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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Tom celebratório e afetivo: destaca títulos, devoção e identidade rubro-negra como bênção histórica

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: Citado apenas como adversário derrotado na final de 2001, em relato factual e breve

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

A relação entre o Flamengo e São Judas Tadeu é uma devoção antiga, carregada de fé, história e momentos decisivos que marcaram o clube. A devoção pelo santo intercessor das causas impossíveis se tornou parte da cultura rubro-negra. No vestiário do time, em jogos importantes, costuma haver uma imagem de São Judas Tadeu antes da partida, como um ritual de proteção. Esse vínculo se formalizou também no calendário: 28 de outubro, data cultuada na Igreja Católica como dia de São Judas Tadeu, tornou-se oficialmente o "Dia do Flamenguista", por lei municipal sancionada em 2007. E a devoção segue viva até hoje — torcedores lotam a Igreja de São Judas Tadeu no Cosme Velho em momentos decisivos, pedindo pela vitória do time e reafirmando a fé no seu padroeiro. ➡️ Flamengo acerta renovação de Danilo até o fim de 2027 📲 Tudo sobre o Mengão agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Flamengo Tudo começou nos anos 1950, quando o Flamengo vivia um longo jejum de títulos — sem vencer o Carioca desde 1944. Foi então que o Padre Góes, pároco da Igreja de São Judas Tadeu no Cosme Velho, interveio espiritualmente: celebrou missas com os jogadores, pediu que eles acendessem velas e rezassem ao santo e declarou que o título estava ao alcance, desde que a fé os acompanhasse. Em 2001, durante a final do Campeonato Carioca contra o Vasco, o locutor Washington Rodrigues — o lendário Apolinho — profetizou com sua voz inconfundível: "E acaba de chegar São Judas Tadeu". Pouco depois, Petkovic marcou de falta e garantiu o título, eternizando a frase na memória da Nação. Na nova cobertura de pinturas que o muro da Sede do Flamengo na Gávea recebeu em celebração aos 130 do clube, lá está a homenagem ao momento histórico que Apolinho e São Judas Tadeu eternizaram na história do Flamengo. O resultado dessa aliança mística não tardou a surgir: o Flamengo conquistou o Campeonato Carioca em 1953, e depois repetiu a dose em 1954 e 1955 — um tricampeonato histórico que muitos atribuem à bênção de São Judas Tadeu. Para celebrar, em dezembro de 1957, o clube entronizou a imagem do santo na sede da Gávea, em cerimônia liderada pelo próprio Padre Góes.