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A corrida eleitoral pela presidência do Corinthians já começou. Nas últimas semanas, figuras políticas do Parque São Jorge passaram a se movimentar para lançar suas candidaturas e participar do pleito, previsto para o fim deste ano. Até o momento, cinco nomes já confirmaram suas pré-candidaturas. São eles: Sérgio Janikian, André Negão, Rozallah Santoro, André Castro e José Augusto Mendes. Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Sérgio Janikian atuou como diretor de futebol do clube por cerca de três meses durante a gestão de Roberto de Andrade, em 2015. Ele ficou marcado por uma declaração na qual afirmou que enfrentar o Guaraní, do Paraguai, pela Libertadores daquele ano seria um "presente de Deus". O Timão, porém, acabou eliminado pelo clube paraguaio. Sérgio Janikian em entrevista coletiva no CT do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians) Aos 58 anos, o economista foi eleito conselheiro trienal do Corinthians pela chapa Renovação & Transparência. No entanto, distanciou-se do grupo depois de votar a favor da expulsão de Andrés Sanchez, ex-presidente do clube alvinegro, em reunião do Conselho Deliberativo. Já André Luiz Oliveira, conhecido como André Negão, tentará vencer a disputa depois de concorrer ao pleito em 2023. Naquela oportunidade, foi derrotado por Augusto Melo, que sofreu impeachment e deixou a presidência em agosto de 2025. André Negão, de 66 anos, é um dos fundadores da chapa Renovação & Transparência. Ele exerceu a função de diretor administrativo durante os mandatos de Andrés Sanchez, além de ter sido vice-presidente na gestão de Roberto de Andrade, vice-presidente do Conselho Deliberativo e presidente da Comissão de Ética. André Negão (à esquerda) em entrevista coletiva ao lado de Andrés Sanchez (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians) André Castro também já concorreu à presidência do Corinthians. O gestor de investimentos de 46 anos participou da eleição indireta realizada em agosto de 2025, após a destituição de Augusto Melo, mas foi derrotado pelo atual presidente, Osmar Stabile. Ele está em seu segundo mandato como conselheiro trienal do Timão. Rozallah Santoro também é conselheiro trienal e integrou o grupo político que apoiou Augusto Melo na eleição de 2023. O empresário de 58 anos foi diretor financeiro no início da gestão de Augusto, mas deixou o cargo meses depois, sobretudo após o agravamento do caso VaideBet. Recentemente, saiu da chapa 82 (Movimento Corinthians Grande) e disputará a eleição por uma nova chapa, liderada por ele próprio. José Augusto Mendes, por sua vez, é o candidato menos conhecido entre os torcedores. Aos 66 anos, ele é conselheiro vitalício do Corinthians e atuou como secretário-geral do clube durante a gestão de Mário Gobbi, em 2014. Além disso, José foi um dos signatários do pedido de impeachment contra Augusto Melo. Da esquerda para a direita: Rozallah Santoro, André Castro e José Augusto Mendes. (Foto: Reprodução) O pleito alvinegro ainda pode reunir outros candidatos. A conselheira vitalícia Miriam Athiê já sinalizou que pretende disputar a eleição, mas ainda não confirmou sua pré-candidatura. O atual presidente do Corinthians, Osmar Stabile, também gostaria de tentar a reeleição. A candidatura do mandatário, no entanto, depende de uma discussão sobre o que determina o Estatuto Social do clube. Stabile entende que pode concorrer, mas a definição sobre sua elegibilidade ficará a cargo da Comissão Eleitoral. A eleição presidencial pode ser afetada pelo inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians. A investigação não tem prazo para ser concluída, mas pode chegar ao fim ainda neste ano e causar impacto, sobretudo se a Justiça decidir nomear um interventor. O pleito alvinegro está marcado para o dia 28 de novembro (sábado), no Parque São Jorge.