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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte O Bola de Ouro Dembélé ilumina a França e destrói os vikings Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 26/06/2026 18h16 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Dembélé faz três gols na vitória contra a Noruega na Copa do Mundo Imagem: MB Media/Getty Images A França é um timaço e, para onde olharmos no campo, aparece um grande jogador que pode decidir uma partida a qualquer momento, de uma forma ou de outra. Aliás, se olharmos para o banco, também há quem decida esperando para entrar no time. O ataque francês tem Ousmane Dembélé, Michael Olise, Kylian Mbappé e Désiré Doué e, se alguém se cansar e precisar sair, entra Bradley Barcola. Julián Fuks Elogio dos amores menos absolutos Mariana Barbosa Fraude na Americanas tem perguntas sem respostas Marco Antonio Sabino Pelos números, Tarcísio já ganhou; será tão fácil? Paulo Camargo Carlo Ancelotti não é brasileiro; e daí? Portanto, o treinador Didier Deschamps tem um arsenal de "armas pesadas" à sua disposição. É assim que os franceses vieram para essa Copa do Mundo e estão demonstrando toda a sua potência já na fase de grupos. A seleção venceu as três partidas, e o grande nome vinha sendo Kylian Mbappé, que havia marcado quatro vezes nesta Copa, mas os jornais e os torcedores franceses estavam cobrando o último melhor do mundo, Ousmane Dembélé. Mais ou menos como se faz no Brasil com Vinícius Jr. No seu clube, o PSG, ele tem atuações espetaculares, tanto que é bicampeão da Champions League sendo protagonista, mas com a camisa dos "Les Bleus" não acontece nada, reclamavam os franceses. Até o confronto para decidir a liderança do grupo com a Noruega, o também camisa 7 só havia marcado um gol contra o Iraque, com um desempenho muito abaixo do esperado. Continua após a publicidade Mas contra os vikings noruegueses, sem Erling Haaland, bastaram 32 minutos para Dembélé mostrar por que é o Bola de Ouro e o The Best, marcando três golaços, um deles com o pé direito e dois muito parecidos com o pé esquerdo. Sempre aberto como um verdadeiro ponta-direita, domina a bola, vai para o fundo e fuzila de direita. Depois, recebe duas vezes e parte para dentro, ameaçando chutar até encontrar o mínimo espaço e ângulo para dar um tapa, fazendo a bola girar para dentro e bater na rede. Eu sou fã de Dembélé porque gosto do seu estilo de jogo. Ali na frente, ele pode jogar em todas as posições, além de pode ser um 10 armador e criativo, se for necessário. Dembélé tem muita técnica, habilidade e precisão no chute, é muito versátil e inteligente em campo. O adversário da França precisa ter uma defesa espetacular, pois precisa marcar forte e de perto quatro jogadores muito acima da média. Continua após a publicidade Sem dúvida alguma, a decisão do treinador da Noruega, Stale Solbakken, não foi das melhores ao poupar seus principais jogadores do meio para a frente, enquanto Deschamps colocou sua força máxima. No primeiro tempo, apesar de a Noruega ter escalado Thelo Aasgaard, não teve jogo porque a França dominou e já poderia ter goleado antes do intervalo. Essa é a melhor geração norueguesa, sem dúvida alguma, mas não tem um elenco que permita tirar cinco ou seis jogadores titulares ao mesmo tempo e fazer com que o time continue em um nível alto e competitivo. Mesmo assim, o segundo tempo começou melhor, com a Noruega marcando com mais pressão e tentando empurrar a França para trás. Deu resultado logo de cara, com Oscar Bobb sofrendo um pênalti, que foi muito mal batido pelo camisa 11, Jorgen Larsen. Ele simplesmente atrasou a bola para o goleiro francês Mike Maignan, que agradeceu com um sorriso, como quem diz: Continua após a publicidade "Ici, non" (Aqui não). Quem joga contra esse timaço francês não se pode dar ao luxo de desperdiçar um pênalti batendo displicentemente. Aos 20 minutos do segundo tempo, Didier Deschamps resolveu acabar com o divertimento de hoje, tirando Ousmane Dembélé e colocando Bradley Barcola. Não pela entrada de Barcola, que seria titular em qualquer grande seleção que está na Copa, mas porque saiu o jogador que havia marcado três gols no jogo, que estava muito bem e empolgado, querendo fazer o quarto e alcançar Messi. Também saiu Michael Olise e entrou Rayan Cherki, só para esnobar e mostrar toda a sua força ofensiva. O ritmo francês caiu bastante no segundo tempo e, talvez por isso, o jogo tenha se equilibrado, dando chance para a Noruega até pressionar a defesa francesa em alguns momentos. Continua após a publicidade Mas a partida nunca saiu do domínio dos "Les Bleus", que só diminuíram o ímpeto e a intensidade que colocaram no primeiro tempo. Mas deu tempo, nos acréscimos, de Désiré Doué marcar o quarto gol francês. Fica claro que a Noruega, sem a criatividade de Martin Ødegaard, a ousadia e a agressividade de Antonio Nusa e de Alexander Sørloth, mas principalmente sem a presença de Erling Haaland, fica um time comum e sem muito peso. Que os vikings completos vão dar trabalho neste mata-mata é uma coisa que o treinador deixou claro com a decisão de poupar os principais jogadores. Na Noruega, não há espaço para objetivos individuais porque todo o trabalho foi pensado no coletivo; caso contrário, ele teria colocado Haaland no jogo para tentar alcançar Messi na artilharia. Não deixa de ser uma estratégia interessante, sem vaidades, com a intenção de surpreender na Copa. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora DJ Marlboro aceita proposta de Neymar por casa em Mangaratiba: 'Insistente' Bielsa se irrita após eliminação do Uruguai na Copa: 'Vamos logo com isso' Mattos: Bielsa fez um monte de maluquices que detonaram o Uruguai Capitão do Irã desabafa e critica a Fifa: 'Essa Copa é um desastre' Venezuela entra em 3º dia de buscas por milhares de desaparecidos