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Futebol Acusações de favorecimento e fake news ganham força, e Argentina se blinda Luiza Oliveira Do UOL, em Kansas (EUA) 09/07/2026 12h01 Deixe seu comentário Lionel Scaloni minimiza o burburinho externo e comanda treino fechado nesta quinta Imagem: Julian Finney - FIFA/FIFA via Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Argentina se viu envolvida em uma enorme polêmica antes de entrar em campo pelas quartas de final da Copa do Mundo contra a Suíça. Nas redes sociais e em parte da imprensa internacional crescem teorias de favorecimento da arbitragem à seleção de Lionel Messi. Enquanto isso, a seleção tenta se fechar e manter o foco. O burburinho que já vinha crescendo ao longo do Mundial e explodiu de vez após as polêmicas no duelo contra o Egito em que os adversários saíram revoltados de campo. Consideraram injusta a anulação do segundo gol egípcio. Houve ainda outras reclamações como o pênalti marcado em Tagliafico que Messi perdeu a cobrança e um suposto pênalti em Salah. O caso já virou alvo de Fake News. Um vídeo em que o presidente Gianni Infantino estaria supostamente comemorando um gol da Argentina no estádio circula nas redes sociais e deu ainda mais força aos rumores. No entanto, o Infantino sequer esteve presente na partida em Atlanta. No mesmo dia, o mandatário compareceu apenas ao duelo entre Colômbia e Suíça em Vancouver, no Canadá. As imagens que circulam são, na verdade, do jogo entre Holanda e Marrocos no México. Julio Gomes Claus na semifinal seria tapa na cara de Trump Wálter Maierovitch Como Trump e Putin passaram a mandar na Fifa Nelson de Sá Exemplo chinês para as enchentes de São Paulo PVC França e Marrocos: um duelo além do campo A Fifa se preocupa com o crescimento dos rumores e tem tido trabalho, especialmente após o episódio Balogun. Agora, tenta reparar danos. O chefe da arbitragem da entidade, Pierluigi Collina, rejeitou as acusações de favorecimento e afirmou que não há qualquer interferência nas decisões dos árbitros. Em meio a tudo isso, a seleção argentina tenta se blindar e deixar a polêmica da porta para fora. Depois de chegar a Kansas e realizar um treinamento na noite de quarta-feira, a atividade desta quinta será fechada e sequer o horário foi divulgado. A comissão técnica tenta manter o foco apenas na preparação e evitar que o debate contamine o ambiente da seleção. O discurso adotado vem sendo o de não alimentar a polêmica. Scaloni já havia respondido às acusações de favorecimento. Antes mesmo do confronto contra Cabo Verde, ele falou sobre as redes sociais. "Eu não leio redes sociais. É muito simples. O problema hoje em dia é que alguém faz um comentário, talvez completamente infundado, mas por causa de algum incidente insignificante, a situação de repente ganha proporções gigantescas. Acho que você simplesmente tem que se desapegar completamente disso tudo", disse na véspera do jogo. A escalação do árbitro francês François Letexier já havia gerado insatisfação em parte da imprensa e da torcida, mas Scaloni preferiu minimizar e foi bem humorado. Continua após a publicidade "Acabei de saber pelo Nico. Acho que é mais uma questão de 'bar' — tipo uma cafeteria — do que de VAR. Uma vez eu disse à FIFA que, se os três ou quatro árbitros de campo fossem de um determinado país, seria bom que os árbitros da cabine também fossem desse mesmo país. Eles não interpretam uma situação de pênalti da mesma maneira. São todos franceses? Para mim, tudo bem. Não faz diferença nenhuma", afirmou. O discurso tem razão de ser. A Argentina aposta no grupo fechado que Scaloni tem em mãos, focado no bom ambiente e cuja maior inspiração é a figura do capitão Messi. As classificações sofridas na segunda fase diante de Cabo Verde e nas oitavas contra o Egito aumentam ainda mais a sinergia e a sensação de que nada vindo de fora irá abalar o grupo. Tudo isso contrasta com o debate quente que tomou conta da imprensa argentina que vê que a seleção de Messi e cia está sendo alvo de perseguição. Há uma preocupação, inclusive, com a pressão exercida sobre os árbitros nos próximos jogos. O jornal argentino "La Nación" classificou a onda de publicações como uma mistura de "polêmicas, campanhas de desprestígio e fake news". Já o diário Olé foi além. Fez uma publicação defendendo que existe uma tentativa de implementar uma narrativa que a Argentina vence por causa dos árbitros, e não pelo futebol apresentado. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Marrocos pode surpreender contra a França? Colunistas debatem Edward Boggiss, de 'Malhação' e 'Sandy & Junior', morre aos 49 anos Supercomputador prevê quais serão os jogos das semifinais da Copa; veja Baldoni fala pela primeira vez após processo milionário contra Blake Lively Como a política de Trump e Putin passou a mandar na Fifa e no COI