Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Presidente do São Paulo pede aprovação de contrato em áudio vazado Gabriel Sá Colunista do UOL 02/09/2026 12h12 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Harry Massis Jr., presidente do São Paulo, antes de jogo no Morumbis Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Um áudio enviado pelo presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, vazou na noite da última terça-feira (1º) e expôs a pressão da atual diretoria pela aprovação do contrato com a Ticketmaster. Na mensagem de voz, Massis pede que conselheiros e integrantes da imprensa ajudem a garantir que o acordo seja colocado em votação pelo Conselho Deliberativo e afirma que a paralisação do processo causaria consequências financeiras: "Não vai ter dinheiro pra pagar nada". A mensagem foi inicialmente enviada em um grupo interno da diretoria. O UOL apurou que Massis acabou encaminhando por engano o áudio para outras pessoas pelo WhatsApp, o que provocou o vazamento. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A Ticketmaster assumiria a venda de ingressos e a gestão do programa de sócio-torcedor do São Paulo pelos próximos cinco anos. O contrato já foi aprovado pelo Conselho de Administração, mas ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo. No áudio, Massis relata uma situação envolvendo o conselheiro Adilson Alves Martins, nome relevante da chapa de Situação, e Henrique Gomes, conhecido como Baby, líder da torcida organizada Independente. Segundo o presidente são-paulino, Adilson teria prometido a Baby que os direitos de imagem atrasados dos jogadores seriam quitados até o fim de setembro. Massis afirma que não autorizou a promessa. "Adilson parece que foi com o Baby, da Independente, que outro dia ligou pra ele, e ele falou isso. Prometeu que até o dia 30 de setembro estaria tudo pago. Eu nunca falei isso com ninguém", afirma Massis no áudio. Na sequência, o presidente diz ter questionado Adilson sobre a promessa. "Acho que ele percebeu a bobagem que ele fez e me ligou em seguida. 'Ah, desculpa, eu não tive jeito'. Falei: 'pô, mas você pode fazer isso, não tem autorização', mas o estrago já tinha sido feito. O Baby colocou na rede social da Independente, todo mundo que acompanha viu e 'tão' direto agora falando isso", relata. Continua após a publicidade Massis então pede ao assessor que inicie uma mobilização para que o contrato com a Ticketmaster seja colocado em votação no Conselho Deliberativo. "Agora eu preciso que vocês, todos vocês da mídia, ajudem a fazer o presidente do CD colocar na pauta para ser votado. Se segurar e não for votado nós não vamos cumprir nada, não vai ter dinheiro pra pagar nada, entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar, aí recai sobre a minha pessoa", completou o presidente. Guerra política O vazamento ocorre em meio a uma disputa política nos bastidores do São Paulo em torno do contrato com a Ticketmaster. O acordo passou a ser questionado por conselheiros e também pela NewC, empresa dinamarquesa que participou da concorrência e acabou perdendo a disputa para a Ticketmaster. Diante dos questionamentos, Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo, criou uma comissão para analisar o contrato. O grupo é formado por quatro conselheiros e passou a avaliar os termos do acordo antes que o tema seja submetido ao plenário do Conselho. Continua após a publicidade A criação da comissão atrasa a votação do contrato. Enquanto isso, a diretoria de Harry Massis defende que a aprovação ocorra o quanto antes, principalmente pelo impacto financeiro que o acordo pode representar para o clube. Um dos principais pontos do contrato é a previsão de R$ 140 milhões em receita antecipada para o São Paulo. É justamente esse valor que, segundo Harry Massis, seria fundamental para colocar em dia os pagamentos atrasados de direitos de imagem do elenco. O contrato, porém, ainda depende da análise e da votação do Conselho Deliberativo. Até que o processo seja concluído, a diretoria não poderá contar com a antecipação prevista no acordo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Gabriel Sá por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino