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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Sem Racing e River: quais as armas da Argentina para a Libertadores-2026? Rafael Reis Colunista do UOL 17/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Dí Maria defende as cores do Rosario Central, um dos 7 argentinos na Libertadores Imagem: Reprodução/@rosariocentral O Argentinos Juniors, time que deu Diego Maradona ao mundo, dará na noite de amanhã, contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador, o pontapé inicial de uma missão que promete ser das mais ingratas. Depois de sete títulos consecutivos de clubes brasileiros, a Argentina perderá neste ano o posto de maior vencedora da história da Copa Libertadores da América caso não interrompa a hegemonia do vizinho -os arquirrivais hoje estão empatados no topo do ranking, com 25 troféus cada. Só que a terra de Lionel Messi tem um problema extra para lidar nesta temporada. Racing e River Plate, suas equipes de melhor desempenho nos últimos anos, não conseguiram se classificar para a competição. E o tradicionalíssimo Boca Juniors tampouco está navegando em mares tranquilos. Juca Kfouri A visão gaúcha do gol ilegal de Paquetá PVC Mourinho foi herói e pode ser vilão do Real Madrid Julianne Cerasoli Fórmula 1 'não é mais a mesma'. E tudo bem Marco Antonio Sabino O operário, o samba e a árvore do poder O "Blog do Rafael Reis" apresenta abaixo quem são os sete representantes argentinos na Libertadores-2026 e mostra como (ou melhor, se) eles podem contribuir com o fim do domínio brasileiro na elite sul-americana. ARGENTINOS JUNIORS: Representante argentino na fase preliminar da Libertadores, disputa a competição por ter sido um dos times mais regulares do país no ano passado (teve a terceira melhor campanha na soma do Apertura com o Clausura). Já foi campeão continental em 1985, mas não levanta nenhum troféu há 16 anos. Seu jogador mais conhecido é o veteraníssimo volante Enzo Pérez, recém-contratado do River Plate, que virará quarentão na próxima semana. BOCA JUNIORS: O segundo maior vencedor da história da Libertadores, com seis títulos, já está há 19 anos esperando a sétima taça continental. E, pelo início da temporada, as perspectivas não são muito boas. O time do astro uruguaio Edinson Cavani já perdeu duas vezes em cinco jogos em 2026 e vem de um empate sem gols com o Platense no último fim de semana. As principais novidades da equipe para este ano são o volante Santiago Ascacíbar, contratado do Estudiantes, e Ángel Romero, atacante paraguaio que é velho conhecido do torcedor do Corinthians. ESTUDIANTES: Sob gestão de Juan Sebastián Verón, um dos craques do futebol sul-americano nas décadas de 1990 e 2000, virou exemplo de gestão na Argentina nos últimos anos. Em 2025, desbancou nos pênaltis o favoritismo do Racing e venceu o Clausura, a edição do Campeonato Argentino disputada no segundo semestre. Tem um elenco de respeito, com nomes como o goleiro uruguaio Fernando Muslera, veterano de quatro Copas do Mundo, o meia Cristian Medina, contratação mais cara da história do futebol argentino, e o centroavante Lucas Alario, ex-Internacional. INDEPENDIENTE RIVADAVIA: Estreante na Libertadores, ganhou o direito de participar da principal competição interclubes do continente depois do surpreendente título da Copa Argentina. O Independiente passou a maior parte dos seus 113 anos de história jogando nas divisões menores do futebol local. Mesmo sua passagem atual pela elite é bastante recente, começou apenas dois anos atrás. Para tentar fazer bonito no torneio da Conmebol, o clube fez uma completa reformulação do elenco e contratou nada menos que 16 jogadores novos na janela de janeiro. LANÚS: Apesar de historicamente não ser considerado um dos grandes do futebol argentino, tem bem mais tradição internacional do que muitos dos representantes do país nesta Libertadores. O Lanús já venceu duas edições da Sul-Americana (2013 e 2025) e tem um vice-campeonato do torneio mais importante da Conmebol (perdeu a final de 2017 para o Grêmio). O goleiro Nahuel Losada e o camisa 10 Marcelino Moreno, protagonistas da conquista continental do ano passado, continuam no clube, assim como o centroavante Walter Bou, seu jogador mais famoso fora da Argentina. Continua após a publicidade Relacionadas 5 motivos para o Real temer o Benfica e eliminação precoce na Champions Seleção dos sub-23 mais caros vale R$ 6,8 bi e não tem Brasil pelo 2º ano 7 promessas sul-americanas para seu time contratar antes de a janela fechar PLATENSE: Campeão nacional pela primeira vez no ano passado (venceu o Apertura, no semestre semestre), é outro time estreante que irá representar a Argentina na Libertadores. A equipe da região metropolitana de Buenos Aires já não tem mais os técnicos (Favio Orsi e Sergio Gómez) e nem mesmo a maioria dos jogadores que participaram do momento mais ilustre da sua história. Mesmo com tantas mudanças de elenco, o time tem se mantido razoavelmente bem e ocupa a quinta colocação do Grupo A do Campeonato Argentino deste semestre. ROSARIO CENTRAL: Na soma de Apertura e Clausura, foi o melhor time da Argentina no ano passado. Também conta com um dos maiores astros em atividade na América do Sul, o meia-atacante Ángel di María, fiel companheiro de Lionel Messi na conquista da Copa do Mundo-2022. A equipe dirigida por Jorge Almirón tem ainda alguns outros bons valores individuais, casos do volante Franco Ibarra, do ponta colombiano Jáminton Capaz e do camisa 9 Alejo Veliz, que está emprestado pelo Tottenham. Ou seja, pode sim dar trabalho na Libertadores. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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