Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Alvo do Flamengo, Almada 'sumiu' no Atlético por ajudar pouco na marcação Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 25/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Thiago Almada, do Atlético de Madri, contra o Espanyol pelo Campeonato Espanhol Imagem: REUTERS/Bruna Casas O meia Thiago Almada, principal alvo do Flamengo no mercado de transferências, foi uma das grandes decepções da temporada no futebol espanhol. Contratado como estrela pelo Atlético de Madrid, por 25 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões), a pedido de Diego Simeone, ele não conseguiu triunfar no time colchonero. Almada, de 25 anos, foi um pedido de Simeone. O técnico argentino esperava fazer do meia um possível sucessor de Antoine Griezmann, que fez da temporada 2025-26 a sua última no clube onde virou lenda. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Um ano depois, o ex-jogador do Botafogo passou de aposta no futuro a negociável. Ele foi perdendo espaço no elenco do Atlético, primeiro por uma lesão, na Data Fifa de setembro; depois, por não conseguir se adaptar à forma do time jogar. No Atlético de Simeone, defender não é optativo, inclusive para os atacantes. Fechar os espaços do rival e pressionar saídas de bola em momentos específicos do jogo. Essa variação entre defender em bloco no próprio e encurralar o adversário perto de sua área requer um dinamismo e um esforço de marcação. Na avaliação da comissão técnica do Atlético de Madrid, faltou a Almada essa pegada defensiva. O jeito de jogar do clube madrilenho também não ajudou: no Botafogo e no Lyon o argentino recebia a bola perto da área para criar e desequilibrar os jogos; no time de Simeone, passou a ter menos tempo com a bola nos pés e passou a recebê-la mais distante das áreas onde podia influenciar a partida. Ele não foi o primeiro caso: o brasileiro Matheus Cunha também foi discreto em sua passagem pelo clube, por não ter características que se encaixavam com a forma como Simeone queria jogar. O português João Félix passou por um processo semelhante. A falta de uma posição fixa também atrapalhou: quando o time não tinha uma posição aberta na faixa central, Almada jogava como ponta. Neste sentido, a contratação do nigeriano Ademola Lookman complicou ainda mais as coisas — o nigeriano marcou nove gols e deu três assistências em 24 partidas. Números Escrita em números, a história de Thiago Almada no Atleti também não empolga: foram 40 jogos disputados, mais da metade deles começando no banco de reservas. Ele marcou quatro gols e deu duas assistências. Continua após a publicidade O número de participações em jogadas capitais é até parecido com o do argentino em passagem pelo Botafogo, onde foi destaque: 26 jogos, três gols e duas assistências. Só que, no clube brasileiro, ele tinha muito mais importância na construção dos lances. É justamente esse contexto que o Flamengo tenta explorar. A avaliação é que Almada continua sendo um jogador de enorme talento, mas que precisa atuar em um modelo que lhe dê liberdade criativa — algo muito diferente do papel que encontrou no Atlético de Madrid. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Trump compara IA à Revolução Industrial e anuncia futuro 'czar' do tema Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso