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Só para assinantes Assine UOL Opinião O gol que transbordou a Holanda mesmo com a desclassificação Yara Fantoni Colunista do UOL 30/06/2026 10h33 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gakpo chorou após marcar em Holanda x Marrocos, jogo da Copa do Mundo Imagem: David Ramos/Getty Images Quando a bola beijou a rede, o estádio explodiu. Era o primeiro gol da Holanda contra Marrocos, um grito coletivo que parecia suficiente para explicar tudo. Mas não explicava. Gakpo não saiu correndo apenas. Caiu. Chorou. Levou as mãos ao rosto como quem finalmente permitia que uma dor antiga encontrasse uma saída. Naquele instante, o futebol deixou de ser estatística, esquema tático ou disputa por uma vaga. Tornou-se um espelho da vida. Há quem pense que um gol é apenas um número no placar. Não é. Às vezes, é uma homenagem. Outras vezes, um pedido de força. E, em certos casos, é o abraço que alguém já não pode receber. O choro de quem marca pode carregar derrotas invisíveis, lutos silenciosos e batalhas que nenhuma transmissão consegue mostrar. Marco Antonio Sabino Durante a Copa, STF engorda penduricalhos Daniela Lima Jaques deixou liderança cobrando defesa de aliados Wálter Maierovitch Israel sequestrou o 'Doutor dos pobres' Felipe Salto Proposta dois mais quatro para a política econômica A torcida comemorava o gol. Gakpo, talvez, comemorasse a capacidade de continuar. De vestir a camisa, entrar em campo e encontrar, em noventa minutos, um pequeno refúgio para uma dor que não respeita calendário nem competição Poucos dias antes da partida, o holandês e sua companheira, Noa van der Bij, anunciaram a perda do bebê que esperavam durante a gestação. Gakpo chegou a ser liberado da concentração da seleção para ficar com a família e depois decidiu retornar para disputar o jogo. Quando balançou as redes, caiu de joelhos e chorou. Os companheiros correram para abraçá-lo, transformando a comemoração em um momento de solidariedade e apoio. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O futebol insiste em nos lembrar que os heróis também desabam. E talvez seja justamente isso que os torne tão humanos. A imagem daquele jogador ajoelhado, com lágrimas misturadas ao suor, valeu tanto quanto o gol. Porque revelou que a coragem não está apenas em vencer um adversário, mas em seguir em frente quando a vida insiste em jogar contra. No fim das contas, o placar ficará registrado nos livros. As lágrimas, porém, permanecerão na memória de quem entende que, às vezes, o momento mais bonito de um jogo não acontece quando a bola entra, mas quando um homem permite que o coração fale mais alto do que os pés. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Técnico do Paraguai após classificação na Copa: ?Viemos da terra vermelha? Haaland precisa de 45 minutos para gol em Copa e busca feito de 72 anos Revelação da Copa é o obstáculo entre o encontro de Haaland com o Brasil Copa: Após queda, jornais holandeses criticam Van Dijk e pedem Koeman fora PSD prepara anúncio de Gilberto Kassab como vice de Caiado