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Futebol Em sua melhor versão, Messi joga final por título e para desbancar Mbappé Marcelo Belpiede Colaboração para o UOL 19/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lionel Messi se emociona após vitória da Argentina contra o Egito, na Copa do Mundo Imagem: Ian MacNicol via Getty Images O desempenho impecável na Copa do Mundo de 2026 não livra Lionel Messi de grandes desafios na final de hoje, às 16h, contra a Espanha, em Nova Jersey. O maior deles é carimbar o bicampeonato mundial da Argentina. Mas há também marcas pessoais em jogo: o craque tentará recuperar a artilharia desta edição e a liderança histórica de gols em Mundiais. Messi perdeu o topo das duas disputas na véspera da final , ultrapassado pelo francês Mbappé, que balançou as redes duas vezes na decisão do terceiro lugar contra a Inglaterra. Agora, o argentino tem oito gols na edição de 2026 — contra 10 do francês — e 21 em toda a história do evento, um a menos do que o rival. Melhor como vinho Para Messi, o ponto a favor para acreditar no título, na artilharia e no recorde é o fato de o jogador estar em sua melhor versão em Copas do Mundo, justamente aos 39 anos. A carreira do argentino no torneio pode ser dividida em períodos antagônicos: até os 29 anos, no auge do vigor físico, ele balançou as redes cinco vezes e distribuiu três assistências durante a participação em três Mundiais. Janaína Figueiredo História e geopolítica entram em campo na final PVC Espanha pode ser campeã masculina e feminina Casagrande Mbbapé e Olise salvam fim melancólico da França Michelle Prazeres A Copa mexeu com a minha esperança Messi disputa a bola com Bellingham na semifinal da Copa Imagem: Reuters/Nathan Ray Seebeck Foi depois dos 30 anos que seus números explodiram, registrando 16 gols (76,2% do total) e nove assistências (75% do total) . Seu melhor desempenho individual é na edição atual, como um quase 'quarentão' - além dos oito gols, distribuiu quatro assistências. Campeão mundial aos 35 anos e finalista novamente aos 39, o camisa 10 superou uma enxurrada de críticas na seleção argentina até atingir a consagração. Essa casca moldada sob pressão se transformou na confiança inabalável que exibe em campo, como o próprio craque definiu ao olhar para o passado: Aprendi que se perde mais do que se ganha, e isso me ajudou a melhorar como pessoa e como jogador. Lionel Messi A evolução nas Copas Messi precisou aprender como jogar uma Copa do Mundo. Em sua estreia, em 2006, com apenas 19 anos, vivia a juventude irreverente e deixou sua marca uma vez na Copa do Mundo. Quatro anos depois, em 2010, amargou a frustração de passar em branco, deixando o torneio da África do Sul sem participar de gols da equipe. Continua após a publicidade Diego Maradona consola Lionel Messi na Copa de 2010 Imagem: Reprodução Twitter O amadurecimento começou a se consolidar em 2014, quando liderou a Argentina até a final aos 27 anos, anotando quatro gols e distribuindo uma assistência. Na edição de 2018, aos 31 anos, em um torneio turbulento para a seleção sob o comando de Jorge Sampaoli, com diversos problemas fora dos gramados, ele contribuiu com um gol e duas assistências. A grande virada histórica veio por meio da maturidade plena. Se o vigor físico dos 20 anos já não era o mesmo, a leitura de jogo e a eficiência atingiram níveis extraordinários. Em 2022, aos 35 anos, Messi teve um desempenho excepcional com sete gols e três assistências, carregando a Argentina ao tão sonhado título mundial. O ápice dessa evolução se consolida em 2026. Aos 39 anos, desafiando a lógica do esporte, ele entrega sua versão mais avassaladora e decisiva, mostrando a razão de ser considerado um dos maiores de todos os tempos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Rabiot detona companheiros após derrota da França: 'Atitudes inaceitáveis' Jennifer Finch, baixista do L7, morre aos 59 anos Equilíbrio? Últimos duelos Argentina x Espanha terminaram em goleada Pressão alta pode cair com três hábitos que vão além dos remédios MPF aponta irregularidades e pede suspensão do Tolerância Zero nas praias do Rio