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Esporte Futebol Copa do Mundo Corre menos e ocupa espaço: na rota do Brasil, o que o Japão tem de melhor Colaboração para o UOL 21/06/2026 11h14 Atualizada em 21/06/2026 11h54 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Kamada comemora gol do Japão contra a Tunísia Imagem: David Ramos/Getty Images O Japão segue no caminho do Brasil para a próxima fase da Copa do Mundo de 2026 . Ainda falta a última rodada da fase de grupos para definir os cruzamentos no mata-mata, mas no atual cenário a seleção pentacampeã mundial enfrentaria os asiáticos — que têm dado motivos para Carlo Ancelotti ficar preocupado com um possível confronto. Corre menos, porque tem organização O Japão é a 4ª seleção da Copa que percorreu a menor distância por partida. Contra Holanda e Tunísia, a seleção nipônica atingiu uma média de 49,3 km percorridos por partida. O número reflete a eficiência da movimentação dos jogadores em campo . A seleção também é a segunda da Copa com menos sprints: 41,5 tiros de alta velocidade por partida. Os dados são do SofaScore. Casagrande Precisamos falar sobre Holanda e Japão na Copa Mauro Cezar Copa tem 4,5 min a mais de jogo do que o Brasileiro Milly Lacombe Neuer é uma marca; o Alisson não é esse cara Michelle Prazeres Raramente discurso de firmas se traduz em prática O Japão mantém o seu retrospecto de fair play. A seleção é uma das participantes que não levou nenhum cartão na competição ainda. Ayase Ueda é o homem-gol da seleção. O atacante soma 16 gols em 40 jogos pelo Japão. A melhor média, no entanto, é de Koki Ogawa: 11 gols em apenas 16 jogos. O time teve uma boa distribuição de gols nos dois jogos da Copa. Foram 8 jogadores que participaram diretamente dos 6 gols marcados até aqui na Copa. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Jogadores do Japão aplaudem torcedores nas arquibancadas após vitória contra a Tunísia Imagem: David Ramos/Getty Images Intensidade no perde-pressiona A principal fortaleza do Japão está na intensidade. A equipe pratica muito bem o chamado perde-pressiona, ou seja, a pressão em cima do portador da bola da equipe adversária. A marcação é sempre justa e com perseguições longas se necessário. A organização sem bola é um trunfo. Continua após a publicidade A equipe asiática também é extremamente equilibrada no ataque. As ações acontecem de forma simétrica e o time consegue balancear muito bem ataques pela direita, centro e esquerda. Isso permite alargar o campo e abrir espaços nas defesas adversárias, principalmente entre laterais e zagueiros. O Japão tem superado as lesões que desfalcaram o elenco antes da Copa. A equipe chegou para o torneio sem três dos principais jogadores: Endo, Minamino e Mitoma. Além disso, o atacante Kubo também teve problemas físicos inclusive na estreia contra a Holanda e foi ausência contra a Tunísia. Apesar do cenário, a seleção japonesa mantém a mesma base e equilíbrio. Os Samurais Azuis jogam com três zagueiros e dois alas abertos - o esquema permite uma solidez defensiva junto a um poder de transição ofensiva. O destaque negativo japonês está no jogo aéreo defensivo. O jogo contra a Holanda reflete bem esse aspecto, quando Virgil van Dijk marcou de cabeça o segundo tento. A boa fase japonesa Vitória por 4 a 0 sobre a Tunísia foi a maior goleada do Japão em Copas na história. Até então, o melhor resultado havia sido contra a Dinamarca, na edição de 2010, quando venceu por 3 a 1. Continua após a publicidade A equipe nipônica não sabe o que é perder há 9 jogos e bateu times grandes — essa sequência inclui vitórias contra o Brasil e Inglaterra, em amistosos, e o empate contra a Holanda na estreia do Mundial. Contra seleções europeias, a última derrota do Japão foi na Copa de 2018, contra a Bélgica nas oitavas de final. Desde então, nos últimos ciclos, os Samurais Azuis jogaram 10 vezes contra europeus: com 8 vitórias e 2 empates (um deles contra a Croácia em 2022, antes de cair nos pênaltis). Todo o período é comandado pelo técnico Hajime Moriyasu, que assumiu após a Copa de 2018. Ele se tornou o primeiro treinador da seleção a ter contrato renovado após um Mundial. A torcida japonesa é um fator de destaque neste Mundial. Os torcedores nas arquibancadas têm marcado presença e, mais do que isso, surpreendido ao cantar e apoiar durante os 90 minutos com o tradicional grito: "Vamos, Nipon". O técnico japonês Moriyasu à beira do campo na Copa do Mundo de 2026 Imagem: Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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