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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Como time americano expõe contradição de política do governo Trump Rodrigo Mattos Colunista do UOL, em Miami (EUA) 21/06/2026 12h00 Atualizada em 21/06/2026 12h55 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Folarin Balogun celebra gol dos EUA contra a Austrália na Copa Imagem: John Dorton/USSF/Getty Images O Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável pelo controle de entrada no país, tem usado imagens do time de futebol em seus posts. Uma publicação com foto de jogadores em rede social dizia: "Defenda a pátria - uma nação, uma pátria, um time". Outra tinha uma foto do time inteiro e dizia "Construam o Muro", uma referência a divisão de fronteira que foi promessa do presidente norte-americano, Donald Trump. Esta foi posteriormente apagada. Casagrande Precisamos falar sobre Holanda e Japão na Copa Mauro Cezar Copa tem 4,5 min a mais de jogo do que o Brasileiro Milly Lacombe Neuer é uma marca; o Alisson não é esse cara Michelle Prazeres Raramente discurso de firmas se traduz em prática A questão é que a equipe de futebol dos EUA é formada em grande parte por imigrantes ou expatriados. Pelo menos um deles não teria cidadania norte-americana se as regras defendidas por Trump forem implementadas como ele pretende. Dos 26 atletas do grupo, 11 têm raízes recentes fora do país. Desses, seis nasceram fora dos EUA: Sergiño Dest (Holanda), Antonee Robinson (Inglaterra), Tillman (Alemanha), Rio Reyna (Inglaterra), Berhalter (Inglaterra) e Zendejas (México). São filhos de pais americanos, uma situação bem comum nesta Copa. Além deles, outros cinco nasceram nos EUA de pais ou ascendentes estrangeiros. São os casos de Tim Weah (filho de George Weah, ex-jogador liberiano), Ricardo Pepe (filho de pais mexicanos), Pulisic (família croata), Haji Wright (filho de pai ganês e mãe liberariana) e Florian Balogun. A situação de Balogun, centroavante titular americano, é a que representa a maior contradição para o governo dos EUA. Ele nasceu em Nova York quando seus país estavam vivendo temporariamente no país. A mãe é nigeriana, mas antes morava em Londres. Continua após a publicidade Trump assinou uma ordem executiva em janeiro de 2025 pela qual pessoas como Balogun não teriam direito a cidadania americana. Essa ordem foi questionada na Justiça, e irá a julgamento na Suprema Corte no meio deste ano. Ou seja, pela intenção do atual governo norte-americano, Balogun não poderia atuar pelo time americano. Ele poderia ter jogado pela Nigéria ou pela Inglaterra, mas optou pelos EUA. A publicação do Departamento de Segurança Interna recebeu críticas de políticos democratas de oposição. O Deputado Ted Lieu apontou em rede social: Caro Departamento, Vocês sabiam que o nosso centroavante é um cidadão americano por direito de nascimento? Vocês estão querendo tirar isso, certo." Ainda assim, o governo norte-americano usou a imagem do mesmo Balogun para promover as políticas anti-imigração. O jogador constava na foto usada pelo Departamento de Segurança Interna para pregar a construção do muro. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Rebeca confirma favoritismo e leva ouro no salto em volta às competições Morre Robson Barros, ex-paquito da Xuxa, aos 57 anos Polícia prende falsos motoristas que enganavam turistas em Guarulhos O que é a inflamação íntima que levou a cantora Pocah ao centro cirúrgico Corre menos e ocupa espaço: na rota do Brasil, o que o Japão tem de melhor