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A primeira experiência de Fernando Cachopa em Olimpíadas terminou de um jeito pouco agradável. Em Tóquio 2020 (realizada em 2021 por conta da pandemia da Covid-19), a Seleção Brasileira masculina de vôlei ficou em quarto lugar depois de ser eliminada pela Rússia na semifinal e de perder a disputa de bronze para a Argentina , derrotas que provocam sensações estranhas no levantador até hoje. ➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico Contra a Rússia, o Brasil teve a oportunidade de abrir 2 a 1 no placar depois de sofrer o empate. A equipe, à época comandada por Renan Dal Zotto, parecia ter o terceiro set bem encaminhado, já que possuía uma vantagem considerável de 20 a 12. Em uma virada que até mesmo o então reserva de Bruninho não consegue compreender, a Rússia levou a parcial por 26 a 24 e fechou o jogo na sequência, em 3 sets a 1, causando o que o levantador considera "uma das maiores dores" de sua carreira. — Eu acho que foi uma das maiores dores que eu tive dentro do vôlei, em que eu vi realmente a chance de ir para uma final olímpica. A gente jogando muito bem contra a Rússia, podendo abrir 2 a 1 e encaminhar uma possível final ali, e perder o jogo. Tomamos uma virada, assim, que até hoje eu não entendo — desabafou Cachopa, em entrevista exclusiva ao Lance! . Cachopa reconheceu o impacto da virada sofrida na semifinal para o grupo, que, mesmo ainda tendo uma disputa de medalha pela frente, não foi capaz de se recompor emocionalmente para o último jogo no campeonato. — Eu lembro também que, voltando para a Vila Olímpica, cara, choro, sabe? Luto completo. E eu acho que a gente não conseguiu se recuperar muito bem daquele estado ali para o terceiro e quarto. ➡️ Tifanny confirma aposentadoria ao fim da temporada: 'Difícil' ➡️ Osasco supera Praia Clube e conquista a Supercopa A primeira ausência em finais em cinco edições não seria a única marca negativa daquela Olimpíada. Depois de dois ouros e duas pratas, a Seleção Brasileira não pôde sentir sequer o gosto do bronze, que escapou novamente em uma virada, dessa vez para a Argentina. Os "hermanos" levaram a melhor no tie-break e ocuparam o terceiro lugar no pódio. A campanha da Argentina, que levou à inédita medalha no vôlei masculino, contou com vitórias sobre times como França, Estados Unidos, Itália e, claro, Brasil. Cachopa admite que foi surpreendido, da pior forma possível, pela trajetória do principal rival na América do Sul. — A Argentina chegou muito, muito longe mesmo ali nas Olimpíadas. Eu não via eles como um time para chegar tão longe como eles chegaram. E aí que, talvez, tenha sido o meu primeiro contato com: "a Olimpíada é diferente mesmo". Um time que eu não diria que ia chegar ali, chegou e ainda ganhou da gente na disputa de terceiro lugar. Cinco anos depois, a conquista que esteve tão próxima e não se concluiu faz falta. O levantador não esconde a inveja que sente pelos argentinos que subiram ao pódio em Tóquio, mas mantém a expectativa de conseguir sua primeira medalha olímpica em Los Angeles 2028. — Eu gostaria de ter aquela medalha em casa. Eu tenho um pouco de inveja dos caras que estiveram ali. Mas assim, eu tenho a confiança e a esperança também de que a minha vai chegar — concluiu Cachopa.