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Foi um dia de Vasco em silêncio tenso e depois em alerta. Fernando Diniz, que completa seis meses à frente do time, começou o ciclo com a cobrança de reação em meio à terra arrasada do clube: o Vasco havia passado oito jogos sem vencer na temporada, ainda sob o comando de Fábio Carille e Felipe, e vinha de vexames contra Puerto Cabello e Vitória, o que levou à demissão do diretor de futebol Marcelo Sant’Anna. A impressão geral era de que a panela precisava de fogo alto para não ferver; o ge, ao avaliar o período, enfatizou a urgência de equilíbrio e evolução [ ]. Quem apareceu com força de gol foi Rayan, que passou a encabeçar a temporada com 12 gols no Brasileirão, tornando-se o quarto maior artilheiro da edição, enquanto Coutinho reapareceu como maestro do meio-campo, ajudando a equipe a conseguir mais posse de bola e aproximação ao gol adversário. Em paralelo, o Vasco foi mostrando que não dá para adiar a solução de certos problemas: houve tentativas de manter Vegetti como opção, e as mudanças no meio-campo com Nuno Moreira e Coutinho renderam frutos, mesmo com dúvidas sobre o ataque ao lado do trio Nuno/Coutinho/Rayan. O clube também abriu espaço para novas peças na janela, com Pedrinho defendendo a linha de contratações sob a direção de Pedrinho e Felipe, além de ainda manter conversas com figuras como Robert Renan, Andrés Gómez, Matheus França e Thiago Mendes para reforçar o elenco. O conjunto dessas decisões ajudou o Vasco a avançar no Brasileirão e a sonhar com a Copa do Brasil de 2025, ainda que as derrotas recentes tenham freado o ímpeto, e mesmo com críticas como a de que algumas escolhas podem ter sido equivocadas. "Não vender, sob hipótese nenhuma", repetia o atacante alvo das expectativas, segundo a própria condução da diretoria. O texto do GE reforça que, em meio a altos e baixos, a soma de peças e a continuidade do trabalho foram os pilares da oscilação que o time vem apresentando neste ponto da temporada [ ]. Entre vitórias expressivas - como goleada histórica em casa em outra competição - e derrotas que estremeceram a confiança, a equipe mostrou que pode crescer quando os pilares do time se encaixam. Rayan virou, no período, uma referência de gols; Coutinho, recuperado de lesões, passou a ser o maestro que o time precisava. O balanço de 180 dias, segundo o GE, aponta que houve uma arrancada do Vasco entre setembro e novembro, com seis vitórias, três empates e apenas uma derrota em dez jogos, o que ajudou a afastar o risco do Z-4, aproximando o clube de manter-se no G-7 e até chegar às semifinais da Copa do Brasil. Ainda assim, as dúvidas sobre o encaixe do ataque com a dupla de volantes, entre Bento (ou 华) e Barros, ficaram na mesa, assim como a insistência em certos veteranos que geraram questionamentos entre a torcida. A leitura é a de que o caminho traçado por Diniz está longe de ser definitivo, e o técnico terá de manter o foco para consolidar o time na próxima fase da competição e na busca pelo bicampeonato da Copa do Brasil. [ ]. Enquanto o time tratava das partidas seguintes, o calendário também trouxe uma reforma significativa para o estádio: o gramado de São Januário ganhou uma nova cara para receber jogos decisivos e cumprir padrões da Conmebol e da CBF. O plantio da Bermuda Celebration foi anunciado, com previsão de conclusão até o dia 28 de novembro, para que o Vasco possa atuar com condições equivalentes às do CT Moacyr Barbosa. O processo envolve colheita de rolos de grama em Saquarema, aplicação de herbicidas, remoção da antiga cobertura vegetal e correção de solo para a nova grama enraizar rapidamente. A previsão é de que a nova grama esteja pronta para o jogo contra o Internacional em casa, mantendo a continuidade do cronograma sem games no estádio até aquele momento. A iniciativa também abre a possibilidade de reaproveitar a nova grama em outros locais de treinamento. A leitura é de que o estádio de São Januário, pela primeira vez em muito tempo, recebe investimentos que combinam planejamento, tecnologia e ambição de continuidade. [ ].