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Futebol São Paulo teme prejuízo e ficar sem comando no futebol se demitir Roger Pedro Lopes e Gabriel Sá Colunistas do UOL 20/04/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em meio à enorme pressão interna, o São Paulo respaldou Roger Machado e decidiu mantê-lo no comando do time depois da derrota de sábado diante do Vasco. Parte da razão da decisão envolve a conta sobre o prejuízo financeiro de uma demissão e um temor de que seja, caso ela aconteça, seja necessário reformular o departamento de futebol no meio da temporada Outra parte passa, naturalmente, pela análise técnica e pelo desejo de dar mais tempo ao treinador. Se demitido, Roger Machado seria o quarto treinador com valores a receber do São Paulo sem estar trabalhando no Morumbis — custaria R$ 2,1 milhões em multa rescisória. O clube ainda tem dívidas que ultrapassam, somadas, R$ 6 milhões com Hernán Crespo e Luis Zubeldía. Josias de Souza PT morde STF após Lula soltar mão de Moraes Sakamoto Horror de Trump é racional demais, e não loucura Luciana Bugni Tadeu, Ana Paula, luto e quando a tela não basta André Santana Krenak e Vanda Machado: o futuro ancestral é agora Em caso de demissão de Roger, o nome de Dorival Júnior é que aparece com mais força hoje dentro do Morumbis. O São Paulo também tem dívida com o treinador, de pouco mais de R$ 1 milhão. A pendência precisaria ser discutida e provavelmente seria incluída em um acerto. Considerando a forma como o executivo de futebol Rui Costa tomou para si o protagonismo na demissão de Hernan Crespo e na escolha e contratação de Roger Machado, a saída do dirigente junto com o técnico em caso de demissão é um cenário visto como certo no São Paulo. Caso ele aconteça, o clube terá também que arcar com a rescisão do profissional - o valor é inferior ao dos treinadores, mas ainda significativo. Para além da questão financeira, o São Paulo não tem hoje um plano nem potenciais nomes em estudo para o comando do futebol em caso de uma saída de Rui. Ela envolveria uma reestruturação do departamento no meio da temporada, apenas quatro meses depois da decisão de dar autonomia ao executivo no setor.. Seria necessário buscar no mercado outros profissionais para substituir quem foi de fato responsável pela maior parte do planejamento da temporada. O cenário político conturbado também deve gerar vários candidatos a ocuparem essa posição de forma estatutária — conselheiros, não remunerados, a exemplo do que aconteceu com Carlos Belmonte durante a gestão de Julio Casares. A posição viraria objeto de desejo, potencial moeda política e instrumento para aumento de pressão sobre o presidente Harry Massis Júnior, que começou a considerar ser candidato nas eleições de dezembro. Continua após a publicidade Por todos esses fatores, Roger Machado está, pelo menos por enquanto, mantido no cargo. No atual ambiente do São Paulo, entretanto, um resultado pode mudar tudo. O time volta a campo na terça-feira, para enfrentar o Juventude. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Tadeu, Ana Paula e luto: às vezes tela não basta para confortar quem sofre Horror que Trump promove é racional demais para ser tratado como loucura Pênalti bem anulado? Ex-árbitros analisam lance no fim de jogo do Palmeiras Haval H9: por R$ 95 mil a menos, SUV raiz da GWM já é ameaça real ao SW4 Israel repudia soldado do país que destruiu estátua de Jesus no Líbano