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Goleiro do Guaporé, Luiz Henrique nasceu em Porto Alegre e volta ao RS para enfrentar o Ju Estreante na Copa do Brasil, o Guaporé, de Rondônia, desafia o Juventude nesta quinta-feira, no Alfredo Jaconi, pela vaga à terceira fase da competição. Dentro do elenco "cascudo" montado para a temporada, dois atletas têm raízes com o Rio Grande do Sul e usam a experiência no futebol gaúcho para ajudar os companheiros. De quebra, poderão matar a saudade de familiares. + Veja os duelos da 3ª fase da Copa do Brasil Herói da classificação na primeira fase, ao defender duas penalidades , Luiz fez a base no Cruzeiro-RS e ganhou projeção no Aimoré, onde disputou a Série D 2021. Com histórico de "pegador de pênaltis", ele traz no sangue o gosto pela posição, uma vez que pai, irmão e tio também eram goleiros, mas só ele virou profissional. Encontrará parte da turma no Rio Grande do Sul. – Quando nós pegamos o Juventude logo falei para os colegas que enfrentaríamos um clube da mesma proporção em questão de campeonato, pegado, de muita força e garra – contou o goleiro Luiz Henrique, 29 anos, natural de Porto Alegre. Diego Hoffmann, lateral do Guaporé, projeta duelo contra o Juventude pela Copa do Brasil Luiz faz dobradinha com o lateral-esquerdo Diego Hoffmann, 33 anos, paranaense que fixou residência em Farroupilha, cidade da serra gaúcha, onde mora com a esposa e o filho. No estado, tem passagens por Caxias e, brevemente, pelo Juventude, mas foi a camisa do Brasil de Farroupilha que mais vezes atuou, em 65 jogos. Na vida andarilha de jogador, Hoffmann atua um semestre dentro de campo e o outro trabalha com a esposa na empresa de itens de bebê. – Vamos precisar marcar alto o tempo inteiro, o que é difícil. Tem que saber, em momentos do jogo, cadenciar e ficar com a bola. A equipe está entrosada, por isso as vitórias estão vindo. Eles podem esperar muita entrega, na bola aérea e defensiva, vai ser um jogo disputado, pode ter certeza – projetou o lateral. Guaporé avança na Copa do Brasil em noite de herói do goleiro Luiz Henrique A dupla chegou ao Guaporé por indicação de colegas que atuavam pelo clube e, em três meses na cidade, já estão eternizados na história de uma equipe que nem sequer chegou à maioridade. Apoio na arquibancada Além da vaga à terceira fase e da chance de colocar mais R$ 950 mil nos cofres do clube, a dupla do Guaporé terá motivação extra para a partida: reencontrar os familiares, com quem estiveram juntos no Natal. 1 de 4
Luiz Henrique ao lado da mãe Vera Lúcia e dos irmãos — Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Henrique Luiz Henrique ao lado da mãe Vera Lúcia e dos irmãos — Foto: Arquivo Pessoal/Luiz Henrique A família de Luiz Henrique contratou uma van que sairá de Porto Alegre, e a esposa viajará do Rio de Janeiro, com os três filhos, para se juntar à torcida. No caso de Diego, o trajeto é mais simples, visto que Farroupilha fica a menos de 30 minutos de Caxias do Sul. A classificação histórica do Guaporé deu a possibilidade dos dois encontrarem a família antes do previsto. O elenco está no Rio Grande do Sul desde segunda-feira, o que gerou mais facilidade para encontros. – Será a primeira vez que minha mãe estará no estádio me acompanhando na Copa do Brasil. No pós-jogo vai dar tempo de um abraço, ficar um pouquinho com eles, porque já viajamos na sexta – disse Luiz. – Meu filho está feliz da vida. Quando classificamos, ele fez um vídeo emocionado, "meu pai vai vir me ver". Então, ir para casa, ver a família, não tem preço. É algo maravilhoso – contou Diego. 2 de 4
Diego Hoffmann passou o Natal com a esposa e o filho no RS — Foto: Redes Sociais/Diego Hoffmann Diego Hoffmann passou o Natal com a esposa e o filho no RS — Foto: Redes Sociais/Diego Hoffmann O lateral faz sua estreia profissional na Copa do Brasil (já atuou no sub-20), enquanto o goleiro é herói pelo segundo ano consecutivo, já que em 2025 também garantiu a classificação do Operário VG nos pênaltis. Ascensão meteórica Com sede em Rolim de Moura, cidade distante 480 quilômetros da capital Porto Velho, o Guaporé Futebol Clube homenageia o primeiro nome do território de Rondônia, da década de 1940. Curiosamente, há uma cidade gaúcha com essa mesma nomeação. O clube foi criado em abril de 2014 e profissionalizado em 2019. Desde então, vive uma ascensão meteórica. Em 2025, participou pela primeira vez da elite do futebol rondoniense e foi logo à final, o que lhe garantiu vaga inédita na Copa do Brasil, Série D e Copa Norte em 2026. O experiente elenco desta temporada tem média de 30 anos. 3 de 4
Luiz Henrique, goleiro do Guaporé — Foto: Arquivo pessoal/Sueli Rodrigues Luiz Henrique, goleiro do Guaporé — Foto: Arquivo pessoal/Sueli Rodrigues Até aqui foram 11 partidas, seis vitórias, três empates e duas derrotas, com 17 gols marcados e nove sofridos. A equipe é a atual terceira colocada do estadual , com vaga assegurada na semifinal. – A estrutura que vejo aqui, só vi no Criciúma, pelo tamanho do terreno, estrutura de academia, vestiário, alojamento, alimentação, suplementação, GPS, coisas que você só vê praticamente em times grandes – destacou Hoffmann. Tem jogadores experientes, das Séries A e B, buscados a dedo para estarem aqui, porque é um campeonato que está se tornando muito bom no cenário brasileiro. — Diego Hoffmann 4 de 4
Diego Hoffmann, lateral do Guaporé — Foto: Glauber Lima/Guaporé Diego Hoffmann, lateral do Guaporé — Foto: Glauber Lima/Guaporé O Guaporé chegou ao Rio Grande do Sul na segunda-feira e treinou no CT do Caxias. A tendência é que a equipe inicie a partida com formação similar a que enfrentou o Galvez-AC na primeira fase, com Luiz Henrique e Diego entre os titulares. – Acredito que não haja um destaque individual, o grupo abraçou a ideia do professor Márcio de ser unido e determinado. (...) Sabemos da grandeza do Juventude, que é forte dentro do Jaconi, mas já conquistamos uma classificação fora de casa e viemos para buscar nosso espaço no cenário do futebol – afirmou o goleiro.