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Só para assinantes Assine UOL Opinião Técnico italiano na Copa do Mundo exigirá preparo para corações brasileiros Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 09/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti e Danilo durante treino da seleção brasileira em Nova Jersey Imagem: MAURO PIMENTEL / AFP Carlo Ancelotti seduz jogadores de todas as nacionalidades. A série "Vai, Brasil", que está sendo produzida nos doze meses do técnco italiano, desde sua chegada ao Rio de Janeiro, tem uma informação valiosa na boca do lateral-líder Danilo, provável titular na estreia do Mundial: "Ele fala pouco, dá informações pontuais, específicas para as missões de cada jogo. A pergunta foi respondida depois de uma pergunta bem formulada. Se todos os jogadores ouvidos dizem que seu mérito é motivacional, Ancelotti seria uma espécie de Joel Santana moderno. Não é. Sua diferença está nos vídeos do pré-jogo Fala pouco, mostra nos vídeos o que pede em poucas palavras e poucas informações. O jogador entra em campo sabendo exatamente o que precisa fazer, depois de semana de treino de exrrema intensidade, com seus assistentes." Este é seu ponto preferido para fazer sucesso com jogadores de diferentes nacionalidades, em distintas nações, ganhar títulos em cinco países, também cinco Champions League nos clubes que mais valorizaram o torneio,, Milan e Real Madrid. Josias de Souza Donald Trump se afoga na própria saliva Casagrande Quero ter o prazer de ver o Brasil campeão de novo Alicia Klein É loucura achar que Neymar fará diferença Joildo Santos Cannes, prêmios e a ilusão da porta entreaberta Diz que entrega o que o clube e seu presidendente desejam. É um social democrata, sem jamais ter dito isto. Jamais desvendou seu pensamento político, mas é de um lugar de centro esquerda, a Emilio Romagna, e mesmo assim conviveu com Silvio Berlusconi por quinze anos de sua vida. Com Florentino Pérez por cinco temporadas, sem necessariamente admirá-lo, mas respeitando-o. Já entendeu como o Brasil sente a Copa do Mundo. A maior parte do país queria Neymar. Pois Neymar está aqui nos Estados Unidos e se vai jogar vai depender de sua condição física, de sua disciplina e da necessidade do time. Carlo Ancelotti é um italiano. Pragmático. Não vai fazer nada que não pense ser importante para sua equipe vencer. Questionado se precisa ser mais italiano do que brasileiro para ganhar a Copa, respondeu: "Brasileiro é genético, italiano é trabalho." Não quis dizer que brasileiro não trabalha nem que italiano não tem talento. Representa seu pensamento sobre o que precisa fazer para adaptar sua disciplina ao gosto estético do Brasil. Ganhar e jogar bem. As duas coisas? Talvez não dê tempo. São quatro anos sem trabalho, quatro técnicos diferentes depois de Tite, fragilidades que precisam ser corrigidias agora. Seu pensamento é fazer de Vinicius Júnior e Raphinha a dupla como foi Bebeto e Romário, o time brasileiro de seu imaginário, o que o venceu como assistente técnico de Arrigo Sacchi há 32 anos. A equipe trabalhava para Bebeto e Romário brilharem. Se ele conseguir, Raphinha e Vinciius repetirão o que houve nos Estados Unidos, campanha do tetra. Mas Endrick pede passagem. Atenção até para a possível mudança de paradigma durante a Copa de 2026. Ancelotti adoraria ganhar os oito jogos e ser campeão do mundo. Mas não está nem aí para o risco de começar mal. "Para ele importa terminar bem", diz o jornalista italiano Enzo Palladini. Continua após a publicidade Isso vai doer nos corações brasileiros. Pode doer muito e até trazer consequências para o jeito de Ancelotti pensar. Acima de tudo, ele precisa entender em que lugar está e o Brasil anda sendo um país bem difícil, em que compreender é verbo transitivo indireto-indireto: "Compreender por quê?" Mesmo assim, Ancelotti será o técnico ítalo-brasileiro, pragmático tentando jogar bem, obrigado a atender aos pedidos da nação e, simplesmente, ganhar a Copa do Mundo. Para isso, impressonar seus jogadores. Discurso simples, poucas palavras, informações pontuais. Não é um motivador, é um tático que motiva, porque informa. E este o técnico italiano, esfinge que o Brasil ainda espera compreender Antes de aplaudir ou de xingar. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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