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Futebol Blatter critica plano de Infantino: 'Dinheiro importa, mas nunca deve se tornar tudo' São Paulo 31/07/2026 20h08 Deixe seu comentário Blatter em entrevista coletiva quando ainda era presidente da Fifa Imagem: Michael Buholzer/AFP Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, se juntou aos críticos da Fifa Forward Enterprise (FFE), proposta para captar investimento privado na entidade máxima do futebol. Ele publicou uma mensagem em suas redes sociais nesta sexta-feira, antes de Gianni Infantino anunciar oficialmente a desistência da ideia . "A Fifa não é um fundo de private equity. É uma associação com estatutos, regulamentos e uma responsabilidade fiduciária de proteger o jogo global. Se você vender as joias da coroa do futebol para investidores privados, você também vende parte do jogo — especialmente sua alma. O dinheiro importa, mas nunca deve se tornar tudo", escreveu Blatter. O suíço deixou o comando da entidade em 2015, após a pressão que sucedeu o Fifagate, escândalo de corrupção investigado pelo FBI. Hoje, ele se intitula "filósofo do futebol". Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A FFE foi apresentada na terça-feira e pegou de surpresa até mesmo Carlos Cordeiro, conselheiro de Gianni Infantino na Fifa. A reação foi de rejeição imediata da Uefa, e logo a Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e a AFC (Ásia) se juntaram aos europeus. A OFC (Oceânia), por sua vez, deu uma resposta mais branda, e a Conmebol se esquivou. Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play A criação da empresa foi anunciada pela Fifa com a intenção de vender ações a sócios minoritários, que teriam até 20% das participações. A ideia era arrecadar 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,3 bilhões, na cotação atual), número calculado sobre um valor estimado da FFE de 20 bilhões de dólares (R$ 101,6 bilhões). Blatter já havia criticado a ideia anteriormente, mencionando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump . "A estreita relação entre o presidente da Fifa e o presidente dos Estados Unidos alcançou uma dimensão financeira que é profundamente danosa ao futebol. Ninguém tem o direito de vender o nosso jogo", disse o ex-dirigente. Após a repercussão negativa, a Fifa divulgou um posicionamento de Infantino decretando a retirada do plano nesta sexta-feira. "Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início", declarou o dirigente em nota oficial. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema