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O Mirassol joga fora de casa como se estivesse em casa e não importa se o estádio que o recebe está lotado ou se o adversário é gigante. Caçula da Série A, o time paulista comandado por Rafael Guanaes não se intimida e leva seus adversários à loucura. Assim foi mais uma vez na tarde de hoje no campo do Grêmio. Primeiro tempo equilibrado, de igual para igual, uma bela defesa de Walter, outra de Volpi para, nos acréscimos, Alesson abrir o marcador ao pegar rebote de bola na trave em cabeçada de João Victor depois de cruzamento de Reinaldo, em cobrança de falta pela direita. É claro que o Grêmio voltou forte no segundo tempo, mas a primeira boa defesa novamente foi de Thiago Volpi, porque o Mirassol estava firme na defesa e esperto no ataque. A frieza, a consciência com que o Mirassol se defendia era mesmo mesmo de exasperar quem jogava em casa e Kannemann, desesperado, procurava intimidar tanto o assoprador de apito quanto os adversários, sem sucesso. O Mirassol chegava ao G4, ao menos até amanhã, e o Grêmio ficava apenas três pontos à frente da Z4, sob risco de ver a situação piorar conforme os resultados da rodada. O jogo chegava aos 40 minutos e por mais que ficasse com a bola os gaúchos davam pouco trabalho a Walter. Pontadas esparsas mirassolenses ainda ameaçavam o 2 a 0. Por mero preciosismo, aliás, o Mirassol não ampliou aos 44, quando quatro atacantes primeiramente brincaram na área e, depois, Volpi fez grande defesa. Estivesse em campo e o goleador Chico da Costa não perdoaria. Seis minutos de acréscimos davam alguma esperança à aflita Arena Grêmio. Em Mirassol, ao contrário, o pessoal já está acostumado com a colossal campanha do time neste Brasileirão. Enquanto milhares vaiavam, três solitários visitantes aplaudiam com a faixa FÚRIA na arquibancada. 47.721 pessoas foram bravas para casa e três foram felizes. Lembremos que no primeiro o Mirassol goleou por 4 a 1.