Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que a Copa Feminina no Brasil vai ser revolucionária Milly Lacombe Colunista do UOL 24/07/2026 12h05 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Novo uniforme da seleção brasileira feminina Imagem: Divulgação/Nike/CBF No dia 24 de junho de 2027 será dado o pontapé inicial da Copa do Mundo feminina no Brasil. Serão 32 seleções, 64 jogos, e o nosso time entra na disputa com chances reais de levantar a taça. Seria a primeira estrela, e seria também a volta por cima em uma história de apagamentos, silenciamentos, abusos e mortes. Por mais de 40 anos o futebol feminino foi proibido no Brasil. Mulheres que ousassem driblar a lei eram presas ou espancadas. Mesmo correndo riscos, sempre houve aquelas que se negassem a escutar a proibição. Na década de 90, o futebol feminino passa a ser regulado e as Copas do Mundo da Fifa entram em cena. Fica apagada a Copa do Mundo de 1971, no México, quando o estádio Azteca reuniu mais de 100 mil pessoas para ver as partidas. Essa história está contada em um documentário na Netflix. O sucesso da Copa de 1971 foi determinante para que os donos da bola determinassem que sobre o jogo das mulheres se jogasse um véu. Foi uma decisão política deixar de realizar o torneio. O Brasil não mandou um time porque o futebol estava proibido por lei. Mas outros países mandaram e, na sequência, tiveram que desmontar seus projetos. O futebol feminino estava, por causa de seu sucesso, cancelado. Aos poucos, a partir dos anos 2000, o esporte foi se firmando. Países como China, Estados Unidos, Suécia e Noruega apoiaram o jogo, construíram idolatrias e abriram o mercado. Hoje, trata-se de um dos nichos que mais crescem no mundo. Agora, todos os rios convergem para esse oceano chamado Copa do Mundo feminina no Brasil. Todas as dores, as glórias, as derrotas, as vitórias, os apagamentos e os renascimentos. Mulheres que foram proibidas de jogar, as que apanharam da polícia, as que foram presas, as que foram abusadas. Todas nós entraremos em campo com o time de Cris Gambaré e de Arthur Elias. Quando o time estiver alinhado para escutar nosso hino, estaremos com elas: passado, presente e futuro. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Quando chegar ao Brasil, a Copa vai encontrar um país carente de paixão por uma camisa que nos represente culturalmente. As mulheres entrarão em campo para capturar e mobilizar essa força. Não precisarão fazer muito esforço, basta que ajam naturalmente, basta que sejam elas mesmas, que sigam atuando com o coração na ponta da chuteira. Os fados convidam a dançar aqueles que estão prontos, diz um ditado português. Quem não está pronto, os fados arrastam. Em 2027, aqueles que não estão prontos para o futebol feminino serão arrastados. E nada jamais será como antes. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Gretchen defende novo nariz de Simone após críticas: ?Está lindo?