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Futebol Copa mostrou Atlanta ao mundo, mas deixou uma cidade invisível na sombra Luiza Oliveira Do UOL, em Atlanta (EUA) 21/07/2026 13h36 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Atlanta convive há décadas com uma crise de falta de moradia, com cerca de 3.000 pessoas sem-teto fixo e mais de mil vivendo nas ruas, e convivem na mesma cidade que recebeu a semifinal da Copa do Mundo, vencida pela Argentina por 2 a 1 contra a Inglaterra. O problema aparece em diferentes pontos da cidade, com pessoas dormindo em calçadas e acampamentos improvisados. A crise se mantém apesar da movimentação em torno dos estádios e da realização de competições que atraem torcedores de vários países. Ronna Williams, ex-moradora em situação de rua, relata que perdeu tudo quando seus pertences foram descartados. "Todas as minhas coisas foram jogadas fora, em uma lixeira, e eu não tinha nada. Era a estaca zero. Isso me destruiu, destruiu o meu ânimo. Eu sentia que era o fim, sentia como se estivesse esperando para morrer", afirmou. Felipe Salto Que tal copiar a força-tarefa do BC americano? Carla Araújo Eleitor vê ato de Moraes sobre Flávio como político Milly Lacombe Copa expôs as vísceras apodrecidas do poder Casagrande Futebol brasileiro vive em um universo paralelo Em 1996, quando Atlanta recebeu os Jogos Olímpicos, a cidade foi acusada de esconder o problema da população em situação de rua. À época, pouco antes dos jogos, mais de 9.000 pessoas foram presas sem motivo real e um centro de detenção foi inaugurado, além da distribuição de passagens de ônibus só de ida para quem prometesse não voltar. As feridas ainda estão abertas. Em 2025, um homem morreu durante a remoção de um acampamento de pessoas em situação de rua na cidade. Cornelius Taylor foi atropelado por um caminhão enquanto dormia em sua barraca. A cidade investe em programas habitacionais, como o Atlanta Rising, parceria entre a prefeitura e a ONG Partners for HOME. O programa já investiu US$ 235 milhões, surgiu em maio de 2025 e tirou mais de 500 pessoas das ruas, além de reduzir o tempo de espera por moradia de 108 para 48 dias. O projeto conta com um empreendimento de 112 apartamentos, e Ronna Williams foi a primeira moradora do prédio. "Adoro o fato de ser novinho em folha. Mas estou me saindo muito bem. Acordo todos os dias e consigo olhar no espelho para a pessoa que vejo, e estou feliz com ela", disse. Cathryn Vassell, diretora-executiva da Partners for HOME, diz que a meta é encerrar a situação de rua na cidade. "Nossos objetivos são acabar com a situação de rua na cidade de Atlanta. Acho que isso é possível", afirmou. "Acho que é possível com o nível adequado de investimento e recursos", completou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Messi desembarca na Argentina com a família após 'amargar' o vice da Copa Green card de Eduardo Bolsonaro não impede deportação, diz professora Promessa camaronesa é regularizada e fica à disposição de Abel no Palmeiras Por que um fundo topou pagar R$ 1,4 bilhão por três galpões em Guarulhos Atriz surda de 'Godzilla x Kong', Kaylee Hottle morre aos 18 em acidente