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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Ancelotti volta ao Brasil e mostra que é letrado no blablablá Milly Lacombe Colunista do UOL 30/07/2026 09h28 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, técnico da seleção, na CBF Imagem: Samara Moumei/CBF Carlo Ancelotti voltou ao Brasil depois de uma temporada em sua residência canadense. Afundou a seleção e foi descansar nos lagos do Norte. O italiano não pode ser poupado de críticas. Fez uma Copa do Mundo vergonhosa, não assumiu a bronca logo depois da eliminação e correu para as colinas. É o treinador melhor remunerado do mundo, chegou com pompa para conduzir o Brasil ao hexa, aceitou ser o rosto por trás dessa campanha de marketing delirante e deve ser responsabilizado como o líder da debacle. Nas entrevistas que tem dado, Ancelotti repete que "o trabalho foi bem feito", que o Brasil jogou bem, que a eliminação não pode ser a única medida de avaliação. Eu concordo que não podemos julgar o trabalho pela derrota para a Noruega; devemos julgar pelo todo. Mas aqui nos separamos: o todo foi um constrangimento sem fim. Um Brasil recuado, defensivo, covarde, simplório, sem vida. Em todos os jogos foi o que vimos. Ganhar do Japão e do Haiti jogando como jogamos deveria ser motivo de revolta e não de celebração. Ancelotti está sugerindo nas conversas que vem tendo com a imprensa que as alterações contra a Noruega acabaram tirando do Brasil o controle do jogo. Não é verdade. O controle sempre foi da Noruega. As mudanças - ou mais exatamente a entrada de Neymar - de fato pioraram o que já era ruim. Agora ele fala em usar a base, em renovar, em começar de novo. Agora, Carlo? Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Essa renovação era para ter começado há um ano. Mas Ancelotti optou por manter a panela quente e aceitar fazer campanhas comerciais e repetir alucinadamente que o hexa, que nunca viria, estava logo ali. Neymar e seus parças seguiram dando as cartas, Ancelotti mostrou que não é tão sério quanto quer parecer e o resultado foi o esperado. Carlo Ancelotti no comando da seleção é um erro. Deveríamos corrigir essa rota imediatamente, mas não vamos. Ele seguirá recebendo um dinheiro que não se justifica, seguirá impondo sua filosofia defensiva e europeia, seguirá esvaziando a seleção masculina de sua identidade. As palavras, por mais belas que sejam, não têm sentido quando perdem a conexão com a realidade. Dizer que o trabalho foi bem feito é duvidar da nossa inteligência. Perder é ruim. Mas perder e sermos colocados no lugar de idiotas é ainda pior. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Flávio diz que aumento de Lula no Bolsa Família é 'comprar voto' dos pobres