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Futebol Agressões a mulheres sobem 28,9% em dias de jogos de futebol, diz estudo Do UOL, em São Paulo 11/08/2026 15h15 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra aumento da violência contra a mulher em dias de partidas de futebol Imagem: GettyImages Um estudo divulgado pelo Forum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta terça-feira (11) mostra um aumento na violência contra a mulher em dias de jogos de futebol no Brasil. Milly Lacombe: Estudo expõe o cruel aumento de agressões contra mulheres em dia de jogo O que você precisa saber Lesões corporais e ameaçam sobem em dias de partidas de futebol. O estudo considerou dias de partidas do Brasileirão, Libertadores e Sul-Americana em cinco cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Aumento de 28,9% de ocorrências de lesão corporal dolosa. Aumento de 27,4% de ameaças contra mulheres. Entre mulheres de 15 a 29 anos, o aumento da violência é ainda maior. São 44,4% a mais de ameaças e lesões corporais. Dentro das residências, o número também cresce. Aumento de 35,1% nos registros de lesão corporal dolosa nas residências Aumento de 26,8% nos registros de ameaça nas residências Em 2022, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou a mesma análise. Considerando dados coletados entre 2015 e 2018, ameaças subiam 23,7% e lesões corporais, 20,8% — o que mostra um aumento de 3,7% e 8,1% em cada um, no período entre 2023 e 2025. O estudo foi lançado nesta terça-feira. O evento ocorreu na sede do Grupo Mulheres do Brasil, em São Paulo. Recomendações Estudo do FBSP foi divulgado nesta terça-feira (11), em evento realizado em São Paulo Imagem: Getty Images O FBSP também lista 10 recomendações para enfrentar a violência contra a mulher no contexto do futebol. Entre elas, há estratégias de denúncia, protocolos interrnos nos clubes e responsabilização nas torcidas. Continua após a publicidade A atuação do poder público na regulação e a modificação da cultura torcedora também foram citados. Veja as recomendações: Denúncia dentro dos estádios: Postos permanentes de acolhimento e registro em todos os setores, sem deslocamento a unidades externas. Atuação institucional articulada: Poder público, clubes, federações e torcidas em ações permanentes sobre violência e masculinidades. Monitorar a violência doméstica: Atenção à recorrência das denúncias e ao efetivo cumprimento das medidas protetivas de urgência. Educação sobre masculinidades: Encontros de médio e longo prazo para desconstruir padrões de dominação de gênero. Prevenção - álcool e apostas (bets): Estratégias que enfrentem o consumo abusivo de álcool e as bets como catalisadores da violência. Cultura torcedora inclusiva: Políticas culturais que valorizem a torcida, em vez de abordagens apenas proibitivas. Desenvolvimento socioemocional: Parcerias com iniciativas voltadas ao desenvolvimento socioemocional de jovens torcedores. Formação de atletas: Programas contínuos de prevenção da violência e de responsabilidade social no esporte. Protocolos internos nos clubes: Tratamento de casos envolvendo atletas, com medidas de responsabilização e acompanhamento. Responsabilização nas torcidas: Formação continuada e afastamento de membros condenados por violência doméstica. Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 180 e denuncie Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares. Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008. A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos. Continua após a publicidade Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses. Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'