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Opinião Futebol 'Ancelotti foi uma vergonha, não deixou nada para seleção', diz Trajano Do UOL, em São Paulo 19/07/2026 10h57 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti "foi uma vergonha" na seleção brasileira e "não deixou nada" com a participação na Copa do Mundo 2026, afirmou José Trajano no Posse de Bola , do Canal UOL. Ao discutir o peso de processos mais longos em outras seleções, o comentarista disse que o Brasil se frustrou com a aposta em um técnico estrangeiro sem tempo para realizar um ciclo completo de Copa e sem enraizamento no futebol nacional. Nós temos que retomar essa conversa. Agora não dá para retomar porque tem contrato até 2030. Mas foi uma vergonha. Ele não deixou nada. A expectativa em torno dele era imensa. Um técnico vitorioso, ganhou, foi campeão em todas as ligas importantes da Europa, um sujeito que sabe lidar com grupo. E o que a gente faz agora? Nós temos um técnico estrangeiro que se deu mal, nos colocou em 11º lugar na classificação da Copa que ele dirigiu a seleção brasileira e tem contrato até a próxima Copa. É para insistir com ele ou começar do zero? José Trajano Janaína Figueiredo História e geopolítica entram em campo na final PVC O analfabetismo do futebol brasileiro Sakamoto Copa expôs como Brasil é humilhado por bets A Hora As tarifas e a decadência do império americano Trajano disse que a discussão vai além do "rótulo" de estrangeiro e passa por conhecer a cultura futebolística do Brasil. Para ele, um treinador de fora poderia funcionar se tivesse histórico de seleções e um plano de longo prazo, incluindo base e formação. Talvez a gente se concentrasse mais na nossa história, mais nos nossos sentimentos, mais nos nossos conhecimentos. Esquecer essas coisas, essa ideia de técnico estrangeiro. A não ser que esse técnico estrangeiro fosse um técnico habituado a lidar com seleções e Copas do Mundo e tivesse um planejamento para cuidar da base, um trabalho a longo prazo de formação. José Trajano Danilo Lavieri destacou a falta de paciência no Brasil e disse que técnicos elogiados fora poderiam "não sobreviver" na seleção. Ele citou Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, das finalistas Argentina e Espanha, respectivamente, apontando que ambos seriam "massacrados" no país diante de tropeços e entrevistas que relativizam a derrota. Nem o Scaloni nem o De La Fuente sobreviveriam no Brasil. O Scaloni, quando perde a primeira Copa América, já teria sido demitido. A gente não tem a calma do processo. No Brasil o Ancelotti já virou ultrapassado e tem um monte de coisa que a gente discute aqui porque nós não temos nenhum tipo de paciência para um processo que precisa. Danilo Lavieri Luiza Oliveira reforçou que "não tem garantia de ganhar de nenhuma forma" e defendeu que a seleção precisa escolher um caminho, mesmo com risco de derrota. Na comparação com a Argentina, ela disse ver uma identidade mais clara e um trabalho de continuidade que ajuda a blindar o elenco. Não tem garantia de ganhar de nenhuma forma. É melhor você perder tentando colocar algo da sua ideia, da sua identidade, ou você perder com 35% de posse de bola? O quanto você está mais perto de vencer? Se você acreditar em algo ou se você não acreditar em nada, é só ir mudando e contratando um treinador. Luiza Oliveira Continua após a publicidade Trajano retomou o tema, disse estar "muito decepcionado" e afirmou não apoiar a continuidade de Ancelotti. Ele também citou a discussão sobre nomes que já trabalham no Brasil, como Abel Ferreira, e disse que preferia Jorge Jesus pela familiaridade com o futebol local. Eu me decepcionei, eu estou muito decepcionado com o que houve com o Ancelotti. Quando ele chegou até eu achei legal. Mas eu confesso que estou muito decepcionado e não apoio a continuidade dele. José Trajano Para Trajano, o ponto central é o risco de a seleção perder a própria identidade de jogo com o técnico italiano. "Melhor perder com a nossa cultura", disse ele, ao defender que o Brasil volte a insistir em uma identidade de jogo, em vez de buscar atalhos a cada ciclo. Durante a cobertura do UOL para a Copa do Mundo de 2026, o Posse de Bola vai ao ar todos os dias, às 8h30. E, sempre que o Brasil jogar, teremos uma edição extra do programa após as partidas. Além disso, depois dos jogos das principais seleções, teremos edições especiais do Fim de Papo e do UOL News Esporte. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Celeiro de craques? Pré-candidata a deputada pelo PL é filmada agredindo entregador em MG Bortoleto bate rivais mais rápidos: 'Força de vontade falou mais alto hoje' Empresário desaparece após sair de bar em SP; carro blindado é encontrado Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 42 milhões; confira as dezenas