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A tão aguardada noite decisiva das oitavas de final da Libertadores no Beira-Rio começou com um detalhe pitoresco e, de certa forma, determinante: a chuva de papel picado que tomou conta do gramado e atrasou o início do jogo em quase 20 minutos. A festa da torcida colorada, que deveria empurrar o time para uma pressão inicial avassaladora, acabou esfriando o ambiente. Quando a bola rolou, o Internacional já não tinha o ímpeto que se esperava. O Flamengo, cascudo e acostumado a esse tipo de cenário, agradeceu. Sem sofrer aquele abafa inicial, conseguiu se organizar em campo, girar a posse de bola e impor o seu ritmo. Aos 26 minutos do primeiro tempo, veio o golpe que deixou o Inter ainda mais nervoso: Samuel Lino arriscou, Rochet rebateu mal e, no rebote ajeitado por Plata, Arrascaeta mostrou categoria para fuzilar e abrir o placar. Era o 2 a 0 no agregado e a sensação de que o confronto já estava decidido. No segundo tempo, o Colorado até esboçou uma pressão, acertou a trave com Borré e tentou em bolas aéreas, mas sempre esbarrou na segurança defensiva do Fla e nas próprias limitações técnicas. E, como se não bastasse, veio a pá de cal aos 42 minutos da etapa final: cruzamento de Luiz Araújo, desvio de Léo Pereira e Pedro, sempre ele, completou sem goleiro para marcar. No fim das contas, deu o óbvio. Hoje, o elenco do Flamengo é muito superior ao do Internacional. São jogadores decisivos em praticamente todas as posições, um banco recheado e, agora, reforços que começam a se encaixar com naturalidade. O resultado de 2 a 0 no Beira-Rio (3 a 0 no agregado) não só classificou o Flamengo para as quartas, como reforçou a impressão de que será muito difícil alguém tirar a Libertadores do time carioca em 2025.