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Análise dos Times

Inter

Principal

Motivo: O artigo foca na passagem de Paulão pelo Inter, detalhando o rebaixamento de 2016 e o impacto negativo na imagem do jogador, mesmo citando outros momentos positivos.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: A passagem pelo Fortaleza é apresentada como um reencontro com o futebol sob o comando de Rogério Ceni, com um leve viés positivo por essa redenção.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A experiência na China é descrita como um 'divisor de águas', com ganhos financeiros e técnicos, indicando um viés positivo.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: A conquista do Brasileirão é destacada, mas a saída é explicada por questões de inscrição, com um tom neutro a levemente positivo.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

renato gaúcho cruzeiro fortaleza rogerio ceni inter paulao guangzhou evergrande muriqui

Conteúdo Original

Paulão faz balanço dos 20 anos de carreira Aos 40 anos, comemorados exatamente nesta quarta-feira, o zagueiro Paulão se despede oficialmente dos gramados. Em entrevista exclusiva ao ge , o atleta anunciou a aposentadoria e fez um balanço da carreira, falou de arrependimentos e destacou a importância de Rogério Ceni na retomada de confiança no futebol. – Me considero um cara vitorioso. Se na visão das pessoas não fui um vitorioso porque o Inter caiu (em 2016), faz parte, não fui o primeiro, não vou ser o último. Mas dentro do que eu consegui alcançar, da realidade que vim, sou muito vitorioso – avaliou. A escolha de fazer o anúncio na data de aniversário não foi aleatória. O número 25 sempre acompanhou o zagueiro no uniforme e agora também marca o começo de um novo ciclo fora dos gramados. – Sempre joguei com a camisa 25 em homenagem ao meu aniversário e nada melhor do que no dia 25 ter outro renascimento para minha vida profissional pós-futebol. 1 de 4 Paulão atuou em 520 jogos na carreira — Foto: Douglas Henrique/RBS TV Paulão atuou em 520 jogos na carreira — Foto: Douglas Henrique/RBS TV Os próximos passos do agora atleta aposentado serão dedicados a projetos pessoais e a uma empresa de agenciamento que tem com o ex-atacante Muriqui . Ele fixou residência em Porto Alegre justamente para se manter próximo da filha Pietra, de nove anos. Então metalúrgico em Salvador, sua cidade natal, Paulão teve a profissão traçada na disputa de um campeonato amador, por meio do qual chegou ao ASA-AL. A partir de então, conquistou o Brasil. Em 20 anos de carreira, Paulão passou por 13 clubes, disputou 520 jogos e marcou 25 gols, destaque aos dois de bicicleta, por Inter e Fortaleza. Soma um título brasileiro, dois acessos, e títulos do campeonato gaúcho, mineiro, cearense e mato-grossense. Paulão marca de bicicleta e Inter vence o Goias no Beira-Rio Renato Gaúcho e a China Ao assumir o Grêmio, em 2010, Renato Portaluppi trouxe o zagueiro do Grêmio Barueri. Foi ele o responsável por impulsionar a carreira do jovem de 25 anos e dar o "empurrão" para o futebol chinês. – Venho para cá (Porto Alegre) com a sensação de "mudei minha vida". Estava muito entusiasmado e quando chega a proposta da China eu dizia para o Renato "não deixa os caras me vender". Ele chegou, disse que eu estava pensando só no hoje e não olhando para o futuro. Iria ser bom para mim. + "Caveirão": Paulão relembra apelido dos tempos de Grêmio Paulão reflete sobre arrependimentos na carreira A conversa funcionou, e Paulão foi vendido ao Guangzhou Evergrande, um ano após chegar na capital gaúcha. No exterior, atuou por dois anos e meio, descritos como um "divisor de águas" da carreira, tanto financeiro como de conhecimento técnico em campo. – Fazia pré-temporada na Europa, tive contato com jogadores como Drogba, Cristiano Ronaldo, Kaká. Saio de um jovem jogador para ser um jogador jovem, que conhece as limitações e qualidades. De volta ao Brasil Contudo, com a chegada do atacante Elkeson à China, o limite de estrangeiros foi atingido. Paulão não pôde ser inscrito nas principais competições da temporada. Negociou a saída do clube e acabou emprestado ao Cruzeiro. Pela Raposa conquistou o principal título da carreira, o Brasileirão de 2013. – Coisa de sul-americano, que não aceita ficar na reserva, ser agregador de grupo. Aquilo começou a apertar o coração porque eu ia para o jogo e sabia que não ia jogar e não é por causa da qualidade, mas pela inscrição. Pedi para ir embora – explicou. 2 de 4 Paulão foi campeão brasileiro pelo Cruzeiro, em 2013 — Foto: Douglas Henrique/RBS TV Paulão foi campeão brasileiro pelo Cruzeiro, em 2013 — Foto: Douglas Henrique/RBS TV Ao olhar para trás, Paulão coloca a volta precoce ao Brasil como um dos arrependimentos . Apesar da conquista pela Raposa, entende que a permanência no Guangzhou poderia ter aberto outras portas no futebol internacional. – Não era o momento, poderia ter vivido mais lá. Não estou falando que não foi importante voltar, mas se aguenta ficar mais cinco anos, poderia ter alcançado o mercado do Japão e o mundo árabe. Do céu ao inferno no Inter O que era para ser uma temporada no Brasil se tornou permanente. Paulão foi comprado pelo Inter no fim daquele ano e viveu o momento mais emblemático da carreira. Foi tricampeão gaúcho, teve lance comparado à Garrincha e marcou seu gol mais bonito no Beira-Rio, ao mesmo tempo participou do rebaixamento da equipe, em 2016. No início como capitão, como uma das lideranças, ficou marcado por parte da torcida pelo fracasso. O atleta diz até hoje não entender por que foi escolhido alvo e admite que o episódio impactou diretamente nas cobranças sofridas nos clubes sequentes. Veja também: + "Zagueiro-zagueiro", "Garrincha" e queda: Paulão deixa o Inter + Paulão analisa carreira e fala sobre nova perspectiva no futebol 3 de 4 Paulão viveu momento mais emblemático da carreira no Inter — Foto: Douglas Henrique/RBS TV Paulão viveu momento mais emblemático da carreira no Inter — Foto: Douglas Henrique/RBS TV – Já fiz essa reflexão várias vezes. Eu errei dentro de campo, mas teve gente que errou tanto quanto eu. Mas por que uma bola aérea me fez marcar tanto, um carrinho, o meu amarelo? Realmente não sei a resposta. Fomos umas das melhores defesas do campeonato. Se fosse pelo sistema defensivo, estávamos brigando pela Libertadores. E eu era zagueiro, capitão – contou. – Quando você está marcado por algo, tem que se provar a cada dia. Todo clube que eu fui após isso (rebaixamento) tive que provar a cada jogo que aquela imagem do descenso não passou só por mim, a responsabilidade também era minha mas não foi o Paulão que botou o clube nas costas e derrubou o Inter – acrescentou. Paulão relembra o rebaixamento com o Inter em 2016 Mesmo de contrato renovado, Paulão pouco atuou pelo Inter nas temporadas seguintes. Teve uma série de empréstimos para Vasco, América-MG e Fortaleza. O trauma sempre o acompanhou, inseguro dentro de campo, não conseguia ser mais ele mesmo. Eis que chega Ceni Foi sob o comando de Rogério Ceni no Fortaleza, em 2019, que Paulão diz ter se reencontrado no futebol. Com cobrança e confiança, o treinador multicampeão nos gramados devolveu ao zagueiro a gana de competir e o ajudou a lidar com o trauma. – O Rogério é um cara que traz as dificuldades e o crescimento que eu precisava na minha carreira. O tratamento dele era para um cara que precisava se "alimentar" mais de conhecimento. – Ali eu volto a ser competitivo, ter confiança e coragem de falar. Eu tinha muita insegurança no que eu poderia entregar, e foi justamente esse o motivo que me levou ao Inter, por ser um jogador determinado, sempre me entreguei, puxei responsabilidade em alguns momentos. Então ali eu volto a ser essa pessoa – contou. 4 de 4 Fortaleza, Flamengo, Ceni, Paulão — Foto: Natinho Rodrigues / SVM Fortaleza, Flamengo, Ceni, Paulão — Foto: Natinho Rodrigues / SVM A não renovação com o Fortaleza também foi apontada por Paulão como arrependimento , frente ao bom momento profissional e do clube. – Poderia ter criado esse lastro de uma história maior no Fortaleza. Depois de um tempo, a gente percebe que não era o momento, poderia ter permanecido, porque surgiu a oportunidade de renovação de contrato. Não chegamos a um acordo, e nem foi por questão financeira, como falaram na época, mas sim por projeto. Eu poderia ter brigado pelo projeto. Após o Fortaleza, Paulão ainda atuou por Cuiabá, Paysandu e North Esporte Clube, último desafio antes de bater o martelo sobre a aposentadoria.