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Esporte Crespo vê Palmeiras e Fla 'em outra dimensão' e cita realidade do São Paulo Valentin Furlan Colaboração para o UOL 06/11/2025 01h08 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Hernán Crespo, técnico do São Paulo, durante jogo contra o Flamengo Imagem: GUILHERME DIONíZIO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO Técnico do São Paulo, Hernán Crespo foi realista em entrevista coletiva depois do empate em 2 a 2 com o Flamengo: o Tricolor não está na mesma 'dimensão' do Rubro-Negro e do Palmeiras. Não é fácil fazer o que eles (Abel Ferreira e Filipe Luis) estão fazendo. Mas acho que são situações diferentes (com a do São Paulo). Se você for olhar, você pensa que vamos estar lutando lá em cima com Palmeiras e Flamengo? Não... Eles têm anos e anos de investimento. Então é impossível cortar o caminho. Tem que ter calma, brigar por aquilo que a gente pode brigar. Isso está longe da história do São Paulo? Sim, sim "Quando falei, quatro anos atrás, ganhar só o Paulistão é algo muito pequeno para o São Paulo. Sabem quantas vezes o São Paulo ganhou o Paulistão nos últimos vinte anos? Sabem quantas? Uma. É a realidade. Pés no chão, entender a situação. É assim. Vamos lutar? Sim, mas estamos falando, neste momento, de Palmeiras e Flamengo em outra dimensão na América do Sul. Não podemos, neste momento, nos comparar todo dia. Na história? Sim, ufa! Mas a realidade, hoje, é outra. É ter calma, humildade e trabalhar para diminuir esse 'gap' o mais rápido possível Hernán Crespo Sakamoto Câmara aprova tortura de meninas estupradas Alicia Klein Fla perde pontos cruciais na corrida pelo título Felipe Salto Mudança no IR é vitória, mas não é a reforma ideal Chico Barney O grande crime da série 'Tremembé' O Tricolor conquistou um empate suado na Vila Belmiro. Após sair à frente logo aos três, com Luciano, o time cedeu o empate ao Flamengo cinco minutos depois e viu o Rubro-Negro conquistar a virada na etapa complementar. Classificação e jogos brasileirao Já na reta final da partida, Gonzalo Plata solou Arboleda em disputa de bola e acabou sendo expulso. O cartão vermelho mudou completamente a história do jogo, que passou a ser domado pelo Tricolor. Aos 35, Ferreira deixou tudo igual. Não é fácil jogar com o Flamengo. Tem muita qualidade. Acho que o empate foi bom, mas o sabor é de uma lástima, pois, no final, a gente acreditava que podia conseguir a virada. Mas acabar um jogo assim, com esta sensação, é bem legal, ainda mais com o momento do Flamengo O que mais Hernán Crespo falou Avaliação do trabalho. "No momento em que chegamos, [a ideia] era tentar construir uma ideia, uma identidade. Depois começar a ver onde podíamos arriscar um pouco mais. Se você for ver, hoje colocamos Ferreira quando todo mundo pensava em colocar um lateral. Por que? Porque sabem que todo o time dava garantias de poder jogar de um certo jeito. Então, a base estava sólida, o São Paulo sabia como jogar. Hoje tentamos algo diferente, porque temos a base do que construímos nos últimos quatro, cinco meses". Avaliação do jogo. "Quando falamos de ideia, de identidade, não falamos de jogar com três ou quatro zagueiros. Hoje, Carrascal, Plata e Lino jogavam dentro ou fora? Carrascal dentro. Então era mais fácil para o Sabino. Lino, fora ou dentro? Fora, então Cédric. Plata? Ferraresi e Arboleda. Então tinha que jogar no um contra um com Emerson Royal. A tarefa do Ferreira era defender e atacar, então você pode fazer esse tipo de coisa quando a identidade é muito sólida. Mas isso precisa de tempo. Então, tentamos. Hoje deu certo, jogamos bem. Como conversamos no intervalo, a chave do jogo era no um contra um". Continua após a publicidade Utilização da base. "Você sabe quantos atletas tinha no banco contra o Bahia? Faltavam dois. Sabe por quê? Eu prefiro ter menos gente no banco, mas com todos podendo jogar. Pode jogar o Paulistão, a Copa do Brasil... Eles precisam jogar. Então, é treinar e jogar. Como Maik recuperou da lesão? Jogando. Tem que jogar, nessa idade tem que jogar. E não porque veio de Cotia, e eu tenho muita admiração (por Cotia), mas porque tem que jogar sempre. Não é sobre selecionar todo mundo. Tem que chegar e ter facilidade de jogar, coisa que outros profissionais maiores não conseguem. Por exemplo, Negrucci: pode jogar? Não pode jogar, porque não tem idade. Gostaria, porque ele merece. Mas tem que jogar, tem que aprender, tem que tentar... Mas muitas vezes não temos espaço". Falta do Morumbis. "A gente tem que se adaptar. Claro, gostaríamos de jogar no Morumbis, mas temos que nos adaptar. Temos capacidade de adaptação. Vai ficar 'não posso jogar porque é na Vila Belmiro, e não no Morumbis'? Não, não, não. A vida é adaptação. É tentar seguir em frente. A gente gosta de jogar no Morumbis? Claro que gosta de jogar no Morumbis. Mas a situação é esta aqui. Tem que se adaptar". Crise recente. "Somos as mesmas pessoas, os mesmos que estamos lutando. Mas fico muito feliz com o presente do São Paulo. Chegamos aqui e falava-se em rebaixamento, hoje fala-se em lutar para chegar à pré-Libertadores. Muito legal, muito legal. A construção foi muito grande. Tem que confiar nos atletas, porque eles têm qualidade. Tem que ter confiança. Todos os dias se fala, aqui, que se não dá certo um jogo, outros têm que jogar. E se não der certo dois seguidos, aí tem que chegar os de Cotia, porque são a solução... Não, gente! Não é assim. Tem que construir uma identidade, uma segurança. E nas próprias características, aceitar que um atleta pode errar, que pode passar por um momento ruim. Tem que acompanhar, dar carinho, não deixar ele se preocupar por poder errar. A vida continua. Tem que ter equilíbrio emocional. A gente não fala do torcedor, de ninguém. Só fala da gente". 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