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Esporte Futebol Copa do Mundo Ancelotti chega à Copa com cardápio variado: posse, pressão e contra-ataque Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Colunista do UOL Morristown 03/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadores da seleção brasileira comemoram: gols têm cardápio variado Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes Carlo Ancelotti sempre foi um camaleão. Campeão inglês com recorde de gols, ataque de 103 marcados em 38 jogos, o que jamais havia acontecido e só seria batido pelo City de Guardiola oito anos mais tarde. Campeão italiano pelo Milan sem o melhor ataque nem a melhor defesa, no Bayern com o recorde nos dois critérios, no Real Madrid com o ataque mais positivo duas vezes, a defesa menos vazada apenas em uma de suas duas conquistas. A esfinge Ancelotti, o camaleão tático que saiu do jogo contra o Panamá dizendo que pode mexer no sistema e, mesmo assim, chamado de teimoso, pensa em como ter força na defesa e na parte ofensiva. Mas numa seleção que jogou só 11 vezes sob seu comando, apenas três com seus dois maiores talentos, Raphinha e Vinicius Júnior, não é simples encontrar uma identidade. Sem considerar a força dos adversários, a seleção de Ancelotti tem 24 gols marcados e nove sofridos em 11 partidas, média maior do que dois por partida e inferior a um sofrido. Nada mau. Josias de Souza Trump passa de 'aliado' de Flávio a maior estorvo José Fucs Por que cerco de Trump às facções é bom para o Brasil Narrativas em Disputa Tarifaço, Pix e o efeito na campanha de Flávio Wálter Maierovitch Trump libera fúria contra Netanyahu Seu cardápio de gols marcados é variado. Quatro nasceram pela direita, oito pela esquerda, 12 pela faixa central. Doze de construção com posse de bola, equivalente a 50%. Dois deles, desde o primeiro passe vindo do goleiro. Ou seja, o Camaleão Ancelotti gosta da posse de bola e sabe que nem sempre dá para ser assim. Daí, quatro gols de contra-ataque e cinco como resultado da marcação por pressão. Esta última característica é seu aprendizado com Arrigo Sacchi, do Milan bicampeão da Europa no final dos anos 1980, com Gullit e Van Basten, do incessante pressing , como chamavam os italianos à época. Daquela época, traz o aprendizado tático, mas também as lições políticas. Nunca se envolveu em polêmicas com Silvio Berlusconi, embora todos que o conhecem digam que nunca compartilhou das ideias de seu presidente. Também jamais as discutiu. Defensivamente, a seleção chega à Copa do Mundo com necessidade de melhorar a proteção pelo meio, por onde nascem 60% dos gols dos rivais. E das bolas paradas, responsáveis por 30% dos sofridos pelos goleiros da seleção. 11 JOGOS 6 VITÓRIAS 2 EMPATES 3 DERROTAS 24 GOLS PRÓ 10 GOLS CONTRA Continua após a publicidade TIPOS DOS GOLS MARCADOS - 24 Direita - 4 Meio - 12 Esquerda - 8 Posse de bola - 10 Construção desde o goleiro - 2 Pressão - 5 Contra-ataque - 4 Bola parada - 5 - Pênalti - 3 Alto - 1 Fora da área - 2 SOFRIDOS - 10 Direita - 2 Meio - 6 Esquerda - 2 Posse de bola - 1 Bola parada - 3 - Pênalti - 1 - Falta - 1 Pressão - 1 Contra-ataque - 4 Alto - 2 Fora da área - 1 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O que comer no café da manhã para ter mais energia e concentração Exército descarta ação militar de Trump, mas admite problema nas fronteiras Empresário compra prédio abandonado há 80 anos em SP e descobre relíquia Tarifaço ameaça US$ 4,1 bi em exportações e empurra Brasil para China Tarifaço, Pix e o efeito Trump na campanha de Flávio