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Futebol Clube questiona executivo da FFU sócio de Ronaldo; comitê sai em defesa Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 20/08/2026 19h58 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gabriel Lima, administrador do Condomínio Forte União, já foi CEO do Cruzeiro Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro O CSA enviou uma notificação extrajudicial ao comitê do condomínio Forte União, em mais um capítulo da guerra nada velada sobre os poderes do investidor no bloco de clubes. O questionamento do clube alagoano, desta vez, é pelo fato de o administrador do condomínio, Gabriel Lima, ter atuação em uma holding com Ronaldo Fenômeno. Gabriel e o comitê do condomínio rebateram a notificação. O executivo disse que que "os fatos mencionados não configuram ilícito". O que o CSA aponta O CSA menciona que Gabriel é sócio-fundador e membro do conselho da ODDZ Network e, nesse contexto, haveria um conflito de interesses. Com esse argumento, o clube defende o afastamento do executivo da função que tem na FFU. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo No documento enviado pelo CSA, o clube alega que a holding de Ronaldo é um "grupo empresarial cujo objeto se comunica diretamente com o do condomínio, com o dos Condôminos e com o dos agentes com os quais o condomínio contrata". Em seguida, emenda: "Isso é, por definição, um conflito de interesses - e conflito de interesses não se resolve pelo silêncio, mas pela divulgação, pelo exame e, quando for o caso, pelo afastamento". O CSA menciona que a Octagon Latam, agência do grupo de Ronaldo que gerencia, assessora com marcas como Mercado Livre, Ambev, Red Bull e Mastercard. Há também agenciamento de jogadores, como Rodrygo, Gabriel Jesus e Rodrigo Garro — que joga no Corinthians, um dos membros atuais do condomínio da FFU. Na atuação do grupo do Fenômeno com as empresas, o documento do CSA cita: "Marcas dessa natureza são, por definição, o universo de potenciais interessados nas Propriedades Comerciais que o Condomínio existe para explorar, e o mercado em que se formam os preços desses ativos é um só. O ponto é concreto, e não conjetural: integram o acervo do Condomínio as Propriedades de Campo - a publicidade no campo de jogo, com placas, painéis estáticos, painéis de LED, tapetes e prismas -, cuja exploração se destina, precisamente, a marcas anunciantes da mesma natureza daquelas assessoradas pela agência. Tem-se, então, um mesmo profissional que, de um lado, conhece o inventário, os preços praticados, os pisos de negociação e as tratativas em curso do lado vendedor e que, de outro, é sócio e administrador de grupo que assessora anunciantes na aquisição de ativos dessa espécie. Trecho do documento do CSA A denúncia apresentada pelo CSA também faz referência a uma resposta recente da FFU a uma solicitação feita pelo CRB. Segundo o clube alagoano, o arquivo enviado pela entidade tinha, em suas propriedades digitais, a identificação de Marco Farah, executivo da ODDZ Network, empresa ligada a Ronaldo Fenômeno. Continua após a publicidade Para o CSA, o caso levanta a suspeita de que documentos e informações fornecidos pelos clubes à FFU estejam sendo compartilhados com empresas privadas que não fazem parte diretamente da operação, sem que as agremiações tenham conhecimento ou tenham autorizado esse acesso. Reação de Gabriel e do comitê Gabriel recebeu apoio do comitê do condomínio Forte União e também se defendeu da acusação em nota enviada ao UOL. O executivo disse que "divergências fazem parte de uma estrutura dessa natureza" (FFU). Mas, segue ele, "transformá-las em suspeitas sobre a minha integridade, por meio de insinuações levadas à imprensa sem a apresentação de fatos concretos, revela falta de compromisso com a verdade e com a reputação das pessoas envolvidas". Gabriel Lima já trabalhou com Ronaldo Fenômeno na gestão do Valladolid e também como CEO do Cruzeiro. Além disso, ele foi CEO do Coritiba antes de assumir a função na FFU. A discussão sobre a atuação dele e do investidor do bloco, a Sports Media Entertainment (SME), faz parte de uma briga que tem como contexto a iniciativa da CBF de organizar a liga única no futebol brasileiro. Mas há clubes que se tornaram a força motriz de sinais de ruptura pensando em um novo bloco para venda e exploração dos direitos de transmissão e comerciais do Brasileirão. Nota do comitê condominial O Comitê Condominial acompanha de forma permanente a atuação da Administração do Condomínio Forte União e reconhece o trabalho desenvolvido por Gabriel Lima à frente do CFU, com dedicação, experiência no futebol brasileiro e compromisso com as regras estabelecidas na Convenção. Continua após a publicidade A participação de Gabriel na ODDZ Network é anterior à sua atuação no Condomínio e era de conhecimento dos integrantes da estrutura quando ele assumiu suas funções. Gabriel Lima permanece no pleno exercício de suas funções e conta com a confiança do Comitê para seguir conduzindo a Administração do CFU. Nota completa de Gabriel Lima O Condomínio Forte União (CFU) foi instituído para organizar, sob uma mesma Convenção, os interesses de mais de 30 clubes, representados em bloco pela Futebol Forte União (FFU), e de um investidor. A Administradora representa o conjunto dos condôminos e sua contratação foi aprovada por unanimidade nas assembleias da FFU e do CFU. Foi nesse contexto que assumi a responsabilidade de administrar uma estrutura complexa, executar decisões coletivas e fazer cumprir regras comuns, inclusive quando elas contrariam a posição individual de algum de seus integrantes. Divergências fazem parte de uma estrutura dessa natureza. Transformá-las em suspeitas sobre a minha integridade, por meio de insinuações levadas à imprensa sem a apresentação de fatos concretos, revela falta de compromisso com a verdade e com a reputação das pessoas envolvidas. Minha participação na ODDZ Network é pública, anterior à minha atuação no CFU e era conhecida quando assumi minhas funções. Não exerço função executiva na ODDZ e minha atividade profissional é dedicada à Administração do Condomínio. A Administradora também não exerce a comercialização dos direitos do CFU, atividade atribuída à Equipe Comercial. A notificação reúne 19 questionamentos e diversas associações relacionadas à minha trajetória profissional, mas não aponta um único episódio concreto de compartilhamento indevido de informação, favorecimento à ODDZ, benefício pessoal ou prejuízo causado a qualquer condômino. O próprio documento reconhece que os fatos mencionados não configuram, isoladamente, ilícito e registra expressamente que não me atribui, nem atribui a qualquer outra pessoa, a prática de ato ilícito. Os questionamentos terão o devido tratamento nas instâncias competentes. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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