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O Flamengo segurou um empate em 0 a 0 com o Estudiantes, em La Plata, pela partida de ida da semifinal da CONMEBOL Libertadores , na noite da última quinta-feira (15). Na coletiva após a partida, o técnico Alexandre Medina rasgou elogios ao desempenho da equipe e criticou a postura do time carioca.
"A análise não é positiva porque não vencemos, e queríamos vencer. Mas acho que a equipe jogou muito bem. Jogamos da maneira que o Estudiantes queria, e o que faltou para vencer foi eficiência, marcar gols. Tivemos as melhores chances; eles não criaram nada contra nós, e Muslera não fez nenhuma defesa”.
“E essa foi a chave. Defensivamente, fomos muito sólidos, mas no ataque, faltou calma, precisávamos trocar passes no campo adversário. O adversário foi muito físico e cometeu muitas faltas. Não foi um jogo bem disputado; houve faltas táticas de ambos os lados”.
“E eles não receberam alguns cartões que deveriam ter recebido. Mas estamos em uma semifinal da Copa Libertadores; ninguém vai nos dar nada de graça. Faltam 90 minutos para a classificação. Mas, no geral, estou satisfeito porque não tivemos nenhum dia fácil”.
O treinador contou ainda que ficou surpreso com a notícia de que não poderia escalar o zagueiro Marcos Rojo no confronto após a Conmebol não aceitar a inscrição do atleta .
"Descobri quando estava prestes a sair para a concentração da equipe, quando já tínhamos o plano de jogo definido. Marcos Angeleri me ligou para dizer que Rojo não poderia jogar hoje. Com o passar das horas, surgiu a possibilidade de o liberarem, porque não entendíamos a situação interna, por que não o estavam liberando”.
“E ainda não entendo muito bem. Deve ter algo a ver com o departamento jurídico. É um choque, principalmente porque viemos com a mentalidade de jogar uma semifinal da Libertadores com tudo definido e ter que esperar para ver se ele seria liberado ou não... é inconveniente. Mas simplesmente dissemos aos jogadores quem jogaria e, se Rojo não jogasse, Funes Mori jogaria; não havia muito mistério. E foi o que acabou acontecendo”, explicou.
Na sequência, Medina voltou a destacar a ausência de grandes chances do Flamengo, disse que “tem o que é preciso” para se classificar para a final da Libertadores e detonou até mesmo o calendário argentino, destacando a dificuldade de equipes do país em competir na Libertadores contra a hegemonia de equipes brasileiras.
"Jogamos muito bem defensivamente, porque o Flamengo não criou nenhuma oportunidade de gol... É um time com muitas opções, que ataca por todos os lados. Hoje, eles não conseguiram sequer um chute a gol. Isso diz muito sobre a nossa organização defensiva”.
“Fechamos muitos espaços para eles e eles não encontraram nenhuma brecha. Fizemos uma partida muito boa, digna de uma semifinal. É assim que se joga uma semifinal. E vamos tentar fazer outra grande partida no Maracanã e garantir a classificação, porque temos o que é preciso", analisou o técnico uruguaio.
Medina também aproveitou a coletiva de imprensa para expressar sua indignação sobre "uma questão que ele considera repetitiva".
“Há muitas situações que não ajudam. Aí dizemos que queremos que os times argentinos possam competir internacionalmente...somos o único time argentino competindo contra três times brasileiros, sabendo do poder econômico e político que eles têm”.
“E estamos nos sabotando mutuamente. Mas que isso sirva de lição para o futuro. Excluo o Estudiantes. Se algum time chegar às semifinais, espero que tenhamos a opção de suspender uma partida no campeonato, que isso seja decretado por lei. Qualquer time argentino que chegar às semifinais, nós o ajudaremos com o calendário."
"Ficamos devastados com o calendário: a final da Supercopa, a Copa Argentina e por aí vai. Perdemos jogadores, nos desgastamos muito. Sem falar na questão política das autorizações. Não tenho provas, longe disso, mas há indícios de que, se fosse outro clube, as coisas teriam sido conduzidas de forma diferente. Não tenho provas, mas também não tenho dúvidas”.
"Não se chega a esta fase todos os dias. Não é comum chegar a uma semifinal da Libertadores. Mesmo assim, todo o clube entendeu a nossa situação e o que precisamos fazer para passar desta fase eliminatória. Não conquistamos nada de extraordinário, mas mostramos caráter e personalidade, todos juntos”.
“Estamos todos juntos nisto, sem recriminações ou procurar culpados, cientes de que existem situações que têm dificultado o desenvolvimento normal de uma equipe de futebol. E continuamos de pé, continuamos fortes. Hoje queríamos e precisávamos vencer, mas acho que saímos mais fortes, principalmente por causa do que aconteceu antes da partida”.
“Voltamos para o Brasil com uma boa sensação, porque acho que temos a chance de fazer um grande jogo e garantir a classificação", concluiu o treinador.
Bahia (F): 18/10, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão
Estudiantes (C): 22/10, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores , ao vivo no plano premium do Disney+
Atlético-MG (C): 26/10, 20h (de Brasília) - Brasileirão