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Futebol Em crise com atacantes, Paraguai desafia abismo ofensivo contra a Alemanha Marcelo Belpiede Do UOL, em São Paulo 29/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Maurício pelo Paraguai no duelo contra a Austrália Imagem: Getty Images A segunda fase da Copa do Mundo promove hoje um verdadeiro choque de realidades ofensivas. Enquanto a Alemanha carimbou a classificação com o melhor ataque ao lado de Holanda e França, o Paraguai apresentou um desempenho extremamente limitado, dividindo com Austrália, Cabo Verde, Gana, Equador e África do Sul o posto de pior produção de gols daqueles que seguem na competição. O confronto eliminatório entre europeus e sul-americanos acontece às 17h30 (de Brasília), em Boston (EUA). É um desafio maravilhoso. O fato de o Paraguai ter chegado a esta fase já é muito significativo. Enfrentar uma das melhores equipes da Europa neste momento é uma conquista ainda maior do que teria sido na fase de grupos. É uma oportunidade de aprendizado, independentemente de nos classificarmos ou sermos eliminados. Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai, reconhecendo o favoritismo adversário. Gustavo Alfaro, técnico da seleção paraguaia, durante a Copa 2026 Imagem: REUTERS/Eloisa Lopez Casagrande Casemiro é quem mais corre, mas corre certo? PVC A relação entre Brasil e Texas em Copas do Mundo Aline Sordili ChatGPT aponta Brasil 2 x 1 Japão e Vini protagonista Josias de Souza Falta Bolsonaro se posicionar em barraco Números provam a disparidade Os alemães marcaram dez gols na fase de grupos e construíram uma média de 3,3 por jogo, impulsionados pelo massacre por 7 a 1 diante de Curaçao. Já o Paraguai só conseguiu marcar duas vezes, mesmo em uma chave sem a presença de um favorito destacado ao título, composta por Estados Unidos, Turquia e Austrália. O volume de arremates reforça a discrepância entre as equipes. A Alemanha é a sexta seleção que mais finaliza no torneio, com uma média de 17,7 tentativas por partida. No extremo oposto, o Paraguai figura como o sétimo pior no quesito, arriscando apenas 7,7 vezes por jogo. Atacantes decepcionam no Paraguai A tabela de artilheiros é mais uma prova do abismo ofensivo do confronto. Sozinho, o atacante alemão Deniz Undav marcou três gols nesta Copa — mais do que toda a seleção paraguaia somada. Para piorar a dor de cabeça da defesa sul-americana, Kai Havertz surge logo atrás com dois gols, mostrando a variedade de armas dos europeus. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Deniz Undav, da Alemanha, foi o herói alemão no confronto com a Costa do Marfim Imagem: picture alliance/dpa/picture alliance via Getty I Continua após a publicidade No Paraguai, a dinâmica expõe uma crise de identidade nos metros finais do campo : nenhum atacante de ofício fez gol no torneio. Os únicos dois gols da equipe foram anotados por Matías Galarza e o palmeirense Maurício, integrantes do setor de meio-campo. Dizem que somos uma seleção de terceira categoria, mas isso não me define. Este grupo superou muitas adversidades e mostrou que o futebol não depende da riqueza de um país. Nosso povo sempre supera as adversidades, e queremos representar esse espírito em campo Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai. Teimosia do técnico? Gustavo Alfaro não tem privilegiado aquele que demonstra uma produção um pouco melhor no Mundial. Maurício ostenta a maior média de finalizações da seleção paraguaia — com 1,5 por jogo, mas só disputou duas partidas na Copa, contra Estados Unidos e Austrália, entrando na volta do intervalo. Diante da Turquia, ele nem sequer foi utilizado. Do lado alemão, os números individuais de arremates também são bem mais robustos em comparação com os paraguaios. Três jogadores lideram o quesito no elenco: Florian Wirtz, Kai Havertz e Felix Nmecha, todos com uma média de 2,7 por partida. Mas o teórico favoritismo contra o Paraguai não impressiona Alemanha , que sofreu uma surpreendente derrota contra o Equador no fechamento da primeira fase quando já tinha a classificação assegurada. Continua após a publicidade Uma derrota nunca é boa, mesmo em um compromisso sem nada em jogo na fase de grupos. Precisamos superar isso e dar tudo para avançar Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Técnico vê Japão como 'zebra' e diz que não mudará identidade contra Brasil Eva Green se recupera após acidente no set de 'Wandinha', diz equipe Revoltado, presidente da Coreia do Sul pede investigação após queda na Copa Google alertou 11 milhões de pessoas antes de terremoto na Venezuela Tenente baleado em SP prestava concurso da PM no dia da morte da irmã Eloá