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Torcedor da RD Congo faz-se de estátua durante os jogos em homenagem a mártir Em sua volta à Copa do Mundo depois de cinco décadas, a República Democrática do Congo terá o Yoane Wissa, de 29 anos, como uma das principais referências na linha de frente. Habilidoso e de técnica refinada, o atacante fez o Newcastle, da Inglaterra, desembolsar aproximadamente R$ 400 milhões para tirá-lo do Brentford na última temporada. Wissa nasceu na França e cresceu em uma comuna no entorno de Paris. No entanto, ao se profissionalizar, decidiu defender o país de seus pais, imigrantes congoleses. 1 de 2
Yoane Wissa, atacante da República Democrática do Congo — Foto: Nicolas Economou/Reuters Yoane Wissa, atacante da República Democrática do Congo — Foto: Nicolas Economou/Reuters Na adolescência, Wissa se dividia entre o rúgbi e o futebol — começou como goleiro. Primeiro, foi dissuadido pela mãe a virar jogador de linha. Ele levava jeito com as mãos e pés, e a possibilidade de construir carreira nos dois esportes exigiu que ele escolhesse um caminho. Por influência do pai, desta vez, ele prosseguiu no futebol. As boas atuações no futebol francês chamaram a atenção do Brentford, da Inglaterra. Em quatro temporadas, deixou sua marca com muitos gols e se tornou uma referência da equipe, a ponto de deixar o novato Igor Thiago no banco de reservas na temporada 2024/25. Foi somente depois da saída de Wissa que o atacante da Seleção ganhou espaço para fazer o ano mágico na Premier League, que o credenciou para chegar à Copa do Mundo. 2 de 2
Igor Thiago e Wissa (da direita para a esquerda), no Brentford — Foto: Divulgação: Brentford FC Igor Thiago e Wissa (da direita para a esquerda), no Brentford — Foto: Divulgação: Brentford FC Na temporada 2025/26, o Brentford não conseguiu segurar o jogador diante da oferta de 55 milhões de libras (R$ 400 milhões na cotação da época) do Newcastle, time que tem Bruno Guimarães e Joelinton. O desempenho na nova equipe, porém, foi prejudicado por uma grave lesão no joelho que o tirou dos campos por meses. O período de recuperação também afastou Wissa de jogos decisivos das Eliminatórias Africanas. Ele retornou a tempo de disputar a repescagem mundial contra a Jamaica e teve uma boa atuação no jogo que garantiu seu país no Mundial. Nesta quarta-feira, ele foi o melhor jogador do time congolês no amistoso de preparação para a Copa contra a Dinamarca, na Bélgica. Posicionado como segundo atacante, foi responsável pelas jogadas mais perigosas do setor ofensivo e atuou por 87 minutos. A partida terminou empatada em 0 a 0. A República Democrática do Congo faz parte do grupo K, que também conta com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A estreia está marcada para o dia 17 de junho, em Houston, contra a seleção de Cristiano Ronaldo. + Veja a tabela da Copa do Mundo + Simulador: como será a caminhada de cada seleção?