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Foi um dia que colocou em prática o lema de qualquer começo de temporada: equilibrar a tradição com a pressa do futuro. No empate sem gols com o Red Bull Bragantino, o Santos viu Miguelito, de volta ao elenco após passagem pelo América-MG, começar no banco. Aos 15 minutos da segunda etapa, ele saiu para a entrada de Rollheiser, uma mudança que acendeu o estádio em Itaquera. A torcida respondeu com vaias à decisão de Vojvoda, que explicou a alteração na coletiva dizendo que quis manter Lautaro entre os mais adiantados para manter o time ofensivo; a entrada de Rollheiser buscava explorar espaços, com Matheus Xavier entrando pelo lado esquerdo para dar velocidade ao setor. [ ] Enquanto isso, o dia também traça o mapa da temporada 2026: o Santos, apesar da história, encara o Brasileirão com o peso de uma sequência de altos e baixos. O clube é oito vezes campeão nacional (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004), mas carrega um jejum de 22 anos sem o título. Em 2023 foi rebaixado à Série B, conquistou o título da divisão em 2024 e retornou à elite na temporada anterior. Para 2026, a equipe tem pela frente a estreia no Brasileirão contra a Chapecoense; no Paulista soma seis pontos e aparece fora da zona de classificação às quartas. As perspectivas passam pela chegada de Gabigol e Gabriel Menino, além do retorno de Miguelito, com a aposta na promoção de jovens da base. [ ] Entre a memória dos títulos e a esperança de renovação, o dia do Santos parece sintetizar um momento de transição: firme no passado, aberto ao futuro e movido pela energia da torcida que continua sonhando com novas páginas de glória. [ ]