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FIFA apresenta os três mascotes da Copa do Mundo 2026 A Fifa divulgou nesta quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo de 2026, que chegou a um acordo com a Fifpro (sindicato internacional dos atletas) sobre um Memorando de Entendimento na intenção de criar cooperação entre as duas organizações. O acordo entra em vigor neste dia 10 de junho e vale até 31 de dezembro de 2031. Um dos principais pontos está na punição a clubes por atraso nos salários dos jogadores, como explica a nota do sindicato. — Os jogadores também se beneficiarão de mecanismos para garantir a aplicação de seus direitos. Clubes que não cumprirem obrigações contratuais enfrentarão consequências esportivas e financeiras mais rápidas e eficazes, enquanto dívidas pendentes acumularão juros de 8%. Quando os clubes não pagarem os salários e as autoridades nacionais do futebol não tomarem providências, os jogadores terão um canal mais direto para recorrer à FIFA, ajudando a garantir que as decisões vinculativas sejam efetivamente implementadas , independentemente do país em que atuam profissionalmente. De acordo com a divulgação da Fifa, o memorando prevê mudanças na governança do futebol profissional, com o sistema de transferências e os padrões de bem-estar dos jogadores a serem acordados coletivamente. Essas combinações serão feitas pela Plataforma Global de Diálogo Social, criada pelo acordo e presidida pela Fifa. Por mais que a entidade tenha a presidência da plataforma, a Fifpro tem poder de veto e futuras alterações no sistema de transferências serão baseadas em consenso. + Escalação da Seleção: Ancelotti indica Danilo e Alex Sandro nas laterais para estreia na Copa 1 de 2
Infantino em coletiva de imprensa no México antes da abertura da Copa do Mundo — Foto: Leonardo Lourenço / ge Infantino em coletiva de imprensa no México antes da abertura da Copa do Mundo — Foto: Leonardo Lourenço / ge + Infantino lamenta veto a entrada de árbitro da Copa nos EUA: "Não somos os reis do mundo" Segundo o acordo, jogadores de futebol terão participação reconhecida no valor gerado pelas próprias transferências. Quem ganhar menos de 150 mil euros por ano (quase R$ 900 mil na cotação desta quarta), terá garantida uma participação direta no valor da transferência. Isso será feito por meio de um pagamento mínimo obrigatório de 5% pelo clube vendedor. Calendário e apoio financeiro em debate De acordo com a Fifpro, ela terá voz ativa para definir os padrões nos períodos de descanso, como o intervalo entre as temporadas, janelas de recuperação e tempo mínimo entre os jogos. Isso estará presente nos calendários de jogos internacionais a partir de 2030. Haverá também o relançamento do Fundo de Apoio da Fifa a Jogadores de Futebol Profissional, com um orçamento de 20 milhões de dólares (R$ 103 milhões) até 2029. Ele é voltado para clubes insolventes ou falidos que não conseguem cumprir suas obrigações financeiras Entre as áreas de colaboração das duas partes está também o incetivo na distribuição de parte "justa e adequada", segundo a Fifa, dos prêmios em dinheiros das competições profissionais da entidade aos jogadores. Haverá também o desenvolvimento de um quadro global de normas mínimas para as seleções nacionais femininas. + Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos 2 de 2
Gianni Infantino, presidente da Fifa, em evento de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027 — Foto: Buda Mendes - FIFA / FIFA via Getty Images Gianni Infantino, presidente da Fifa, em evento de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027 — Foto: Buda Mendes - FIFA / FIFA via Getty Images + Simulador da Copa do Mundo: marque seus palpites Caso Lassana Diarra tem impacto no acordo Outro ponto importante do memorando está relacionada ao caso Lassana Diarra, que o ge apontou em outubro de 2024 que poderia revolucionar o futebol . Segundo a entidade que representa os atletas, eles não poderão mais ter sua remuneração reduzida por encontrarem um novo clube após serem submetidos a tratamento injusto. Quando os clubes não cumprirem suas obrigações, os jogadores terão direito a receber a remuneração contratual integral devida e poderão também ter acesso a penalidades adicionais e indenização por danos em casos de conduta abusiva. + Ancelotti, 67 anos: veja 10 fatos que talvez você não saiba sobre o técnico da Seleção Entenda o caso Lass Diarra que pode mudar completamente o mercado de transferências + Parreira detém recorde de participações em Copas do Mundo; veja quem pode alcançá-lo Outra forma de tentar proteger os jogadores está no ponto que trata das práticas abusivas dos clubes. Segundo ela, seriam: obrigar jogadores a treinar separado como forma de pressão, reter passaportes ou abusar dos procedimentos de inscrição. Todos estão "expressamente proibidos". O acordo faz parte de concessões feitas pela Fifa por pedidos realizados pela Fifpro há muitos anos. Como consequência, o sindicato aceitou retirar as queixas que havia apresentado contra a entidade máxima do futebol mundial na Comissão Europeia.