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Análise dos Times

Motivo: O time é apresentado como um dos principais, com título mundial e a participação de brasileiros com destaque.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Mencionado como a instituição que concedeu bolsas e onde os brasileiros atuam como atletas e técnicos.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Bárbara Lamonier Frederico Maradei Laura Maradei Marco Túlio Universidade de Westcliff California Allstars Rangers Sexy Lions Associação Atlética da Engenharia da UFU Universidade Federal de Uberlândia Pro Cheer League

Conteúdo Original

Brasileiros buscam espaço no cheerleading nos Estados Unidos As líderes de torcida são um dos símbolos da cultura esportiva dos Estados Unidos e estão presentes em praticamente todos os jogos, do esporte escolar às grandes ligas. Conhecidas pelos pompons, coreografias e gritos de incentivo, elas ajudam a empolgar torcidas e atletas nos estádios. Criado a partir dessa tradição, o cheerleading competitivo vai muito além da animação. A modalidade exige vigor físico e técnica apurada para realizar acrobacias complexas, como lançamentos de atletas, pirâmides humanas e movimentos semelhantes aos da ginástica artística — tudo sincronizado com música e coreografia. É nesse cenário competitivo de força e habilidade que brasileiros têm se destacado na América do Norte , com direito a título mundial. + Brasil traça nova meta após medalhas inéditas nos Jogos de Inverno: "Ser uma potência" 1 de 7 Bárbara Lamonier, uma das brasileiras que competem no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Luis Murcia/LMX Digital Media Bárbara Lamonier, uma das brasileiras que competem no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Luis Murcia/LMX Digital Media Seis brasileiros compõem atualmente a equipe de cheerleading da Universidade de Westcliff , na Califórnia. Eles se mudaram para os Estados Unidos com bolsas de estudos graças ao esporte e hoje atuam como atletas e assistentes técnicos da modalidade na instituição . Ao mesmo tempo, membros do grupo também competem pelo California Allstars Rangers , um dos principais clubes de cheerleading dos Estados Unidos e que conquistou o bicampeonato mundial em 2024 e 2025. 2 de 7 California Allstars Rangers campeões mundiais de cheerleading em 2024 — Foto: Arquivo California Allstars Rangers campeões mundiais de cheerleading em 2024 — Foto: Arquivo Brasileiros campeões mundiais Uma das brasileiras com destaque no cheerleading norte-americano, Bárbara Lamonier conheceu o esporte quando era estudante na Universidade Federal de Uberlândia. Convidada a compor o time Sexy Lions - nome da equipe de cheerleading da Associação Atlética da Engenharia da UFU - ela se encantou pela modalidade e passou a buscar novas possibilidades no exterior. — O esporte me conquistou porque o cheer muito desafiador. Sempre que você consegue acertar uma skill [habilidade] nova é um sentimento diferente, é uma conquista muito boa. E não só de elementos novos. É muito esforço quando a gente vai para uma competição e tem só uma chance de fazer tudo certo — declarou. 3 de 7 Bárbara Lamonier, uma das brasileiras que competem no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Arquivo pessoal Bárbara Lamonier, uma das brasileiras que competem no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Arquivo pessoal Há cinco anos, Bárbara conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de Westcliff para estudar Negócios enquanto pratica o cheerleading. No mesmo ano, entrou para o time dos Rangers e se tornou a primeira brasileira a competir no nível 7 do Campeonato Mundial de Cheerleading , em 2022. 🔎 O cheerleading internacional é dividido em sete graus de dificuldade - do nível 1 ao nível 7 . O patamar máximo é onde ocorrem as acrobacias mais complexas e onde as principais equipes do mundo competem. Frederico Maradei e a esposa dele, Laura, passaram pela mesma trajetória de Bárbara: conheceram o cheerleading na universidade, conseguiram uma bolsa de estudos e se mudaram para a Califórnia. Atualmente, os dois trabalham como assistentes técnicos da equipe de Westcliff e também são professores da modalidade em um ginásio perto da faculdade. — A gente fez dois anos como atleta aqui na Westcliff University, enquanto a gente fazia o mestrado. Quando a gente se formou, nosso treinador chamou para continuar no time como grad assistant, que é um estudante que ainda não é treinador, mas já atua como treinador. Depois de um ano, a universidade contratou a gente, e esse já é o nosso terceiro ano já como treinador assistente da equipe — explicou Frederico. Juntos, Frederico, Laura, Bárbara e o esposo dela, Marco Túlio, disputaram o Campeonato Mundial de Cheerleading em 2024 pelos Rangers. O quarteto participou da campanha do título, o primeiro da história de uma equipe com brasileiros no esquadrão . 4 de 7 Brasileiros brilham no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Brasileiros brilham no cheerleading nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Para Frederico, mais do que a chance de ganhar títulos, o ponto mais atrativo da prática do cheerleading é a inovação constante nos movimentos, com novas acrobacias aumentando cada vez mais o nível de dificuldade. — O fato de sempre ter alguma coisa nova que nunca foi feita é algo que me deixa muito animado pra continuar treinando — disse. "Tem uma combinação infinita de skills, que são as habilidades que você faz, que muita gente ainda não fez, sempre tem como deixar algo mais difícil no esporte. Sempre dá pra evoluir". Mais do que pompons A apresentação de uma equipe de cheerleading desportivo - ou atlético - é chamada de rotina . Cada rotina costuma durar até 2 minutos e 30 segundos. Nesse período, cada grupo deve mostrar diferentes tipos de acrobacia, como o lançamento de atletas - chamadas de flyers - para o alto, a montagem de pirâmides humanas e sequências de tumbling , com movimentos parecidos com o da ginástica artística, além da coreografia de dança. Além das flyers, outra posição de um atleta de cheerleading é a de base . As bases são responsáveis por erguer as atletas e por segurá-las depois dos lançamentos. 5 de 7 Westcliff University tem brasileiros no time de cheerleading — Foto: Westcliff University/Divulgação Westcliff University tem brasileiros no time de cheerleading — Foto: Westcliff University/Divulgação Frederico explica que cada elemento é avaliado por um jurado , que atribui pontos a depender da dificuldade e da execução dos movimentos. — Tem jurado que se especializa na parte de elevações, na parte de acrobacia, tem jurado que fica na parte do dance, tem jurado que olha o geral da rotina, se é uma rotina criativa, inteligente, onde as movimentações que estão ocorrendo estão fazendo sentido. Observam se a rotina está bem montada, segundo, se as pessoas estão fazendo as elevações e as acrobacias com um certo nível de limpeza e execução, se a gente tem um número mínimo de pessoas fazendo as coisas que deveriam fazer, se as habilidades estão no nível de dificuldade adequado ao nível deles ou não — afirmou. Segundo os brasileiros, a exigência física do cheerleading é grande, e a carga de treinamentos é intensa para atingir a perfeição nos movimentos. — É um esporte bem completo, atleticamente falando. Você trabalha o corpo inteiro, é bem de alta intensidade. Eu saio do treino morto. Até comprei um sensor pra medir calorias, e estou gastando de 1800 a 2200 calorias por treino — revelou Frederico. 6 de 7 Frederico Maradei cheerleading — Foto: Arquivo pessoal Frederico Maradei cheerleading — Foto: Arquivo pessoal Além da parte física, Bárbara Lamonier destaca que o lado mental é igualmente importante para o sucesso na modalidade. — É muito importante ter um mental muito forte e estar preparado para pressão, para imprevistos que podem acontecer no meio da rotina, e como você reage a isso. A gente treina bastante o emocional e o mental para conseguir realmente executar em um nível quase de perfeição. Eu diria que o físico é difícil, tem que treinar muito. Mas se tem o físico e não tiver o mental, também não dá certo — afirmou a atleta. Os brasileiros explicam que não recebem dinheiro para atuar pelo California Allstars Rangers - trata-se de uma equipe amadora, apesar do alto grau de dificuldade das acrobacias. A primeira liga profissional de cheerleading dos Estados Unidos, com pagamento de salário para os atletas, foi criada neste ano e conta com quatro equipes na temporada inaugural. Na Pro Cheer League , além da apresentação de rotinas completas, há disputas especiais, como duelos de velocidade para a formação de pirâmides, por exemplo. E no Brasil? No Brasil, as competições de cheerleading são regulamentadas pela Confederação Brasileira de Cheerleading Desportivo (CBCD) . A entidade tem sede em Belo Horizonte e também é responsável por selecionar os atletas que compõem a seleção brasileira da modalidade, chamada de "Team Brazil" . Em 2023, a equipe verde e amarela conquistou as primeiras medalhas no Campeonato Mundial da modalidade. Em 2016, o cheerleading foi reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e, desde então, há expectativas de que seja transformado em modalidade olímpica. 7 de 7 Time Brasil de cheerleading em 2023 — Foto: Vinicius La Porta - Sports XP Time Brasil de cheerleading em 2023 — Foto: Vinicius La Porta - Sports XP