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Esporte Fala homofóbica de Abel pressiona o Inter e mina estratégia contra o Z-4 Guilherme Xavier Do UOL, em São Paulo (SP) 02/12/2025 12h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Abel Braga será o técnico do Internacional nas últimas duas rodadas do Brasileirão 2025 Imagem: Ricardo Duarte/Internacional A fala homofóbica de Abel Braga durante a entrevista de apresentação como técnico do Internacional, no último domingo, foi péssima para o clube gaúcho. Não só pela atenção desnecessária em momento difícil, mas por novos embates internos em meio à luta contra o rebaixamento. Eu não quero mais a p* do meu time treinando de camisa rosa, que parece time de veado Abel Braga Por essa fala, Abel está sendo denunciado por grupos da comunidade LGBTQIA+ no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Segundo eles, o treinador do Inter precisa ser punido de maneira exemplar. Wálter Maierovitch Alcolumbre flerta com crime de responsabilidade Carla Jimenez Michelle tem trunfo sobre enteados: o voto feminino Letícia Casado PL tenta domar clã Bolsonaro em reunião hoje Joel Pinheiro da Fonseca Quem pode conter o STF por fora é o Congresso Ambiente pesado Não é a primeira vez que um técnico do Colorado viraliza por fala preconceituosa em 2025. Em novembro, Ramón Díaz, cuja demissão recente motivou a chegada de Abel Braga, utilizou termos machistas em entrevista coletiva. "Isso temos que ter muito cuidado. Eu vou falar com o presidente. Não pode ser que, em um clube tão importante, se passe isso, o que aconteceu hoje. Porque foi incrível. O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens", disse Díaz. Na época, o Internacional precisou emitir uma nota oficial sobre o assunto. Dessa vez, o próprio Abel Braga pediu desculpas após a situação delicada. "Colorados e Coloradas, em primeiro lugar reconheço que não fiz uma colocação boa sobre a cor rosa durante na minha coletiva. Antes que isso se prolifere, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que define é caráter. O Internacional precisa de paz e muito trabalho. Vamo, vamo Inter", escreveu Abel Braga, em uma rede social. Mesmo com o pedido de desculpas, o estrago já estava feito. A recorrência do problema gera uma insatisfação interna no Colorado. Continua após a publicidade Relacionadas Cebolinha cita Copa e deixa futuro no Flamengo em aberto: 'Preciso jogar' Leila fica sem Libertadores e vê projeto de 3º mandato ficar em xeque Conmebol bate o martelo e define sede de final da Libertadores 2026 A fala homofóbica do comandante também atraiu uma atenção considerada desnecessária nos bastidores , segundo apurou o UOL . O tom de suposta brincadeira foi relevado por alguns, mas não todos. A volta de Abel Braga foi justamente para blindar o elenco nos dois últimos jogos do Brasileirão. Tanto que ele deixou o cargo de dirigente do Colorado para assinar contrato não remunerado e válido apenas para as jornadas decisivas. Dessa forma, com a reação de Abel Braga, o tiro acabou saindo pela culatra. Alguns jogadores também se incomodaram com a fala do treinador, já que os maus resultados não podem ser resumidos a brincadeiras, camisa rosa ou de qualquer outra cor. Internamente, o Internacional quer um elenco totalmente focado na fuga do rebaixamento. No momento, o Colorado está em 17º com 41 pontos, mesmo número do Santos, mas dentro do Z-4. Campeão mundial em 2006, Abel Braga é figura importante nos bastidores do Colorado. Os erros do ídolo, porém, podem custar caro. A chance de reverter esse ambiente de pressão, interna ou externa, é escapando do rebaixamento. Veja os últimos jogos do Internacional no Brasileirão São Paulo x Internacional - 3/12, às 20h, na Vila Belmiro Internacional x Red Bull Bragantino - 7/12, às 16h, no Beira-Rio Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Gordão da XJ mostra antes e depois após perder 115 kg: 'Não foi fácil' Morte de criança no AM: prints mostram médica assumindo erro em prescrição Náufragos sob fogo: a ordem que assombra o Pentágono Golpistas se passam por médicos e pedem pix à famílias de pacientes na UTI Morto por leoa: por que esquizofrenia não é motivo para confinar alguém?