como ponto alto, em meio a reformulações e algumas polêmicas no caminho. O ge relembra momentos da passagem do agora ex-dirigente pelo Leão Azul; confira: 1 de 6 Marcos Braz, executivo do Remo — Foto: Cristino Martins / OLiberal Marcos Braz, executivo do Remo — Foto: Cristino Martins / OLiberal 📲 Acesse o canal do ge Pará no WhatsApp Chegada surpresa No dia 30 de maio do ano passado, em meio a um bom início de Série B, o Remo perdeu o executivo de futebol Sérgio Papellin, que tinha sido o responsável por montar o grupo que alcançou o acesso da terceira para a segunda divisão no ano anterior. A reposição para o cargo veio logo, com um nome que não se imaginava. É bem verdade que Marcos Braz havia visitado o clube em janeiro , e também representou a equipe no sorteio da Copa do Brasil, no mês seguinte. Porém, como a experiência dele com o esporte era como vice de futebol do Flamengo, ele não era cotado para a função de executivo, até pelo fato do próprio ter negado qualquer parceria com o Leão Azul quando veio a Belém. Fato é que, em 31 de maio, Braz foi anunciado como novo executivo de futebol do Remo , com contrato até o fim da temporada de 2025. 2 de 6 Marcos Braz é o novo executivo do Remo — Foto: Remo Marcos Braz é o novo executivo do Remo — Foto: Remo Reformulação do elenco nos quatro primeiros meses Logo no começo do trabalho, Marcos Braz precisou tomar uma decisão importante: escolher o substituto do técnico Daniel Paulista, que pediu para sair pois havia recebido uma proposta do Sport. O escolhido foi o português António Oliveira. No grupo de jogadores, a mexida foi ainda maior, pois 16 foram contratados, enquanto 13 deixaram o time entre empréstimos, rescisão e vendas. Algumas das caras novas viriam a se tornar imprescindíveis para o time, casos dos uruguaios Diego Hernández e Nico Ferreira, o grego Panagiotis, o zagueiro Kayky Almeida e o atacante João Pedro, que fez os dois gols da partida do acesso remista conquistado na 38ª rodada. Mas o protagonismo desses atletas veio de uma mudança que enfrentou a resistência de Braz. 3 de 6 António Oliveira (novo técnico) ao lado do executivo Marcos Braz e do presidente Tonhão, em apresentação no Remo — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo António Oliveira (novo técnico) ao lado do executivo Marcos Braz e do presidente Tonhão, em apresentação no Remo — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo António bancado em meio a “bronca” da torcida Escolhido por Braz para substituir o então técnico Daniel Paulista, o português António Oliveira esteve longe de ser unanimidade na chegada, e seguiu sendo questionado após os resultados pelo Remo. Ele estreou com derrota para o Paysandu, no Re-Pa da 13ª rodada da Série B. As cobranças se intensificaram após uma derrota sofrida para o Criciúma, em pleno Estádio Mangueirão, momento em que o aproveitamento dele no comando, com 41% em 12 jogos disputados. O momento conturbado em campo foi alvo do torcedor nas arquibancadas, com vaias, e nos muros da sede social, com faixas estendidas pedindo a saída de António. 4 de 6 Torcedores do Remo protestam contra permanência de António Oliveira no cargo de treinador — Foto: Reprodução / Redes Sociais Torcedores do Remo protestam contra permanência de António Oliveira no cargo de treinador — Foto: Reprodução / Redes Sociais Questionado sobre a manutenção do treinador, Marcos Braz citou a amizade com portugueses que conviveu no Flamengo, casos de Jorge Jesus e Vítor Pereira, citando que o compromisso dele era com o Remo. No fim de setembro, o executivo decidiu encerrar o trabalho de António Oliveira no Remo após uma derrota para o Atlético-GO, no Baenão. Chegada de Guto e acesso à elite A escolha de Marcos Braz e da diretoria do Remo foi pela chegada do técnico Guto Ferreira, que começou a Série B no Cuiabá, mas deixou o time mato-grossense no início do segundo turno. A melhora com o novo treinador foi imediata. 5 de 6 Tonhão comenta renovações do Remo com Guto, Marcos Braz e Pedro Rocha para 2026 — Foto: Luiz Gustavo Oliveira / ge Pará Tonhão comenta renovações do Remo com Guto, Marcos Braz e Pedro Rocha para 2026 — Foto: Luiz Gustavo Oliveira / ge Pará Na 12ª colocação, com 39 pontos, a sete do G-4, restando apenas 10 rodadas, o Remo tinha uma tarefa complicada para conquistar o acesso, mas foi aí que alguns dos contratados por Braz surgiram como protagonistas da equipe, caso de Diego Hernández, que decidiu o Re-Pa do 2º turno com um gol de falta nos acréscimos. Com o trabalho do executivo de futebol, o Leão Azul garantiu presença na Série A de 2026 na última rodada, vencendo o Goiás, selando seu retorno à elite do futebol nacional após 32 anos. Novela por renovação e saída de Guto A primeira decisão no retorno para a primeira divisão seria decidir quem seguiria ou sairia do elenco. Dentre as saídas, a de Guto Ferreira foi definida após a negociação para renovação de contrato travar. Para comandar o time, o colombiano Juan Carlos Osório foi o escolhido. Enquanto trabalhava para reforçar o time e garantir um comandante, Marcos Braz estava no fim do contrato, válido até 31 de dezembro de 2025. Porém, ele garantiu que as conversas “estavam fluindo ”, e chegou a afirmar, no início de janeiro deste ano, que a cabeça dele “estava no Remo”. Um dos pontos que inquietava o executivo eram os bastidores do clube, alguns que davam conta, inclusive, de que Braz não se dava bem com Tonhão, presidente azulino. O fato, porém, foi negado pelo dirigente em entrevista concedido no último dia 8. – Pegam para criar um desconforto entre o Tonhão e eu, mas não vão conseguir. É claro que o jogador só vem após a assinatura do presidente. Ele é o presidente do clube. Não poderia ser diferente. Executivo de futebol do Remo, Marcos Braz desmente que há um racha com o presidente Tonhão Contratações, reformulação interna e saída A passagem do executivo de futebol pelo Remo foi marcada por reformulações dentro e fora de campo. Nas dependências do Baenão, ele costumava destacar obras estruturais na tradicional casa do time, sendo as mais recentes nos vestiários e refeitórios, além do gramado. 6 de 6 Novos vestiários do Estádio Baenão, casa do Remo — Foto: Raul Martins / Remo Novos vestiários do Estádio Baenão, casa do Remo — Foto: Raul Martins / Remo E foi com o trabalho de Braz que o Remo iniciou a formação do elenco para 2026. Até o momento, são 11 nomes anunciados: Alef Manga, Carlinhos, João Lucas, Léo Andrade, Marlon, Patrick, Patrick de Paula, Pikachu, Rafael Monti, Thalisson, Zé Ricardo e Zé Wellison. Além deles, há a expectativa para o anúncio de Leonel Picco, em uma operação estimada em R$ 9 milhões, maior compra da história remista. Mesmo participando ativamente do início da temporada azulina, as informações eram de que o executivo seguia incomodado com a interferência de diretores em negociações para a temporada. Mesmo com o presidente do clube tentando intermediar a permanência, a decisão em relação a saída já tinha sido tomada. Futuro do Remo Segundo a nota oficial divulgada pelo Remo, Marcos Braz seguirá ajudando o clube em “demandas nacionais”. Indicado pelo ex-dirigente, Cadu Furtado, que atua como diretor de futebol, assumirá a função de executivo de forma interina. Em campo, o time se prepara para estrear na Série A do Brasileiro nesta quarta-feira, dia 28, contra o Vitória, às 19h, no Estádio Barradão, em Salvador.